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Jogos Olímpicos Rio 2016

Um evento desta proporção, ocorrendo no Brasil pode ser uma oportunidade única para o ambiente escolar. Isso porque, como todos sabemos, os Jogos ocorrem de quatro em quatro anos, e assim, para as turminhas mais novas, esse momento é repleto de novidades e entusiasmo. Com um pouco de criatividade e organização, o plano de aula pode adicionar alguns elementos de diversos esportes. Incrementar tarefas cotidianas da rotina é sempre bom, e isso vai além das atividades de educação física. Aqui estão algumas dicas interessantes para você aproveitar ainda mais o clima festivo e competitivo de maneira saudável durante as Olimpíadas.

O Cronômetro

A maioria dos esportes passa uma relação contínua com o tempo. Para muitos atletas vencer o tempo é mais desafiante do que seus concorrentes, até porque velocidade e precisão são essenciais para superar obstáculos ou bater recordes mundiais. Uma série de ações podem ser promovidas com a adição do cronômetro, sobretudo à resolução de problemas. Uma sugestão simples está em dividir a turma em equipes, onde em fila, cada estudante só pode resolver um enigma se o colega anterior a ele, encontrar a resposta correta. Outra maneira de aproveitar o cronômetro, mas evitar a competição, pode ser utilizando a observação do tempo médio de corredores ou nadadores durante as últimas olimpíadas, ou construir tarefas específicas com o tempo que um atleta de triatlo troca da natação para a bicicleta ou a velocidade que determinado atleta gastou para o levantamento de peso. Para essa atividade é interessante utilizar um vídeo com a ação do esportista.

As Imagens

O que você acha de tratar de temas como preconceito ou nazismo partindo dos fatos e mitos das olimpíadas de 1936 em Berlim? Neste jogo um rapaz chamado Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro no atletismo, sendo estas, 100 metros, 200 metros, revezamento 4×100 metros estafetas e salto em distância. Ele entraria para a história deixando o desejo de Adolf Hitler em observar apenas vitória de arianos fracassar. Esse e outros fatos, sobretudo com assuntos como tolerância, legado, cooperação, espírito esportivo e tecnologia podem trazer boas participações de nossos estudantes.

O Som

A emoção trazida nas imagens captadas ao longo da história das olimpíadas é notável. Porém uma série de canções podem ser utilizadas para construir projetos, gerar debates e principalmente desenvolver a interpretação, a percepção e a linguagem. Como exemplo podem ser associadas canções como “Hey Jude” dos Beatles executada por Paul Mccartney em Londres 2012 como uma atividade em inglês. A famosa “Carruagem de Fogo”, composta pelo grego Vangelis, tornou-se o hino oficial de todas as maratonas e maratonistas ao redor do mundo. Que tal essa canção instrumental para estimular a imaginação em desenhos, textos ou simplesmente como uma boa audição? Abaixo apresentamos a lista de canções executadas na Cerimônia de Abertura dos Jogos Rio 2016 uma excelente pedida para leitura e/ou apresentação musical aos nossos estudantes.

• Luiz Melodia: “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil • “Samba de Verão”, de Marcos Valle (instrumental) • Paulinho da Viola: Hino Nacional brasileiro • “Toada e Desafio”, de Capiba (instrumental) • “Pindorama”, composição de Beto Villares, Antônio Alves Pinto, Renata Rosa e Marlui Miranda • “Geometrização”, participação de Fanta Konatê, Bukassa Kabengele, Sami e William Bordokan • “Construção”, de Chico Buarque (instrumental) • “Samba do Avião”, de Tom Jobim (instrumental) • Daniel Jobim ao piano: “Garota de Ipanema” • Ludmilla: “Rap da Felicidade” • Elza Soares: “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes • Zeca Pagodinho e Marcelo D2: mash-up de “Deixa a Vida me Levar” • MC Soffia e Karol Conka: “Toquem os Tambores” • “Pop – As Disputas”, composição de Beto Villares e Antônio Alves Pinto • Gang do Eletro: “Velocidade do Eletro” • Jorge Ben: “País Tropical” • Caetano Veloso, Giberto Gil e Anitta: “Sandália de Prata”, de Ary Barroso • 12 baterias das escolas de samba do Rio • Parada dos Atletas: Beto Villares, Felipe Cordeiro (PA), Turbo Trio (RJ), Aláfia (SP), Rodrigo Caçapa (PE), Siba (PE), Chico Correia (PB), Marcio Wernek (SP), Luisa Maita (SP), DJ Maga Bo (EUA) e Faze Action (EUA).

