Pra Sempre UNISAL | Ex-Alunos
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Neste mês de agosto de 2016 o UNISAL Lorena se transformou em uma grande passarela para uma exposição e em um desfile inusitados no XXIX Simpósio de História.

Desafio em dobro. Como atrair o público para a moda do século 19 e, ao mesmo tempo, ensinar alunos da atualidade?

A resposta pode ser encontrada na parceria entre as Unidades do UNISAL Americana, por meio da Prof.ª Dr.ª Maria Alice Ximenes Cruz, e o Curso de História da Unidade Lorena, por meio do Assistente de Coordenação e Ex-Aluno, Árison Lopes.

Além da expansão do ensino e a pesquisa, a exposição “O íntimo feminino do Séc. XIX” teve como intenção mostrar como eram o corpo e a roupa e avançar nas reflexões sobre o redesenho do corpo feminino no século XIX.

A Prof.ª Maria Ximenes ministra aulas no Curso de Graduação de Moda ofertado pelo UNISAL Americana, além de integrar o programa de Pós-graduação na mesma Unidade salesiana, onde desenvolve estudos nas disciplinas de História da Arte, História da Moda e Desenho de Observação. Saiba mais sobre o curso.

É também autora dos livros “Um percurso nos mistérios da vestimenta feminina espanhola” e “Moda e arte na reinvenção do corpo feminino do século XIX”,  este último editado pela Estação das Letras e Cores.

Em entrevista ao UNISAL, a Prof.ª Maria Ximenes disse que a inédita parceria foi muito bem sucedida, pois o estudo da moda é uma área de conhecimento que abraça várias vertentes que permeiam a história e a cultura.

“Serei eternamente grata pelo prestígio às minhas pesquisas, senti-me honrada e confiei aos apaixonados pelo tema meu acervo particular de peças originais históricas, além das réplicas”, afirmou Maria Ximenes.

A ideia da parceria e a execução do projeto foram do Assistente do Curso de História, Árison Lopes. Para ele, a moda mostra para seus estudiosos um leque de opções, pois por meio dela é possível retirar conceitos políticos, sociais e econômicos de homens e mulheres em sua época.

“A Mulher é uma fonte rica para esses estudos, pois parte dela uma tendência das discussões do passado e do presente apenas usando as roupas como objeto de estudo. É claro que não se restringe apenas a esse campo, mas a roupa é também uma forma de expressão”, disse Árison.

Além da exposição estática nos corredores do UNISAL, a mostra ganhou uma versão viva e itinerante. Alunos contemporâneos do UNISAL Lorena se transformaram em modelos por um dia. A sessão de fotos teve como protagonistas a Aluna do curso de Filosofia do UNISAL Lorena, Natália Oliveira, e o apoio técnico de Matheus Oliveira e a Bruna Modesto.

“Encantei-me com a exposição e com o desempenho das Alunas e dos Alunos registrado pelas belíssimas fotos que recebi. As fotografias cristalizaram muitas reflexões, o que me impulsiona para a criação de novas parcerias, como a produção de um artigo”, disse Maria Ximenes.

Sobre a Exposição

A Moda é um viés da história muito pouco estudada e/ou pesquisada por sofrer preconceito de banalidade e futilidade, mas vai além desses conceitos do qual precisamos romper e colocar em prática no campo de pesquisa.

É neste contexto que se enquadra a mostra “O íntimo feminino do Séc. XIX”. A exposição conta com peças físicas como as anáguas, vestidos, sombrinhas, chapéus, luvas, entre outros itens. Todo esse acervo necessita de difusão. “Este é o papel do pesquisador, levar a luz do conhecimento àquilo que lhe foi revelado para encontrar novas interfaces e olhares de novos pesquisadores”, afirma Maria Ximenes.

Para o UNISAL, a parceria eleva o conhecimento da moda em seu âmbito histórico-cultural. Os idealizadores do projeto acreditam que essa união possa refletir no amor de novos estudiosos por este campo tão sedutor do saber, que é a história da moda.

“Hoje, século XXI, olhamos para essas peças e pensamos que vivemos numa época de liberdade. Mas estamos enganados, subjetivamente falando, pois hoje vivemos ainda uma imposição estética vinculada entre as mídias, seja ela efêmera ou não, no âmbito feminino e masculino”, conclui Árison.

