Pra Sempre UNISAL | Ex-Alunos
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 Ana Paula Carvalho de Oliveira
Formada em Psicologia em 2014

Era fevereiro de um ano que começava com as portas abertas para uma escolha. Essa escolha era assinada por mim. Sendo assim, existia nela um peso sensível de responsabilidade e de liberdade, que pousavam também sobre as pontas dos meus dedos.

Era o início de um ano em que os intervalos não eram mais recreios e, caso eu quisesse, poderiam ser mais longos do que o determinado. Eu andava pelo pátio sob uma noite estrelada. Os sentimentos misturavam-se e multiplicavam-se. Era medo, angústia e insegurança que aumentavam em progressão aritmética, enquanto eu caminhava. Contudo, existia uma vontade. Ah, a vontade de “não-sei-o-quê” era maior que qualquer sentimento que pudesse travar o meu caminhar. O que eu ali esperava?

Era tanta gente, eu me sentia tão distante daquelas pessoas que pareciam saber tanto sobre onde estavam e o que queriam.  Pessoas, aparentemente, tão confortáveis em ser o que eram. Eu apenas queria encontrar rostos conhecidos e estava atrás de rostos novos que quisessem me encontrar. Aquele pátio parecia tão grande, tantos bancos, tanta gente, tantas tribos ali se reuniam.

Eu parecia tão só, sentei-me num banco próximo à estátua de Dom Bosco, numa posição em que eu pudesse observá-la. Num minuto de descanso do mundo que me cercava, estabeleci um diálogo com aquela estátua que, anos mais tarde, fui entender o quanto significava. Disse a ela: “Hoje, sou o seu palco, eu te observo. Mas, caro Dom Bosco, imagine só de quantas histórias não irá o senhor ser meu espectador?”. Por um instante, fechei meus olhos e me passaram todas as cenas que ali eu poderia (iria) viver.

Passados mais de sete anos, posso afirmar: não vivi ali nem metade de todas as incontáveis histórias que se apossaram de mim em apenas segundos. Não encontrei um amor, não vivi uma grande decepção, não tive brigas, nem mesmo recebi prêmios naquele local. Na realidade, o que eu vivenciei foram as pequenas amenidades cotidianas: as risadas com os amigos, os famosos “MTPs” (Momentos de Tensão Pré-prova), o bate-papo com os professores, o sorriso dos funcionários etc. Amenidades tais que vistas de fora não serviriam de enredo para um conto, mas de dentro, têm todos os ingredientes para formar um romance.

Se eu retornasse até aquela estátua e pudéssemos, novamente, conversar. Talvez, ela me dissesse o quanto eu caminhei e o quanto ela assistiu a essa minha travessia. Como as minhas aspirações mudaram e se fortaleceram, apesar do medo, da angústia e das inseguranças continuarem a se multiplicar. Como, em muitos momentos dessa caminhada, eu me esqueci de observar o céu estrelado, pois outras preocupações menos importantes ocupavam a mente. E, ainda, como eu me esqueci várias vezes de me olhar e falhei, mas, também, de um jeito ou de outro, pude remendar as falhas e fazer coisas novas. As escolhas já não pesam tanto, mas cada dia mais, o conceito de liberdade passou a se confundir com o de responsabilidade e, assim, dentre outras coisas, os intervalos foram ficando mais curtos com o passar dos anos.

Talvez ela, a estátua, não se lembre mais de mim, pois quantas milhares de histórias já não presenciou?

Possivelmente o meu rosto serviu de pano de fundo para vários outros estreantes nesse palco (pátio) da universidade e a minha história mescle parte da história de muitos outros estudantes que ali tiveram a honra de iniciar sua jornada. Por trás de cada rosto sem nome a caminhar pelo pátio do UNISAL e a ser observado pela estátua de Dom Bosco, há vidas sendo moldadas e a se cruzarem, bem como vínculos sendo feitos e desfeitos no ritmo incansável da rotação terrestre.

A minha poderia ser apenas mais uma história no meio de tantas outras, no meio de tanta gente vivendo suas amenidades e, entre uma amenidade e outra, construindo suas memórias. Acho que é isso. Se for para definir, mesmo com o medo de limitar, o pátio da faculdade foi a paisagem de algumas das minhas memórias e das de muitos outros rostos que eu já sei e que eu ainda não sei os nomes.