A Cultura

Durante a apresentação das delegações esportivas percebemos que o mundo está longe de ser apenas os países que geralmente tratamos. Este ano o Comitê Olímpico trouxe também atletas olímpicos refugiados. A quantidade de atletas de cada delegação ou os números presentes em quadros de medalhas podem provocar outras resoluções matemáticas. Esse caldeirão de povos e diferenças convivendo nos Jogos pode ser uma excelente ocasião para desbravar pelo mapa, promovendo pesquisas em geografia que superem as culturas mais disseminadas. Que tal gastar um tempo tentando captar informações sobre países da África Central, outros países da Oceania além da Austrália ou sobre os países pós União Soviética. Uma boa ideia não é verdade? Para facilitar sua pesquisa professor, segue o link do interessante site do IBGE sobre os Países olímpicos.

Interdisciplinaridade

A desculpa que faltava para você professor ou professora que gostaria de construir um projeto com outro colega de trabalho, mas as diferenças de conteúdo impediam. Que tal convidar para uma aula compartilhada utilizando as ideias acima entre professores de matérias diferentes. A ideia do Cronômetro, por exemplo usando a aula de educação física e assim contabilizando o tempo dos próprios educandos; para depois serem discutidas na aula de matemática é algo muito cativante. Outra pedida é entre biologia e português. Isso mesmo! Aproveitar os queridos mascotes dos Jogos Olímpicos pode ser uma interessante estratégia para trazer a biologia em uma redação. E porque não entender a mecânica de um esporte como o badminton com a religião e a participação de mulheres dos países onde esse jogo difundido. Há uma infinidade de atividades para se construir de modo interdisciplinar.

Estamos torcendo aqui para que você, professor, possa implementar um pouco dessas ideias em sala de aula. Essas pequenas contribuições podem proporcionar uma verdadeira experiência. A experiência de aprender com alegria, com a realidade, aproveitando outros estímulos e conceitos.

Júlio César Cosmo concluiu o curso de Ciência da Computação no UNISAL Lorena em 2011. Atualmente é empreendedor.

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Muito se fala sobre as necessidades de utilizar a tecnologia em sala de aula. Há os que defendem a prática e outros que nem sequer querem entrar na discussão. Porém em um ponto os educadores precisam concordar: Os alunos não são mais os mesmos.
Sendo assim, é evidente que o processo de ensino deve acompanhar as mudanças e contribuir para um ensino mais prazeroso e eficaz. Neste sentido, tratamos a tecnologia não só como uma recurso para a execução de tarefas, mas também para o acompanhamento pedagógico do aluno.

Este texto não tem a intenção de apresentar uma opinião encerrada, mas sim um caminho para que haja outras discussões sobre o tema. Este é um espaço aberto. Sintam-se a vontade.
Portanto, encontram-se aqui os 5 motivos pelos quais se faz relevante o uso da tecnologia em sala de aula:

1. Estamos falando com outra geração. Por isso é preciso que os educadores se coloquem no lugar dos alunos, um público que respira tecnologia.

2. Os alunos convivem bem com a tecnologia e outras atividades. Se para os educadores fazer várias atividades ao mesmo tempo é algo complexo, para o estudante isso é muito comum. Uma dica: Use isso ao seu favor!

3. A tecnologia traz dinamismo ao processo de aprendizagem. Com a utilização de sistemas informatizados, uma tarefa que seria monótona e complexa, pode se tornar mais prazerosa e descontraída.

4. As informações tornam-se mais rápidas e seguras. Os educadores podem utilizar os recursos da informática para melhorar os processos, economizar tempo e ter maior segurança quanto aos resultados.

5. É possível realizar uma análise contínua do desempenho de cada estudante. A tecnologia oferece a possibilidade não só de avaliar uma atividade, mas sim o aprendizado individual. Este é um ponto de extrema importância e que cada vez mais vem ganhando importância para a gestão escolar.

É evidente que a tecnologia sozinha, não faz nada. De acordo com o Professor americano Jose Oscar, da Olin College, a tecnologia deve ser para nos servir e não o contrário. Ou seja, a tecnologia precisa se adequar aos alunos e aos professores para que ambas as partes possam se beneficiar dela.

O primeiro passo, portanto, está na atitude do professor e de toda a comunidade acadêmica. É preciso deixar claro que a educação deve vir para tornar a criança, o adolescente um ser autônomo, capaz de ser agente protagonista de sua carreira e seus projetos. Resumindo. A educação deve ser focada no futuro.

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.