Repercussão

Foi também positiva a repercussão da publicação da exposição nas redes sociais. O Coordenador do Curso de Moda do UNISAL Americana,  Daniel Basso Polezi, publicou no dia 4 de agosto de 2016, em seu perfil em uma rede social, a seguinte frase:

“Parabéns Maria Alice Ximenes Cruz e Árison Lopes! Este é um excelente trabalho que envolve o ensino a pesquisa e a extensão no UNISAL. Um exemplo de cooperação entre as unidades de Americana e Lorena”, concluiu.

Acesse aqui o link completo com as fotos da exposição e do XXIX Simpósio de História.

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De um lado, professores da rede básica de ensino com um dilema: serem detentores de conhecimento. De outro, alunos com notas baixas. Apesar de estarem tão próximos todos os dias, o abismo entre esses dois mundos é grande.

As estatísticas do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (IDESP) apontam que em todas as etapas do ensino básico, alunos ainda estão abaixo das metas estabelecidas. O índice une as avaliações de português e matemática às taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar, a serem alcançadas em 2030. Os dados são referentes a 2015.

O desempenho do fundamental 1, fundamental 2 e médio está muito distante da meta estabelecida pelo governo para daqui pouco mais de uma década.

É neste contexto caótico que o Professor e Ex-Aluno de História do UNISAL Lorena, Mestre em Educação: História, Política, Sociedade pela PUC (SP), Davi Coura, resolveu investir em uma ideia inovadora e até engraçada.

Com história na cabeça e musicalidade no sangue e no violão, ele apostou na Empresa “História É Show”. Fundada em 2010, ele faz da vida de empresário a oportunidade de trabalhar temas de forma lúdica para colorir o mundo da educação.

Pode até ser tímida a proposta quando ela se depara com dados alarmantes e que mostram a profissão de professor como sendo uma das menos desejadas por quem hoje é aluno. Davi sabe que o desafio da educação brasileira não se resume apenas em incentivar crianças e adolescentes a aprender. Exige, também, encontrar quem se disponha a ensiná-los.  Hoje, segundo pesquisa denominada “A Atratividade da Carreira Docente no Brasil”, o magistério brasileiro segue caminho inverso ao de países desenvolvidos, apenas 2% dos estudantes do Ensino Médio querem seguir essa carreira.

Bons salários, ensino de excelência e reconhecimento social são fatores essenciais para quem deseja aprender e ensinar em sala de aula.

Davi é um apaixonado pela docência e tem na alma esses quesitos acima. Resolveu usar dessa qualidade para cativar novos estudantes a tornarem realidade os seus sonhos pessoais e profissionais, sejam eles ligados ao setor da educação ou não.

A “História é Show” traz para os ambientes acadêmicos (Fundamental, Médio e Superior), os links da História antiga com a contemporânea. Como ele faz isso? Utiliza música, teatro e jogos para uma aprendizagem mais instigante e prazerosa.  “Você tem de inserir o Aluno no conteúdo sem que ele perceba que aquilo é muita informação ou que se torne algo difícil de ser compreendido”, diz  Professor Davi.

Quem já viu as apresentações do professor Davi aprovou a ideia.

“Viver essa experiência foi, com toda a certeza, um momento de recordação  de vários conteúdos. Com a utilização da música, fica fácil memorizar tanta informação.” – afirma um dos estudantes do 3º Ano do Ensino Médio na página da empresa.

Você também quer saber mais como o professor Davi compõe as músicas, conta histórias cantando e ensina? Então clique aqui e acesse o site!

 

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 Lançamento oficial do livro do Ex-Aluno aconteceu em Bananal, onde ela passou a maior parte da vida

A trajetória da mulher, considerada a Matriarca do Café e da cidade de Bananal, ganhou uma versão atualizada. A obra “Maria Joaquina de Almeida, a Senhora do Café”, teve o lançamento oficial no dia 23 de julho, na Fazenda Boa Vista, em Bananal (SP), residência oficial da mulher que dá nome ao livro.

Dezenas de pessoas, entre família, amigos, turistas estiveram presentes acompanhando a apresentação oficial do projeto.

O Professor, Mestre em História Social, Diego Amaro de Almeida, autor da obra, falou por cerca de 30 minutos sobre o que o motivou a investir na história do gênero e na vida de Maria Joaquina.

