POLíTICA

A Política de Internacionalização do Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL – visa potencializar ações de internacionalização, assim como fomentar projetos bilaterais e multilaterais e de parcerias institucionais, em prol da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão e do desenvolvimento humano, acadêmico e profissional do aluno, do corpo docente e do corpo técnico-administrativo.

Nas últimas duas décadas, ações de internacionalização incorporaram o universo acadêmico, com claras e objetivas pretensões de aprimorar a realidade da educação formal superior. Algumas iniciativas foram determinantes para o desenvolvimento dessa empreitada, com marco na Europa: a Convenção de Lisboa (1997) e a Declaração de Sorbonne (1998), ambas em busca de acordo por reconhecimento de diplomas, e a Declaração de Bolonha (1999), com fins de definir um núcleo central de objetivos comuns para o ensino superior.

Ainda, na esfera internacional, destacou-se a International Association of Universities, como fórum de discussão sobre diretrizes, práticas, políticas e interesses comuns das universidades de todos os continentes; também, algumas iniciativas de cooperação latino-americana surgiram, a saber: Grupo Montevideo (1991), Grupo Tordesilhas (2000) e Rede Magalhães (2005), com finalidades de promover ações conjuntas de internacionalização e de mobilidade acadêmica.

Nesse cenário, desenvolve-se a internacionalização das universidades, contemporânea ao evento da globalização, com fortes impactos sociais, políticos, culturais e econômicos para as instituições de ensino superior. Assim, segundo a UNESCO (2014), no contexto de transformação do mundo contemporâneo, de busca de universalidade das relações, criam-se novas políticas e práticas para as universidades, como tentativa de, ao aprimorar e difundir o conhecimento, responder às exigências da sociedade e do mercado.

Pode-se compreender, então, internacionalização como o conjunto de ações – mobilidade acadêmica, intercâmbio bilateral, oferta de idiomas, disciplinas em língua estrangeira e cursos gerais, desenvolvimento de pesquisa, cooperação institucional, projetos internacionais, adesão a editais de programas de financiamento, oferta e participação em eventos internacionais, participação em projetos em rede internacional, formação de docentes e técnicos, entre muitas outras – que visam à consolidação e expansão da universidade, no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão, a favor do desenvolvimento e diálogo entre as culturas, da construção de uma sociedade mais justa e para a sustentabilidade das nações e do planeta.

O Brasil, nos últimos anos, deu passos significativos para a implantação de algumas ações e implementação de outras no cenário da internacionalização das Instituições de Ensino Superior:
Implantou programas e políticas federais para a cooperação das instituições nacionais com as estrangeiras, tendo como marco o Programa Ciência Sem Fronteiras (2011); parcerias, na promoção de editais que fomentam a internacionalização, com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq. Várias outras ações foram realizadas em prol da internacionalização da ciência e da tecnologia no território nacional.

Nesse horizonte, o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL) acredita que “a cooperação internacional, entendida como um instrumento de qualidade e excelência, amplia a capacidade de produção científica e de intercâmbio cultural, acadêmico e administrativo, bem como a divulgação do conhecimento, as fontes de financiamento e a empregabilidade dos egressos” (PDI, 2.3). Por isso, fomenta um conjunto de ações internacionalizadas (at home and abroad) com o objetivo não só de cumprir tais metas, mas de, ao firmar programas de parcerias e convênios institucionais, tornar-se “uma Instituição que tenha vocação e presença internacional” (PDI, 3.7.2), quer dizer, de inserção efetiva no cenário mundial, contribuindo para a cultura e para a sustentabilidade da vida, em geral.

OBJETIVO GERAL

Potencializar, promover e ampliar as ações de internacionalização (at home and abroad) do UNISAL e, com isso, o vínculo com instituições parceiras, em prol da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão e do fomento ao desenvolvimento acadêmico e profissional dos jovens estudantes, professores e colaboradores técnico-administrativos.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Com base no que dispõem os fundamentos e o objetivo geral desta Política, são objetivos específicos da internacionalização no UNISAL a serem observados conforme cada fase, etapa e modalidade:

– sensibilizar a comunidade acadêmica para a necessidade e implantação de ações internacionais;
– fortalecer a cultura e o preparo dos alunos para a participação em ações internacionais;
– divulgar programas e eventos em âmbito internacional;
– promover a participação de alunos, professores e pessoal técnico-administrativo em ações de internacionalização;
– estabelecer o processo burocrático institucional de participação do aluno e colaboradores em ações de internacionalização do UNISAL, que compreende procedimentos, fluxos operacionais, divulgação e monitoramento;
– garantir a criação de diretrizes e normas para a regulamentação das ações internacionalizadas;
– desenvolver ações de extensão e pesquisa em parceria com instituições e/ou professores estrangeiros;
– promover a participação de alunos e docentes em fóruns, redes e eventos internacionais;
– fomentar a pesquisa em âmbito internacional;
– promover o relacionamento e a cooperação entre as IUS e organizações parceiras;
– promover o intercâmbio entre alunos e professores das IUS;
– participar de Programas Nacionais e Internacionais de fomento à internacionalização;
– fomentar a mobilidade acadêmica de alunos da Graduação e da Pós-Graduação em Instituições estrangeiras;
– favorecer a participação de alunos estrangeiros no UNISAL;
– possibilitar estágios, no UNISAL e nas instituições parceiras, para alunos estrangeiros;
– estabelecer programas para estudo de idiomas nas Unidades;
– oferecer aulas de língua portuguesa para alunos estrangeiros;
– implementar o uso da tecnologia da informação e ensino a distância para o desenvolvimento de cursos e outras atividades acadêmicas.


PLANO DE AÇÃO

Para a efetivação desta Política, em prol da qualidade e ampliação das ações internacionalizadas do UNISAL, propõe-se:

a) Divulgação de ações internacionalizadas
– desenvolver, em página eletrônica, mecanismos de coleta, sistematização e divulgação de ações de internacionalização e em material bilíngue;
– fomentar, por meio de divulgação, a participação dos alunos em ações de internacionalização;
– criar vídeos institucionais em versão multilíngue;
– registrar, em sítio eletrônico, a participação de alunos e professores em atividades acadêmicas internacionalizadas, com fins de divulgação e promoção de imagem institucional;
– implantar, nas Unidades do UNISAL, sinalização e mapas em versão multilíngue (português, espanhol e inglês).

b) Operacionalização das ações
– estabelecer um fluxograma institucional para a candidatura, participação, avaliação e monitoramento do aluno em programas e ações de internacionalização;
– elaborar fichas, formulários e documentos institucionais para a formalização de participação de alunos, professores e colaboradores técnico-administrativos em atividades internacionais;
– garantir, em cada Unidade, uma pessoa responsável pela área de internacionalização, preferencialmente membro da Comissão de Internacionalização.

c) Normatização para ações de internacionalização
– criar regulamento para atividades de intercâmbio de alunos do UNISAL e de alunos estrangeiros;
– instituir normas para atividades de intercâmbio de professores e técnicos do UNISAL, assim como de professores visitantes;
– estabelecer critérios para o reconhecimento de disciplinas cursadas por alunos do UNISAL em IES estrangeiras, conveniadas ou não.

d) Fortalecimento e ampliação de ações internacionalizadas
– participar da Feira Estude no Exterior;
– proporcionar aula de idiomas para colaboradores;
– proporcionar aula de idiomas para alunos;
– proporcionar aula de língua portuguesa para estrangeiros;
– oferecer cursos de idiomas na modalidade EAD;
– participar do Projeto Talk com AIESEC;
– ofertar módulo MBA Internacional;
– favorecer a participação de alunos e colaboradores em cursos realizados fora do país;
– acolher professores de Instituições parceiras;
– realizar eventos em parceria com IES estrangeiras;
– participar e organizar Congressos e Seminários internacionais;
– garantir a participação dos membros da Comissão de Internacionalização do UNISAL em eventos acadêmicos, fóruns e cursos, com fins de capacitação e fortalecimento/ampliação de parcerias com instituições/organizações internacionais.

e) Participação em ações internacionais
– fomentar a participação de alunos e professores em eventos acadêmicos internacionais;
– possibilitar a participação do UNISAL em redes interinstitucionais e internacionais.

f) Ampliação e divulgação da pesquisa
– fomentar a pesquisa com instituições e/ou pesquisadores estrangeiros;
– fomentar e divulgar a pesquisa, em âmbito internacional, dos núcleos de estudos do UNISAL;
– fomentar a submissão de artigos científicos, pelos docentes, em periódicos internacionais;
– fomentar a participação em Comitês Técnicos e Científicos Internacionais;
– estimular a participação de pesquisadores estrangeiros nos conselhos científicos e nas publicações nos periódicos do UNISAL.

g) Maximização de cooperação internacional
– fortalecer acordos internacionais, particularmente com as IUS;
– fortalecer e ampliar convênios com países da América Latina;
– mapear e estabelecer parcerias com instituições estrangeiras que também ofertam atividades acadêmicas em língua portuguesa;
– maximizar acordos internacionais, em busca de instituições de prestígio acadêmico no cenário mundial;

h) Participação em Programas nacionais e internacionais de fomento à internacionalização
– ampliar a participação do UNISAL em programas e editais de internacionalização ofertados pelo governo brasileiro e por instituições /organizações estrangeiras.

Unidades

Infraestrutura

  1. Biblioteca

  2. Laboratórios

  3. Auditórios