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Fonte: Portal Canção Nova

Final de ano chegando – e com ele as festas, presentes, convivência e também muito planejamento.

O comércio nos grandes centros movimenta a economia, e o trabalhador aguarda ansioso pelo décimo terceiro salário, cuja segunda parcela deve ser pago até o dia 20 de dezembro.

Em tempos de retomada, é preciso fazer uma leitura do que aconteceu com a economia do país nos últimos meses. O economista Humberto Felipe da Silva lembra que a mudança na direção do país no ano passado trouxe uma grande esperança para a economia brasileira; mas como denúncias continuaram a envolver membros do governo, isso trouxe insegurança para o mercado, e abalou a esperada e rápida retomada do crescimento.

Assim, mesmo que os dados econômicos tenham apresentado algumas melhoras – ou no mínimo, não tenham apresentado pioras – isso não foi capaz de se traduzir em melhorias significativas na expectativa dos agentes econômicos (consumidores, empresários, mercado financeiro, etc). “Os índices de inflação e as taxas de juros têm apresentado tendências de queda, enquanto a atividade econômica tem apresentado melhora em seus resultados”, diz o especialista.

Por atividade econômica compreende-se tudo o que concorre para produzir, distribuir e consumir bens e serviços. “O Consumo Aparente (CA) de bens industriais cresceu 8,1% no mês de outubro quando comparado com o mesmo mês de 2016. A inflação encontra-se em níveis bem abaixo do que era esperado: a estimativa é de algo em torno a 3,8% para esse ano. Se compararmos com 2016, que foi de 6,29, é uma ótima notícia. Por outro lado, a taxa Selic está hoje em 7% com viés de baixa. A expectativa é que essa taxa fique em 6,5% todo o ano de 2018. Em dezembro de 2016 ela estava em 13,65%, um valor altíssimo”, explica o economista.

Porém, todos esses indicadores ainda não foram suficientes para entusiasmar o mercado. Segundo Humberto, as empresas estão com medo de produzir mais e os consumidores com medo de gastar. “Outro fator que ainda preocupa é a taxa de endividamento da família brasileira, ainda muito alta, e, do mesmo modo o desemprego. É bom lembrar que 61 milhões de brasileiros estão com as suas contas em atraso”.

Vendas de Natal

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) avalia que este Natal será melhor que o do ano passado, prevendo um crescimento das vendas em torno de 7%. “Inflação e juros em baixa devem representar preços mais baixos nas gôndolas. A expectativa é que a dona de casa e o consumidor em geral não encontre, como nos anos passados, preços aterrorizantes. Isso permitirá ser um pouco menos ‘pão duro’ na hora de comprar os presentinhos e lembranças.”, diz o economista.

Décimo terceiro salário

Do jeito que anda a economia, o 13º, que já representou para a maioria das pessoas uma folga para a compra de presentes de Natal, ainda tem que funcionar com esparadrapo para a queda econômica que a família brasileira sofre. Para Humberto, é hora de colocar primeiro as finanças em dia e pagar o que se deve. “O ideal é programar o pagamento das contas em atraso. Depois verificar as despesas de janeiro, os IPs do primeiro mês do ano, IPTU, IPVA, matrícula na escola, material escolar, etc. Somente depois de fazer a provisão para essas contas é que se apura o saldo para as compras de Natal”.

A professora Maria Izabel Gomes tem feito dessa forma. “Uso o dinheiro do décimo terceiro para pagar as contas, em primeiro lugar, como água, luz, telefone e imposto. Depois o que sobra vai para os remédios da minha mãe, que tem câncer. Por fim, uso para a alimentação. Acaba sendo um complemento do meu salário, um mês em que fico mais tranquila”. Já Bianca Oliveira é farmacêutica e consegue poupar nesta hora. “Não mexo em nenhum centavo do meu décimo terceiro. Não faço planos com ele. Finjo que ele não existe e guardo tudo”.

“É preciso tomar muito cuidado pois quando se olha o saldo bancário na véspera do Natal dá aquela sensação de que ficamos ricos. Depois de tantos meses coloridos, Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul, é preciso evitar o Janeiro Vermelho. Para muitos é vermelho sangrento. Quem souber gastar bem seu dinheiro será recompensado no ano seguinte”, pondera o economista.

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.Bancos e poupadores resolveram a última pendência e assinaram o acordo de indenização pelas perdas econômicas dos planos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. A reportagem de Adilson Sabará e Messias Junqueira, da TV Canção Nova, conta com o comentário do Professor do UNISAL e advogado Marcos Edwagner:

https://youtu.be/BGyYnz3gJk0?t=85

https://noticias.cancaonova.com/brasil/bancos-devolverao-perdas-de-planos-economicos-das-decadas-de-80-e-90/

 

 

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Alunos do sexto período de Jornalismo da Faculdade Canção Nova produziram uma série de reportagens, com histórias de quem trabalha, utiliza e até mora à beira da Rodovia Presidente Dutra. Na primeira reportagem, confira os relatos de quem acompanhou de perto a transformação desse trajeto: https://youtu.be/AeA8Yaqa_tQ?t=158

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