“Foram muitas vindas à Fazenda, e algo sempre me instigava a ir além. Até que uma grande amiga, Graziela Silva, disse-me: você deve escrever um livro. Então, dediquei-me ao projeto”, revelou Diego.

Acompanhado de sua irmã mais nova, Maria Clara, Diego fez questão de agradecer aos presentes pelo apoio e incentivo à pesquisa.

A mulher que dá nome ao livro morreu ainda no século XIX e também já não tem mais parentes vivos, ainda assim, está presente em cada parte de Bananal. A história que se passa no período do café busca descrever os anseios da mulher do passado, que, em muitos casos, se assemelham à mulher do futuro. (Leia mais sobre o livro abaixo.)

O Pesquisador do UNISAL e também Ex-Aluno também destacou a importância do apoio da instituição, do IEV (Instituto de Estudos Valeparaibanos), da Academia de Letras, da Fazenda Boa Vista, da Editora Mariana Bastos, aos professores e Colegas do UNISAL e, em especial, à família, para a construção do livro, e para que esta publicação pudesse perpetuar a história de uma cidade que já liderou a economia por meio da cultura do café e hoje é lembrada pela sua pacatez colonial.  “Esse livro não é somente meu, é também de muitas pessoas que estiveram e estão comigo desde antes desse projeto nem pensar em ser um livro. Essa obra é de todos vocês”, disse Diego Amaro.

A apresentação também contou com a participação bem-humorada do Professor, Coordenador do Curso de História do UNISAL Lorena e amigo pessoal do autor, Antonio Tadeu de Miranda. “Parabenizo ao escritor Diego Amaro pela insistência em escrever sobre algo tão distante de nós, mas que guia nossos dias até hoje, parabéns por acreditar na história”, disse Tadeu.

Após a apresentação do livro, houve uma sessão de autógrafo e muitos registros fotográficos.

O autor já pensa na próxima obra, a lenda de Maria Augusta, conhecida popularmente como sendo a “loira do banheiro”.

Maria Joaquina de Almeida, a Senhora do Café Diego

Sobre o livro

“Maria Joaquina de Almeida, a Senhora do Café”, é resultado do trabalho que teve como intuito documentar, analisar e compreender melhor a vida dessa mulher, fazendeira  de café do Vale do Paraíba, à luz dos preceitos emanados da História de Gênero.

Maria Joaquina viveu na segunda metade do século XIX, viúva do Comendador Luciano José de Almeida, rico cafeicultor bananalense que fez fortuna no segundo quartel daquele século, ficou conhecida popularmente como a “Matriarca de Bananal”.

O livro procura-se articular a história de vida da fazendeira à conjuntura econômica do período de formação e consolidação da cafeicultura em Bananal (SP), e assim entender como se deu sua atuação como administradora destes negócios no âmbito das relações sociais que regravam a atuação das mulheres naquele período.

“Apresentamos um retrato da mulher e o seu contexto social, especificamente em um espaço regional, caracterizado pelo período de ouro do desenvolvimento econômico do café no Império do Brasil, numa sociedade marcada pela estrutura patriarcal. Nesta sociedade, por várias vezes a mulher precisou romper limites, adequar situações, superar determinações fixadas em um imaginário em que prevaleciam as regras elaboradas e estabelecidas como padrão a partir do universo masculino”, afirma o professor.

O livro, lançado e produzido pela Editora Mariana Bastos, e imprimido pela Editora Santuário, está sendo vendido a R$35 e pode ser adquirido pelo e-mail diegoamaro23@gmail.com.

Sobre o autor

Diego Amaro de Almeida, Mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2014), Licenciado em História pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (2009). Atualmente é Professor de Sociologia e de Políticas Públicas e Legislação Educacional do Centro UNISAL de Lorena (2014), Pesquisador do Portal valedoparaíba.com (2008), Assistente do CESAPER-Centro Salesiano de Pesquisas Regionais – Prof. José Luiz Pasin (2010), Assistente da Coordenação do Curso de Licenciatura em História – UNISAL (2011). Tem experiência na área de História Regional e Local, com ênfase na História de Gênero. Membro do IEV-Instituto de Estudos Valeparaibanos (2007), onde ocupa o cargo de tesoureiro, realiza junto ao IEV atividades do NEPA – Núcleo de Estudos Patrimoniais e Ambientais (2010) representando o Instituto de Estudos Valeparaibanos junto a COMPHAC – Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural em Lorena. Membro da Comissão de Organização dos Simpósios de História do Vale do Paraíba evento realizado anualmente pelo IEV. Membro efetivo da Academia de Letras de Lorena (2015).