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Esta é “A vida nos pátios do UNISAL”…

Porque o que dá sentido à vida não pode se perder no tempo!

 

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Julio Francisco Barbosa Leal
Formado em Administração em 2014

 

Não há como se esquecer, até nos menores detalhes, dos sonhos e das coisas boas que acontecem em nossas vidas. E não há como esquecê-los, principalmente, se esses sonhos ocorrem em um período de construção intelectual. Minha primeira realização ocorreu entre os pátios e paredes de minha querida faculdade, onde estudei e me formei em 2014.

Meu sonho ganhou forma no sexto semestre de minha graduação. Sempre sonhei em ganhar os ares e conhecer outras culturas e países, mas, infelizmente, tinha que colocar meus pés no chão. Viajar sempre me pareceu caro e custoso, em todos os sentidos. Até que…

Em uma tarde, li uma postagem no Facebook do curso de Administração sobre um concurso literário, que premiaria os quatro primeiros colocados com viagens às instituições salesianas de ensino superior em Santiago do Chile e Cuenca, no Equador. Ao terminar de ler a postagem, algo em minha mente dizia que aquela poderia ser minha oportunidade inicial para realizar meu sonho e, por fim, decidi que faria de tudo para conseguir criar um texto suficientemente bom para a premiação. O tema, que estava relacionado à vida e obra de Dom Bosco, não foi um assunto tão fácil de desenvolver e contei com a ajuda de grandes amigos que fiz na época da faculdade.

Conversei muito com a Professora Marcilene Bueno sobre a espiritualidade salesiana e, não somente compreendi, mas pude sentir os ímpetos que direcionaram João Bosco a dedicar sua vida e existência aos jovens. Como participante da Pastoral da Universidade, busquei também ajuda com a Nina, minha amiga e também funcionária da instituição. Ela me indicou vídeos e livros sobre a vida do “Pai e Mestre da Juventude”. Foi neste momento que percebi que, não somente tinha o conhecimento histórico, como também havia compreendido que meu ensino era fruto desse amor e que tudo o que vivia e aprendia no meu dia-a-dia era resultante de sua escolha.

Não tinha como dizer que não estava preparado. Então, no dia marcado para a realização do texto, fui convicto de que, se pelo menos eu não ganhasse o concurso, teria ganhado mais conhecimento. É claro que os dias que se seguiram foram os séculos mais extensos e insanos da minha vida. A cada dia eu ficava mais nervoso, ansioso e minhas noites viravam dias e dormir tornava-se quase outro sonho a se conquistar.

Lembro-me de que, no dia do anúncio dos vencedores do concurso, passei uma hora na capela da faculdade, tentando acalmar-me. Mas sempre fui muito ansioso e até a paz da capela não me relaxava. Só teria sossego após os resultados. Cheguei até a brincar com meus amigos que, se eu perdesse, eles deveriam chamar uma ambulância de atendimento médico. Caso eu ganhasse, a ambulância deveria ser chamada também.

Na hora marcada, direcionei-me ao corredor de Administração, onde estavam os alunos participantes, suas torcidas organizadas e os professores.

O anúncio ocorreu do último vencedor colocado ao primeiro. E não era dito o nome do vencedor e sim seu Registro de Aluno (RA), o que, aliás, nunca me pareceu mais extenso. A última colocação ficou com uma aluna do primeiro ano e a terceira foi alcançada por outra amiga minha. A cada palavra dita pelos professores Fernando Lima e Élcio Santos, eu ficava mais ansioso.

Julio Leal e Fernanda Louise no aeroporto.

Julio Leal e Fernanda Louise no aeroporto.

Ao chegar à segunda colocação, que ganhava a viagem para Santiago, juntamente com o primeiro, o professor Fernando foi citando o RA vagarosamente, e quando terminou, eu levei um grande choque. Eu havia conseguido a segunda colocação. Acredito que toda a faculdade tenha escutado o meu grito… Um grito de alívio, de alegria e até mesmo de espanto. Acreditava que meu texto seria bom, mas não tão bom para alcançar a segunda colocação. Para minha alegria, a primeira colocação ficou com minha amiga Fernanda, que estava no último ano da faculdade. Daquele dia em diante, foi uma contagem regressiva para nossa viagem, que ocorreu no dia 27/04/2014 e durou até o dia 05/05/2014. A viagem foi incrível e fiz muitas amizades, mas isso já é outra história…

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Esta é “A vida nos pátios do UNISAL”…

Porque o que dá sentido à vida não pode se perder no tempo!

