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As emoções e os relacionamentos interpessoais são aspectos que moldam o ser humano, por isso é tão importante leva-los em consideração no processo educativo desde a infância até a idade adulta. Assim como se faz necessário conhecer os números, as regras e as teorias, é preciso que a escola se preocupe com as questões ligadas ao comportamento do aluno, não com a responsabilidade de tomar o papel dos pais, mas para alinhar as atitudes ao processo educativo e integral.

Em outra ocasião, falamos sobre o primeiro dos domínios de aprendizagem abordado na Teoria de Bloomo intelectual. Desta vez, dedicamos o artigo na compreensão do domínio afetivo-social, também contando com o texto sobre Taxonomia de Aprendizagem, organizado pela UNIFEI, disponível neste link.

De acordo com Bloom, a hierarquia para este domínio é definida conforme segue:

Nível 1: Recebendo
Receber estímulos de forma consciente passivamente, por exemplo, ouvindo.

Nível 2: Respondendo
Responder aos estímulos conforme as expectativas.

Nível 3: Valorizando
Ter comportamento consistente com única crença ou atitude em situações onde não é forçado a obedecer.

Nível 4: Organizando
Comprometer-se com um conjunto de valores que são demonstrados pelo comportamento.

Nível 5: Caracterizando
Comportar-se na totalidade de forma consistente de acordo com os valores internalizados.

Com esta hierarquia podemos refletir sobre o porquê de alguns alunos terem comportamentos não adequados no ambiente escolar, como indisciplina e desobediência. Assim, como o domínio intelectual, o afetivo-social precisa ser trabalhado, pois vai determinar como o adulto vai lidar com questões ligadas aos seus valores.

Saber seguir uma conduta ética, baseada em valores permite que crianças e adolescentes se desenvolvam para um mercado de trabalho que exige, muito mais que conhecimentos técnicos, mas também características que contribuam para o bom relacionamento interpessoal, trabalho em equipe, liderança etc.

A discussão, no entanto, não para por aqui… Em outra ocasião vamos falar sobre o terceiro domínio de aprendizagem, o psicomotor. Continue acompanhando nossos conteúdos.

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.

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Talvez você tenha crescido com a ideia de que ou o aluno era “inteligente” ou não era. Talvez você tenha sido criado incentivado a participar das aulas, memorizar o conteúdo e realizar as tarefas de casa. Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre a Taxonomia de Bloom.

Há mais de 50 anos Benjamim Bloom já sabia que o processo de aprendizagem vai muito além do falso ou verdadeiro e da múltipla escolha. Hoje em dia já sabemos que o aquilo que o professor americano estudava, cada vez mais vai ser tornando uma realidade para a educação: Os Domínios de Aprendizagem.

Trata-se de uma teoria extremamente complexa, mas que este texto se propõe a apresentar como um primeiro passo para que se compreenda as infinitas possibilidades que o assunto oferece para professores, psicólogos, gestores etc.

Claudio Moreira apresenta alguns caminhos para quem deseja se aprofundar no assunto. Veja um trecho tirado de seu site:

“A Taxonomia de Bloom sustenta o clássico “Conhecimento, Habilidades e Atitudes”. (…) Essa teoria oferece uma excelente estrutura para planejamento, projeto e avaliação da formação e a eficácia da aprendizagem. O modelo também serve como uma espécie de checklist, pelo qual você pode assegurar que a formação está seguindo a realização prevista de todo o desenvolvimento necessário para estudantes, estagiários e aprendizes, e um modelo pelo qual você pode avaliar a validade e cobertura de qualquer formação existente, seja ele um curso, um currículo ou uma todo o programa de formação e desenvolvimento para uma grande organização.”

Em princípio a Taxonomia de Bloom foi criada para ser utilizada na educação escolar, porém é muito comum ver empresas aplicando o modelo em seus processos seletivos, treinamentos ou avaliações de desempenho.

O Portal Educação nos auxilia com a informação de que a aprendizagem abrange 3 domínios fundamentais: Intelectual ou Cognitivo; Afetivo-social e Sensório-psiconeurológico.

Deixaremos para falar sobre eles em outra oportunidade, já que cada um, por si só, já rende um longo debate.

No entanto, podemos afirmar que atualmente, na maioria das vezes, o sistema educativo foca quase que exclusivamente n 1º domínio (Cognitivo), talvez pelo fato de ser o único possível de ser mensurado objetivamente. O desafio é grande, mas algumas atitudes já estão sendo realizadas. O debate para que as escolas levem em consideração os demais domínios já vem sendo realizado, no entanto é preciso, cada vez mais que haja alinhamento das políticas públicas, bem como capacitação de profissionais para que a educação se torne algo completo e que realmente prepare o aluno para o mercado competitivo que o aguarda.

Por isso a importância de se pensar em ferramentas que auxiliem no controle deste processo complexo. A plataforma JUNTOS é um exemplo. Dentre outras funcionalidades, oferece recursos capazes de suprir a necessidade de alinhar os domínios de aprendizagem. Além disso, há de se pensar que a tecnologia auxilia, porém é preciso que toda a comunidade acadêmica se mobilize para contribuir para a melhoria da educação.

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.