Clique aqui para ver as fotos do lançamento!

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Como era o cenário da organização sindical na cidade de Cruzeiro em 1933? A pergunta até parece complexa, mas foi respondida com clareza após muita pesquisa feita pela Ex-Aluna do curso de História do Centro Universitário Salesiano de São Paulo – Unidade Lorena Campus São Joaquim, Cláudia Isabel Ribeiro Santos.
Graduada em 2006, 09 anos depois ela voltou ao UNISAL Lorena no papel de docente. Na segunda-feira, dia 26/10, participou de uma aula com os alunos do 1º ano do curso de História. “Pude perceber que as dúvidas foram muitas, assim como a vontade de aprender”, afirma Cláudia.
O tema da aula foi a dissertação de Mestrado concluído na PUC/SP, no campo da Imprensa e que teve como tema:“O Momento: um espaço de luta ferroviária na cidade de Cruzeiro em 1933.
Na dissertação, Cláudia destaca o papel da imprensa ferroviária que organizou e mobilizou os ferroviários da estrada de ferro sul de Minas para formação de sindicatos e conquistas de direito. “Neste levantamento, notei que o jornal, de fato, conseguiu o seu objetivo, que era o de contribuir para a constituição deste sindicato”, revela a Diretora do Museu Major Novaes, de Cruzeiro.
Terra Natal de Cláudia, é no município que ela apostou novamente em uma pesquisa ainda mais avançada. Desta vez, será a tese de Doutorado na PUC/SP. Agora, a doutoranda irá fazer um recuo na história até o ano de 1917 para entender a organização desses ferroviários. Além de levantar detalhes da participação de um operário cruzeirense na formação no PCB (Partido Comunista Brasileiro).
DIREITO DO TRABALHO
Direito do trabalho nada mais é que o conjunto de normas jurídicas que regem as relações entre empregados e empregadores. No Brasil, se refere ao modo como o Estado brasileiro regula as relações de trabalho e as normas e conceitos importantes para o seu entendimento. Relações conturbadas nos últimos anos pelo cenário político e econômico do país. Segundo a historiadora, a luta da imprensa nos dias de hoje para denunciar abusos excessivos é feita, em sua maioria, pelas redes sociais. Perdeu força por outros meios de comunicação, diferentemente do que acontecia no século XX.
De 1917 até os dias atuais muita coisa mudou, afirma a Ex-Aluna Salesiana. Mas o que ela destaca são alguns direitos que perpetuam até hoje. “Muitos dos direitos trabalhistas que hoje construímos foram pensados lá trás, um exemplo é a aposentadoria por invalidez”.

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Cláudia Santos e Diego Amaro

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FUTURO PROFISSIONAL

Cláudia sonha com voos mais altos. Aos 32 anos, ela quer investir pesado na pesquisa e depois trazer a sua contribuição para a sala de aula.

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Região do Vale respira a cultura africana

 A cultura negra chegou ao Brasil por meio dos escravos africanos, na época do Brasil Colônia. Durante a exploração colonial, a mão-de-obra negra foi amplamente utilizada em atividades agrícolas e de mineração que ganharam espaço na economia entre os séculos XVI e XIX. Mas como esses abusos refletem nos dias de hoje?

A missão de deixar viva esta história está nas mãos de cidadãos comuns e cheios de vontade de ensinar. Quem faz parte desta legião do bem é o Ex-Aluno do curso de História do UNISAL Lorena, Luiz Paulo Alves da Cruz. Graduado em 2009, recentemente concluiu o Mestrado  em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 2015, com a dissertação  “O jongo e o Moçambique no Vale do Paraíba (1988 – 2014): cultura, práticas e representações.”

Neste mês de outubro, ele voltou ao UNISAL para falar aos alunos sobre as experiências de sua pesquisa e para mostrar de que forma a cultura africana tem sido essencial na formação da cultura brasileira. “O debate foi realizado durante a minha aula de Estudos Dirigidos”, revela Diego Amaro, Professor do curso de História.

Apesar de muitos anos passados a discriminação aos negros ainda é presente, para que isso chegue ao fim entendemos a importância de se compreender a história daqueles que foram oprimidos, e entender outras culturas para então romper em definitivo com os atos de discriminação e intolerância.