 

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Marina de Oliveira
Aluna do 4º ano de Direito

 

Viver nos pátios do UNISAL pode se transformar em uma experiência emocionante e que lhe gera cada dia mais amor a um milhão de coisas e pessoas ao mesmo tempo. Desde que comecei a faculdade, passei  as tardes no UNISAL, estudando e aproximando-me a cada dia de cada um dos funcionários, hoje amigos. Depois de 3 anos completos do curso de Direito, fiquei doente e entrei em depressão. Passei a ter transtornos e posso dizer, com todo meu coração, que os colaboradores do UNISAL foram essenciais.

Em todo o começo dos meus problemas de saúde, tanto a coordenação quanto a portaria mantinham-me em pé, sempre com uma palavra de apoio e amizade. Nos momentos de tristeza, muitos se moveram como podiam para me levantar da amargura a qual sentia.

Logo no início deste semestre, quanto eu iria começar o meu 4º ano de Direito, tive de trancar a minha matrícula. Foi o momento mais intenso e mais triste o qual já imaginei experimentar. Os professores são mais que amigos e deram-me todo o apoio que lhes cabia. A coordenação sempre me mantendo por perto, conversando comigo, apoiando-me, incentivando-me. Devo ressaltar que sinto-me com uma dívida eterna com eles, grandes parceiros, e quero usar deste meio para agradecer aos funcionários da portaria que me faziam companhia, que me divertiam, tomavam café comigo, que me faziam sentir parte da vida deles, ser importante.

Agradeço de todo coração às funcionárias da limpeza por terem sido tão gentis, compreensivas e tratarem-me com tanto carinho, à pastoral da faculdade que sempre  trazia alegria, as boas risadas nos pátios, aos amigos que promoviam momentos agradáveis, às oportunidades de ser professora de redação e ajudar os idosos no Programa Informática para Idade Ativa, ao maravilhoso Padre Mario por toda sua paciência. Em todos os momentos que podíamos conversar, ele foi carinhoso, educado e amigo. Aos professores, em especial Jaime Meira, Antônio Sávio e Marcius Nahur, pois foram muito mais que educadores e instrutores, foram amigos; acreditavam em mim, sabendo tudo que vivi e passei, não me julgando nem criticando.

Definitivamente eu tenho uma imensa e eterna paixão por todos os meus anos de UNISAL os quais devo a todas as pessoas que me seguraram pelas mãos nos momentos mais difíceis que passei. Retorno ao UNISAL no próximo semestre com a certeza de que todo o carinho e apoio que recebi não foram perdidos e que as oportunidades de construir um profissional melhor certamente me aguardam.  Obrigada, UNISAL Lorena por tudo!

(Marina de Oliveira enviou sua história em junho de 2015. Em agosto do mesmo ano ela fez a reabertura da matrícula no curso de Direito.)

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Esta é “A vida nos pátios do UNISAL”…

Porque o que dá sentido à vida não pode se perder no tempo!

 

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Gessi Batista da Silva Castro
Formada em Administração em 2003 (1ª turma)
Pós-Graduada em Psicopedagogia em 2014
MBA em Gestão de Pessoas em 2007
Aluna da Pós-Graduação em Formação de Docentes para o Ensino Superior
Funcionária da Secretaria Acadêmica

 

Digo com toda certeza, que o UNISAL proporcionou-me  a maior diferença na minha vida, tanto pessoal quanto profissional. Foi a realização de um sonho.

Em 1996, iniciei como faxineira. Aos 10 meses veio a promoção para a liderança do setor de limpeza. A oportunidade batendo à minha porta, não podia pensar duas vezes. Então, isso despertou em mim o desejo pelo estudo, a busca pelo conhecimento.

Hoje, vejo o crescimento desta instituição, relembrando anos anteriores. Tenho lembranças vivenciadas nos pátios desta instituição, como colaboradora.  Tinha o prazer  de mantê-los  sempre limpos. Via com orgulho o dever de manter limpo o chão para todos que por ali passassem, o chão que significava o caminho do sucesso, do crescimento, da inspiração de muitos talentos.

