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Palavra do Reitor

No processo educativo, tornou-se imperativa a proposta de uma educação de qualidade. No entanto o conceito de qualidade é muitas vezes reduzido à aquisição de competência sobre um determinado campo do saber e ao desenvolvimento de habilidades para o exercício de tal competência. E a realidade mostra-nos que, embora milhares de pessoas competentes e habilidosas entrem no mercado de trabalho a cada ano, isso não é suficiente para promover mudanças socioculturais que favoreçam o processo de humanização das pessoas e o exercício consciente e responsável da sua cidadania.

A impressão que se tem é a de que nem sempre uma educação de qualidade consegue ser libertadora e, consequentemente, profética. É impossível falar de educação de qualidade ou qualidade da educação quando o processo formativo não suscita autocrítica e espírito crítico; não favorece a abertura ao pluralismo e ao respeito à diversidade; não supera o pragmatismo e o imediatismo da mera adaptação às exigências do mercado; não reflete criticamente sobre os graves problemas que comprometem o respeito à dignidade humana e os direitos fundamentais do humano; não leva ao compromisso incondicional e desinteressado com a promoção da qualidade de vida dos mais vulneráveis e exclusos da sociedade. Não é possível falar de educação de qualidade ou qualidade da educação quando o processo formativo não suscita indignação diante da realidade e não favorece a formação da consciência profética do educando.

A indignação é uma atitude profética diante de tudo o que ameaça e compromete a defesa da dignidade das pessoas e a promoção dos seus direitos fundamentais.

O profetismo da indignação reside no fato de ser esta a melhor motivação para que a proposta educativa, embora centrada no protagonismo do educando, leve-o a compreender que somente a partir do autodescentramento ele será capaz de solidarizar-se com os que mais precisam. A qualidade da sua formação e, consequentemente, a qualidade educativa da instituição terão como termômetro o compromisso concreto com a transformação social.

Os acontecimentos deste ano, tanto internacionais quanto nacionais, não podem deixar-nos indiferentes, se quisermos construir uma cidadania democrática decente. Há muita indecência escandalosamente travestida no meio em que vivemos. Há quem opte por desviar o olhar dessa realidade e continuar vivendo como se o mundo fosse o melhor dos mundos para todas as pessoas. Não podemos esquecer-nos de que o desvio do olhar denuncia cumplicidade e irresponsabilidade, atitudes tão indecentes quanto aquelas estrategicamente estudadas para abafar o espírito crítico e dizimar o profetismo, que minam qualquer pretensão de cidadania democrática.

Em nome do UNISAL, agradeço a todos e a cada um dos que continuaram confiando na nossa proposta educativa mesmo diante das incertezas do presente e do futuro e renovo o compromisso de continuar a fazer o possível para que o UNISAL ofereça à sociedade profissionais competentes e habilidosos na promoção e no cuidado do humano e na luta contra tudo o que o escraviza e desumaniza.

Prof. Dr. P. Ronaldo Zacharias
Reitor

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