AeroUnisal fica entre as melhores equipes da América Latina no SAEBrasil Aerodesign

Capitão veterano enfatiza orgulho com o engajamento da equipe de novatos

Para 19 alunos dos cursos de Engenharia do UNISAL – Unidade Lorena, as últimas férias de julho foram dedicadas ao AeroUnisal. Dedicação, suor, medo e desafio foram alguns dos ingredientes das atividades deste grupo, que se renovou quase que em sua totalidade – comparando com a antiga formação da equipe, houve a troca de 80% dos integrantes em 2018.

Além das emoções internas, o combustível que move o projeto é a aeronave AU2018, o avião especialmente construído para o evento SAEBrasil Aerodesign. Realizado todos os anos em São José dos Campos-SP, em 2018 ocorreu de 31 de outubro a 04 de novembro no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), e contou com 95 equipes participantes do campeonato, do Brasil (toda a América Latina).

Antes de ir para competição, o grupo AeroUnisal tinha uma série de desafios, como a melhoria do relatório técnico. E foram realizados 25 voos com o intuito de melhorar o design, os aprendizados técnicos e também aumentar a carga transportada, o principal intuito da competição.

O evento reuniu diferentes categorias: a regular, na qual o AeroUnisal competiu, exige um avião com restrições geométricas específicas e capaz de carregar a maior quantidade de carga possível. O Aero transportou 9,800 kg de aço, batendo o próprio recorde de desafio e peso.

A equipe de Comunicação e Marketing da Unidade Lorena convidou o Capitão da equipe e veterano no projeto, Ronaldo Toledo, para uma conversa regada a muita risada, satisfação e gratidão por tudo o que o UNISAL tem proporcionado aos alunos nesta e em outras experiências:

Como foi a rotina no AeroUnisal, os principais acontecimentos em relação ao cronograma de atividades?

Neste evento, sabíamos que tínhamos como concorrentes e competidores 60 equipes da categoria Regular, da qual o AeroUnisal participa. Chegamos em 31 de outubro, fizemos o check in da equipe na competição e, em seguida, treinamos a apresentação oral, um dos grandes desafios em terra para o grupo. Fomos avaliados por seis juízes, cada um de uma área diferente, e apresentamos em 15 minutos todas as escolhas do projeto que nos levaram até lá. Foram dez minutos de perguntas. E foi aí que percebemos o quanto ainda temos de melhorar no relatório – entretanto, já foi nítido nosso avanço. Em 01 de novembro foi realizada a exposição dos projetos, a hora do networking. Os aviões não falam, mas a equipes têm muito que trocar de experiência e aprender sempre a inovar. E de 02 a 04 de novembro foram os dias para as baterias, e no primeiro dia a equipe do Aero usou as três oportunidades de voo. Pelo fato de o regulamento prever transportar carga com pouco mais de cinco quilos – e nos desafiamos e conseguimos voar com oito quilos – obtivemos um resultado melhor, e desta forma nos classificamos para a sexta bateria direto. Quisemos voar, mesmo não tendo obrigatoriedade, apenas por testes e para ganhar confiabilidade e acuracidade, requisitos previstos no regulamento e que nos bonifica com pontos pelo empenho. Além de passar na competição pelos bons resultados, ainda recebemos dicas preciosas de um dos juízes para melhorar o relatório. Isso é demais!

O dia 4, último dia, foi para testar com a carga mais alta, 9.800 quilos.  Duas vezes o vento traiu a equipe, mas conseguimos colocar o avião na pista novamente e o voo foi fechado com sucesso, o que garantiu a sétima bateria. 

Como foi a sétima e última bateria?

Por uma questão de horário, as equipes não fizeram o último voo (sétima bateria). Aquelas que tinham realizado o feito com a carga máxima na sexta bateria, foram classificadas.

Quantas equipes concorreram na final?

Apenas 12 equipes na final. O AeroUnisal está entre as equipes mais renomadas da competição, dentre elas EESCUSP Alpha, keep Flying (POLI USP) e Urubus (UNICAMP).

O céu ficou pequeno para tanta alegria. Quais foram as principais lições do campeonato?

Mesmo que não tenhamos sido classificados, crescemos muito como pessoas, como profissionais. Além disso, a equipe melhorou no número de protótipos. Antes, cinco modelos, em média, eram construídos para a realização dos testes até a competição. Em 2018, dois aviões e o conhecimento adquirido deram conta do recado. Pergunta-me “quantos vezes derrubamos um avião nesta competição?”, e eu te respondo: “nenhuma vez”.

“Voltamos eufóricos da competição. A nossa equipe é realmente uma equipe que quer voar alto em 2019.”

O UNISAL se orgulha de grupos assim, que mostram a certeza do protagonismo do aluno.

Cada aluno deveria participar de um projeto assim. Não há dinheiro que pague tanta alegria, conhecimento e satisfação. Eu podia ganhar um milhão de reais, mas não seria feliz como eu sou. O que o Aero fez por mim, quero fazer por ele e por todos os outros que participaram e participam. A melhor parte da faculdade. E a nossa equipe é realmente uma equipe que quer voar alto em 2019”, finaliza Ronaldo.

A equipe AeroUnisal é composta por 13 integrantes efetivos, que são alunos das Engenharias Mecânica, Produção e Civil e Ciência da Computação (a maioria deles do 1º e 2º ano, e os demais do 4º ano). Saiba mais sobre o projeto em www.unisal.br/aerounisal.