Em 2000, minha vida obteve um novo rumo. Foi o início da realização de um outro sonho: o curso de Administração. Eu queria fazer algo que pudesse desenvolver a habilidade de ensinar, colaborar, orientar outras pessoas de maneira que elas pudessem acreditar no seu potencial, mostrar que elas eram importantes, independentemente de cor, raça e classe social. Fui descobrindo o meu perfil e as habilidades por meio das minhas atitudes.

O UNISAL oferece uma formação diferenciada, dotada de princípios e valores que fazem muita diferença para o aluno. O aprendizado é transcendente, tanto no profissional quanto no pessoal e, principalmente, acrescenta na bagagem do conhecimento os valores humanos.

A emoção toma conta do coração ao relembrar os momentos dos intervalos, salas de aula, professores, amigos que conquistamos ao longo de quatro anos. Foram muitas trocas de experiência, trabalho em grupo, apresentação de seminário, monitorias de contabilidade. Tudo isso resultou em aprendizado, soma de conhecimento, despertou em mim outros sonhos. Vejo que o aprendizado é constante, a sede do saber não tem fim… Além de cursar Administração com ênfase em Marketing, tive o desejo de aprofundar os estudos na área com que me identifiquei, que é a liderança e gestão de pessoas. Sendo assim, em 2005 ingressei no curso de MBA em Gestão de Pessoas o qual resulta 10 anos de experiência.

Outra área com que me identifiquei muito foi o trabalho social e voluntário. Para este, eu dedico algumas horas por semana, desde 2006, no Movimento Vicentino, acompanhando famílias necessitadas em vários aspectos. Trabalhamos com arrecadação de alimentos, entrega de cestas básicas e também com a evangelização, tentando resgatar essas famílias e inseri-las na sociedade. Também como líder na Pastoral da Criança, acompanho gestantes e crianças de 0 a 6 anos de idade. Nesta, a preocupação é com os cuidados que a gestante precisa ter para que a criança nasça saudável e obtenha qualidade de vida. Esse trabalho levou-me a novas pesquisas, a buscar conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento da criança por meio do curso de Psicopedagogia, em 2012/2013. Com esse trabalho voluntário, assumi um compromisso de AF (Agente Facilitador/Coordenadora) da Pastoral Social na paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Industrial em Lorena.

Aprendi que o conhecimento não é para ser guardado somente pra você. Ele precisa ser multiplicado, favorecer outras pessoas. Há uma frase que eu sempre digo: “Sozinhos não somos nada, juntos somos mais e fazemos a diferença na vida de outras pessoas”.

Profissionalmente, trabalhei no UNISAL de 1996 a 2005. Em 2010 voltei para a instituição e aqui estou há quase cinco anos, na secretaria da faculdade.

Finalizando, sou apaixonada por esta instituição, pelo carisma salesiano e principalmente pela filosofia de Dom Bosco.

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Porque o que dá sentido à vida não pode se perder no tempo!

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O som do violino, as aulas de latim, os ensinamentos de astronomia e o dom do acolhimento e da solidariedade com os pobres

 

Maria Aparecida Alkimin
Formada em Direito em 1991
Professora da Graduação e do Mestrado em Direito

É certo que o dinamismo da vida traz três componentes importantes: sonhos, esperanças e recordações. De fato, vivemos de sonhos, esperanças e recordações dos momentos importantes e também das pessoas que participaram de vários processos que integram a nossa vida ou passaram por nossa vida e marcaram-nos com atitudes, gestos ou palavras de carinho, amor, solidariedade; enfim, pessoas que deixam ensinamentos e valores que carregamos por toda a nossa existência.

Minhas recordações no ambiente salesiano remontam ao ano de 1987, quando então passei a integrar a instituição salesiana de duas formas: como aluna do recente curso de Direito (2ª. turma) e como empregada no exercício da função de auxiliar de departamento pessoal junto ao departamento da instituição de ensino que, naquela ocasião, estava localizado onde hoje é o laboratório de química.

Nesse ano de 1987, meu primeiro dia de trabalho foi especial e marcante, pois estava retornando do almoço para assumir o trabalho a ser desenvolvido no período vespertino e, quando ainda estava na portaria, comecei a ouvir o som de um violino. Ao me aproximar do corredor, próximo ao local do meu trabalho (departamento pessoal) deparei-me com a imagem que mais me encantou nesses anos todos de convivência no ambiente salesiano: era o Padre Hugo Greco, do andar tranquilo e dos olhos azuis, com seu violino, fazendo ecoar um som suave, cuja melodia fazia coro com o cantar dos pássaros, Ele me olhou profundamente e deslizou um sorriso cativante, fazendo-me sentir acolhida e também me fez crer que estava em um lugar especial, pois senti que ele era especial.

