7 mar

Longevidade e a Terceira Idade

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Prof.ª Maria Ana Marabita*

Longevidade, vida longa, duradoura, permeada de qualidade e dignidade.

Podemos falar de longevidade na dimensão da saúde, onde especialistas buscam recursos e se renovam constantemente, orientando as pessoas para que vivam com qualidade física e mental. Para que não percam a dignidade e a estima própria.

Porém não se espera a Terceira Idade para ser feliz, para se cuidar, para se descobrir. Nesse aspecto é necessário que todos nós, ao longo dos anos, conquistemos nosso espaço, marquemos território, demonstremos preferências e mostremos o quanto temos energia para ser compartilhada. 

Para isso é necessário fortalecer a autoestima, a autoconfiança e o orgulho próprio. Sentimentos que afetam diretamente nossa parte emocional e, consequentemente, nosso bem estar físico, mental e moral.

Alguns aliados são bem-vindos para que nos sintamos úteis, capazes, felizes e amados:

– instigar o pensamento para que se demonstre toda a capacidade de argumentação e determinação;

– utilizar-se de ocupações que dão prazer e até sugerem desafios. Se remuneradas, melhor, mas o preponderante é colocar-se a serviço, sendo útil. A sensação de dever cumprido desencadeia impulsos positivos e renova nosso físico;

– buscar atividades de lazer que relaxem, que realmente descontraiam. Atividades que se deseja repetir liberam hormônios essenciais para o bom humor e para nossa circulação;

– relacionar-se com pessoas com quem possa trocar ideias e sentimentos, que transpire uma aceitação autêntica, de amor gratuito, sem julgar as diferenças.

É assim que encaro o meu passar dos anos, com os “pés bem no chão”, mas em constante movimento.

Movimento que me impulsiona a aprender diariamente, a colaborar quando posso, a amar e entender as pessoas, a refletir minhas ações, desculpando e pedindo desculpas, a viver um cenário sem máscaras.

Viver com dignidade, com alegria, exigindo respeito e respeitando, amando e sendo amada.

Enfim, o passar dos anos não pode nos impedir de viver, e sim nos fortalecer a enfrentar com sabedoria alguns desafios, a contemplar a vida com serenidade, com o privilégio de alguém que o Criador ainda deseja que continue sua missão aqui na Terra.

*Prof.ª Maria Ana Marabita –Mestre em Psicologia e Desenvolvimento Humano (Unicamp), Formada em Pedagogia pela FAI (Faculdades Associadas- SP), Especialista em Orientação Profissional (CIEE), é Professora do Curso de Pedagogia do UNISAL Campinas/Liceu Salesiano.

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