“Podemos observar a permanência das manifestações da cultura negra ainda realizadas, estas são formas de resistência desses, que por muito tempo, tiveram seu lugar negado dentro da sociedade”, revela Diego.

O professor também avalia que espaço alcançado tempos mais tarde, hoje, é fruto de muita luta contra aqueles que os oprimiam em séculos passados, como os senhores de engenho e fazendeiros de café.

No próximo dia 20 de novembro, comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. Uma data para lembrar a resistência à escravidão. No Brasil, é marcado pela homenagem ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

Considerado um  ícone da cultura negra,  Zumbi morreu lutando pelos direitos do seu povo. O quilombo dos palmares liderado por ele, no estado de Alagoas, resistiu por cerca de 100 anos.  Segundo os dados da Fundação Cultural Palmares, por lá passaram de 25 mil a 30 mil negros.

Zumbi foi assassinado pelas tropas coloniais de Jorge Velho. Após a sua morte, a abolição da escravatura só chegou ao Brasil em 1888.

Na Região do Vale do Paraíba, o registro do negro se dá fortemente pelas grandes construções históricas que resistem ao tempo, graças ao cuidado de seus proprietários. E traços da cultura negra também podem ser notados nas festas, músicas, danças e na culinária brasileira.

Bananal é a certeza de que o Vale já foi o centro econômico do Brasil Império. A cidade, elevada a  município em 1849, cresceu e se enriqueceu com as fazendas de café. Com tanta riqueza, chegou a avalizar para o Império empréstimos feitos em bancos ingleses e ter moeda própria. Com a decadência do café, as fazendas passaram para a pecuária leiteira.

Dos tempos anteriores ficaram muitos e valiosos monumentos. Locais que estão abertos à visitação e que encantam pelo cheiro de história que, nem mesmo quase dois séculos depois, deixam de exalar em nossas narinas.

“É preciso um olhar mais atento às fazendas do Vale Histórico. Estes locais guardam muito da cultura do café, dos escravos e dos coronéis”, revela Diego Amaro, professor do curso de História do UNISAL.

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Que o Centro Universitário Salesiano de São Paulo – Unidade Lorena – Campus São Joaquim, é um ambiente de portas abertas para visitantes, todo mundo sabe. A novidade, no entanto, é que o convite tem sido aceito por muitos alunos da Região.

Desta vez, professores e um grupo de 30 estudantes vieram conhecer  a instituição.

A visita, no último dia 25 de setembro, seria apenas um encontro entre docentes e discentes, mas tornou-se inusitada por conta da presença dos professores da Escola Pública Estadual José Pereira Éboli de Guaratinguetá, que antes de ministrarem aulas, foram Alunos UNISAL.

A professora Meire Regina de Almeida Siqueira, formada em Geografia em 1988 e Flaviano de Almeida Alves, formado em História no ano de 2011, voltaram a ser alunos para não perderem nenhum detalhe do passeio pelas dependências do UNISAL.

“A visita faz parte de um projeto realizado na escola com a intenção de apresentar as cidades vizinhas aos alunos. O UNISAL não poderia ficar de fora deste tour”, revelam os docentes.

No trajeto pela instituição, eles conheceram a Biblioteca, o Jardim de Dom Bosco, o Laboratório das Engenharias e a sala do AeroUnisal. Na última parada, os futuros profissionais mataram a curiosidade sobre os projetos que envolvem a construção de um avião. “Era nítida a empolgação dos jovens, isso mostra o quanto eles precisam de direcionamento”, afirma Adriana Neves, responsável pelo Programa Pra Sempre de Relacionamento com o Ex-Aluno.

Alegria que também é compartilhada com a professora Meire. “É sempre bom mostrar aos alunos as possibilidades de profissão e, o mais importante, demonstrar que eles podem sonhar”, afirma Meire.

O professor e coordenador do curso de Engenharia de Produção, José Lourenço Jr., passou por uma verdadeira sabatina. Respondeu às questões de quem um dia pretende seguir carreira.

O Espírito Salesiano de Dom Bosco se faz presente por meio dos  exemplos desses professores que reconhecem  que o papel do mestre vai além da formação acadêmica e invade a vida dos alunos.

Saiba mais sobre o AeroUnisal!