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Padre Hugo. Fonte: Jornal O Lince

Foram poucos anos compartilhando a presença do Padre Hugo, haja vista que adoeceu e veio a falecer no dia 22/6/90, mas o pouco tempo foi de muita satisfação e de muita graça, por ter encontrado no meio salesiano pessoa tão encantadora, cativante, generosa, solidária e acolhedora e que me proporcionou muito aprendizado, além de lição de vida, com seus atos de amor e de entrega ao próximo.

Tive oportunidade de participar da vida do Padre Hugo, acompanhando sua arte de tocar o violino, cujo horário preferido era o início da tarde, logo após o almoço, aprendendo latim nas aulas que ministrava nos dias de sábado pela manhã e, também, desfrutando de ensinamentos de astronomia que ele tinha prazer de transmitir aos alunos e demais interessados nessa ciência.

Padre Hugo Greco possuía um jeito muito especial de ensinar a ciência da astronomia, um método que ensinava e fazia com que assimilássemos os conceitos e termos científicos por meio da associação, ou seja, a ligação entre o termo científico e algum objeto, característica pessoal ou parte do corpo. Em um dos seus ensinamentos sobre constelações, quando com seu telescópio apontou-me as estrelas Canopus (estrela gigantesca localizada no hemisfério sul) e Sirius (uma das estrelas mais brilhantes que se avista no céu noturno), Padre Hugo disse-me: “Minha filha, você nunca vai esquecer se associar canopus a cano e sirius a cílios.” De fato, nunca esqueci!

Mas, as recordações do Padre Hugo Greco, marcantes na minha vida, não se limitam apenas ao som arrebatador do seu violino, às aulas de latim no dia de sábado pela manhã e aos ensinamentos de astronomia que ensinava nos pátios com o seu telescópio. Ele me marcou, principalmente, pela sua simplicidade e humildade, no falar, no vestir, no agir, bem como no modelo de pessoa humana que fez renúncias pelos pobres.

Nos dias de sábado, Pe. Hugo dirigia-se até a portaria da instituição onde tinha encontro com os pobres e entre eles distribuía o ganho auferido das aulas que ministrava, cujo gesto de solidariedade, cuidado, acolhimento e ajuda ao próximo foi a maior das suas lições. E essa lição de vida e modo de ser o tornou para mim muito mais que uma pessoa especial, mas também um homem santo, que reproduziu na sua vida os gestos de S. João Bosco.

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Porque o que dá sentido à vida não pode se perder no tempo!

 

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Jessica dos Santos Rosestolato
Formada em Pedagogia em 2014

 

A minha história no UNISAL começou em 2010, após um projeto de que eu participei, totalmente patrocinado pela Empresa Basf, da cidade de Guaratinguetá. Ao término deste, alguns dias depois de minha formatura no Ensino Médio, eu recebi um telefonema da idealizadora do projeto oferecendo-me uma bolsa de estudo de 50% de desconto no UNISAL de Lorena. Aceitei, fiz o vestibular e passei.

O meu grande sonho realmente era estudar jornalismo, porque eu amo escrever e ler, mas não queria perder a oportunidade que estava tendo e optei por fazer o curso de Pedagogia no UNISAL, que era a faculdade a que a empresa estava dando-me oportunidade.

Eu sou deficiente e acredito ter-me adaptado muito bem ao ambiente universitário, por sempre ter estudado com alunos sem deficiência e em escolas municipais e estaduais. Senti-me muito bem amparada por todos da Instituição.

Alguns dias depois das apresentações da coordenadora do meu curso, do auxiliar de coordenação, Douglas Rodrigues (o qual durante o tempo de faculdade eu incomodava e perturbava muito), e dos professores daquele primeiro semestre de aula, eu conheci uma pessoa maravilhosa, o Padre Mario Bonatti.

O Padre Mario Bonatti, encanta a todos com o jeito carinhoso de ser, com um sorriso sempre sincero que não sai nunca dos seus lábios. Algumas vezes, ele ia até a sala durante as aulas da Professora Cidinha e de outros professores também, para dar boa noite aos alunos, ficava, um pouco, vendo as aulas dos professores e sempre antes de sair falava uma mensagem de amor e de paz para os alunos. O gesto que o Padre Mário mostrava em fazer isso algumas vezes foi algo que me marcou muito.

