Aluno do UNISAL desenvolve projeto que auxilia no ensino de matemática

Publicado em: 12/11/2019

Quando ainda morava e estudava no Haiti, Clife Kemble sonhava com as novas oportunidades que poderia ter no Brasil

Clife Kemble, haitiano que há quase 4 anos está no Brasil, é aluno do quarto semestre de Engenharia de Computação do Centro Universitário Salesiano de São Paulo — UNISAL, Unidade Campinas, Campus São José.

Profa. Magda e o aluno Clife

Com a orientação da Profa. Dra. Magda Vieira da Silva Oliveira, docente no curso de Engenharia de Computação, Clife está desenvolvendo um projeto intitulado “Scratch: Uma tentativa na melhoria do desempenho e ensino de Cálculo Aplicado à Computação”, que faz uso da linguagem de programação Scratch e será aplicada ao ensino e aprendizagem de matemática como um processo educativo.

 “A Engenharia de Computação sempre foi o meu sonho! Eu gosto de criar, inovar e também resolver problemas e, por isso, escolhi este curso. No UNISAL, com a bolsa de estudos, estou conseguindo ampliar meus objetivos como aluno e futuro profissional”, afirma Clife.

O projeto é viabilizado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), que o UNISAL oferece em parceria com o CNPq, e visa fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de seus alunos.

“Ao verificar a dificuldade que grande parte dos alunos têm com a disciplina de Cálculo, passamos a estudar e pesquisar sobre as possibilidades de ajudar no processo de aprendizagem. Percebemos que quando utilizamos softwares, aliado ao ensino de cálculo, há maior interesse no conteúdo. Portanto, o projeto do Clife será viável para ajudar seus colegas do UNISAL e, com o tempo, outros estudantes, para que possam aprender matemática de maneira mais efetiva”, explica profa. Magda.

Scratch é uma linguagem de programação que, por não exigir o conhecimento prévio de outros tipos de programação, é ideal para ajudar no aprendizado de conceitos matemáticos e computacionais. Com ele é possível criar histórias animadas, jogos e outros programas interativos.

“Pretendo identificar as dificuldades dos estudantes em compreender e entender certos conceitos matemáticos, além de desenvolver um, ou mais, jogos educacionais digitais, com a finalidade de tentar reduzir as dificuldades presentes no ensino-aprendizagem de matemática. Assim, eu e a minha orientadora esperamos ajudar na melhoria do desempenho do ensino de cálculo aplicado à computação”, concluiu Clife.