Eu, sempre correndo nos corredores do UNISAL por conta do trânsito de Guará – Lorena ou por algum problema com alguém da minha van. Praticamente todos os dias chegava atrasada no primeiro tempo de aula. Quase todos os dias, correndo para não perder muito o início da aula, deparava-me com o Padre Mario, sempre com o seu jeito cativante de ser, com uma palavra ou uma mensagem incentivadora. Isso fazia valer o cansaço do dia.

No começo do ano, eu não gostava muito da faculdade, por fazer algo que eu não queria, mas acabei aceitando o curso. Pensava comigo mesma: “Se eu não estou cursando a faculdade de jornalismo, é porque não é da vontade de Deus e Ele, e só Ele, sabe o que é melhor para cada um de nós.” Sempre acreditei fielmente que Deus sabe todas as coisas e Ele faz de nós, seres humanos, seus seguidores. Acredito que não devemos fazer a nossa vontade e sim a vontade de Deus. Por isso, algumas coisas que tanto queremos em nossa vida não dão certo. Só dá certo o que Deus quer e planeja para nós. Não sabemos o que pedimos, mas Deus sabe do que realmente precisamos e necessitamos. Temos de pedir a Ele que faça o que for da sua vontade e o que considera ser o melhor para cada um de nós, seus filhos, e não que faça a nossa vontade.

A capela do Centro Universitário passou a ser, para mim, nos meus dois últimos anos de faculdade, um lugar estritamente de oração e conversa com Deus. Só eu e Ele. Foi, inclusive, nesse período em que eu passava na capela, rezando, agradecendo e pedindo, que ao final de 2014 eu entrei para um grupo de oração da minha Paróquia, chamado “Circulo Bíblico”. Hoje eu posso dizer com total confiança, que estou, dia após dia, mais próxima e perto de Deus. Acredito que as minhas visitas na capela da faculdade favoreceram bastante a minha opção e a minha decisão em entrar para um grupo de oração. Hoje eu compreendo o que ouvia de algumas pessoas da minha paróquia: “Não somos nós que escolhemos ser ou não religiosos e participantes dentro da igreja, mas sim, e unicamente, Deus. Só Ele tem o poder de escolher quais dos seus filhos o seguirão e como seguirão.”

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Porque o que dá sentido à vida não pode se perder no tempo!

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Adriana Elisa dos Reis Alves das Neves
Pra Sempre UNISAL

Quando pensamos na cartilha “A vida nos pátios do UNISAL”, tínhamos a intenção de destacar as histórias dos Ex-Alunos, Alunos, Professores e Colaboradores desta casa salesiana.

O projeto deu tão certo que virou um E-book, uma forma que encontramos de fazer com que estes preciosos momentos cheguem, cada vez mais, a um número maior de pessoas.

Pelo fato de ser Ex-Aluna e organizadora desta iniciativa, aceitei o desafio de escrever em poucas linhas o que significa esta tão ambiciosa proposta dos salesianos. Ambiciosa, mas de acordo com os princípios de Dom Bosco. O Santo quis sempre ter por perto gente com alma, gente simples e rica de espírito. E no UNISAL, encontramos viva sua missão, seja em momentos de reflexão na capela, seja em sala de aula, ou qualquer outro espaço. Quem por aqui passa sabe o significado de pátio. Sabe que o pátio não se limita ao espaço físico e sim ao objetivo de estar perto e fazer parte da vida dos jovens de espírito.

Atrevo-me a dizer que os depoimentos colhidos nesta edição exemplificam os reflexos de Dom Bosco em sua máxima. São histórias que nos fazem imaginar o cenário e o sentimento descritos. Isso porque percebemos que os momentos narrados ainda permanecem vivos, nunca morrem.

Em um universo amplo de Ex-Alunos, recebemos 7 histórias. São depoimentos regados de emoção e apreço pela essência salesiana. A 2ª edição dA vida nos pátios do UNISAL é uma clara intenção de tornar público os sentimentos mais sinceros do coração de quem faz parte desta família. É um espaço acadêmico e solidário.

Vale a pena conferir a publicação, que oferece, desde histórias recentes, até memórias inesquecíveis de algumas décadas atrás. Boa leitura!

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