Pra Sempre UNISAL | Ex-Alunos
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De um lado, professores da rede básica de ensino com um dilema: serem detentores de conhecimento. De outro, alunos com notas baixas. Apesar de estarem tão próximos todos os dias, o abismo entre esses dois mundos é grande.

As estatísticas do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (IDESP) apontam que em todas as etapas do ensino básico, alunos ainda estão abaixo das metas estabelecidas. O índice une as avaliações de português e matemática às taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar, a serem alcançadas em 2030. Os dados são referentes a 2015.

O desempenho do fundamental 1, fundamental 2 e médio está muito distante da meta estabelecida pelo governo para daqui pouco mais de uma década.

É neste contexto caótico que o Professor e Ex-Aluno de História do UNISAL Lorena, Mestre em Educação: História, Política, Sociedade pela PUC (SP), Davi Coura, resolveu investir em uma ideia inovadora e até engraçada.

Com história na cabeça e musicalidade no sangue e no violão, ele apostou na Empresa “História É Show”. Fundada em 2010, ele faz da vida de empresário a oportunidade de trabalhar temas de forma lúdica para colorir o mundo da educação.

Pode até ser tímida a proposta quando ela se depara com dados alarmantes e que mostram a profissão de professor como sendo uma das menos desejadas por quem hoje é aluno. Davi sabe que o desafio da educação brasileira não se resume apenas em incentivar crianças e adolescentes a aprender. Exige, também, encontrar quem se disponha a ensiná-los.  Hoje, segundo pesquisa denominada “A Atratividade da Carreira Docente no Brasil”, o magistério brasileiro segue caminho inverso ao de países desenvolvidos, apenas 2% dos estudantes do Ensino Médio querem seguir essa carreira.

Bons salários, ensino de excelência e reconhecimento social são fatores essenciais para quem deseja aprender e ensinar em sala de aula.

Davi é um apaixonado pela docência e tem na alma esses quesitos acima. Resolveu usar dessa qualidade para cativar novos estudantes a tornarem realidade os seus sonhos pessoais e profissionais, sejam eles ligados ao setor da educação ou não.

A “História é Show” traz para os ambientes acadêmicos (Fundamental, Médio e Superior), os links da História antiga com a contemporânea. Como ele faz isso? Utiliza música, teatro e jogos para uma aprendizagem mais instigante e prazerosa.  “Você tem de inserir o Aluno no conteúdo sem que ele perceba que aquilo é muita informação ou que se torne algo difícil de ser compreendido”, diz  Professor Davi.

Quem já viu as apresentações do professor Davi aprovou a ideia.

“Viver essa experiência foi, com toda a certeza, um momento de recordação  de vários conteúdos. Com a utilização da música, fica fácil memorizar tanta informação.” – afirma um dos estudantes do 3º Ano do Ensino Médio na página da empresa.

Você também quer saber mais como o professor Davi compõe as músicas, conta histórias cantando e ensina? Então clique aqui e acesse o site!

 

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A educação pode ser tema considerado em diferentes áreas do conhecimento. Desde a pedagogia até os mais complexos sistemas científicos e epistemológicos. Queremos neste texto, chamar a atenção para a consideração do tema educação na perspectiva teológico-pastoral.

Partimos do livro do Deuteronômio: “O Senhor teu Deus te educou, como um homem educa seu filho” (Dt 8,5). Fomos todos chamados à vida para que elevemos, cada vez mais, a condição humana em dignidade, por isso, segundo o texto sagrado, Deus envolve o ser humano num permanente projeto educativo.

O Livro da Sabedoria promove uma reflexão ao afirmar que Deus envia dos céus sua Sabedoria para que “ela assista (o homem) nos trabalhos, ensinando-o o que de fato lhe agrada” (Sb 9, 10).

A partir dessas motivações, entendemos que a Revelação em Jesus de Nazaré mantém a dinâmica educativa do Deus de Abraão. Parafraseando um versículo do prólogo joanino, podemos dizer: “A Pedagogia se fez carne e continuou a nos educar” (Cf. Jo 1, 14a). Jesus é a Pedagogia da Trindade, testemunhando-nos que o amor divino e misericordioso é constante, pois: “Quem crê em mim fará as obras que eu faço, e inclusive outras maiores.” (Jo 14,12). Interessante notar que a Epístola a Tito declara: “A graça de Deus – o próprio Cristo – se manifestou para a salvação do gênero humano. Ela nos educa a abandonar a impiedade e as paixões, e a viver neste mundo com autodomínio, justiça e piedade.” (Tt 2, 11-12). O verbo que descreve a ação da graça, em grego, é exatamente παιδενο / paideno – e significa, educar, formar, instruir. Deus é educador. Destacamos ainda: esse texto é proclamado na Liturgia da Palavra da Noite do Natal (2ª leitura), tamanha sua importância para a assimilação da ação educadora divina na História da Salvação.

No início da sua vida pública, encontramos o Divino Educador lançando um sereno e comprometedor convite: “Vinde em meu seguimento” (Mc 1, 17). Seguir algum mestre na perspectiva bíblica é algo muito sério. Implica assumir o projeto de quem se segue. Um educador qualquer não merece e não deve ser seguido.

O Mestre educa por meio da transformação. Ele ganha o coração de Zaqueu, entrando na sua casa, certificando-se de que aquela vida será diferente; desse modo, Zaqueu doará o que tem e restituirá a quem defraudou; apresenta a garantia de salvação na sua casa (Cf. Lc 19, 1-10).

Segundo a comunidade do evangelista Mateus, a qual narra a aula magna entre os discursos em favor do Reino – Mt 5-7 -, o Divino Educador também avalia seus discípulos-educandos. Sua pergunta não se preocupa com conteúdos; antes, é busca por algo essencial: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt 16, 13). De maneira alguma o Mestre quis causar constrangimento, afirmando as respostas estarem certas ou erradas, porém era necessário que os frequentadores da sua escola respondessem. Depois disso, conforme segue o texto, continua ministrando uma grande conferência e, exatamente na sequência, anuncia pela primeira vez a paixão para a qual se encaminha (Cf. Mt 16, 21ss.). O Mestre não pode manter seus discípulos no engano, na ignorância, no equívoco.

Para a Igreja, ao longo dos dois milênios da sua existência, a educação permaneceu objeto de preocupação. Desde os tempos apostólicos até a Idade Média, com o surgimento das universidades; desde a Reforma até o desenvolvimento das muitas correntes de pensamento, são inegáveis os exemplos de empenhos eclesiais entre conquistas e perdas, acertos e descompassos, derrotas e vitórias no seguimento da educação-evangelização.

A V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, em Aparecida (2007) também abordou o tema da educação em diferentes matizes (social, antropológica, cultural, política, eclesial, …) a fim de chamar a atenção para ações pastorais mais eficazes.

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Ao tratar da educação como bem público, Aparecida parte da necessidade da formação integral da pessoa humana a fim de manter sua abertura à transcendência (Aparecida,  481). A partir disso, pensamos no quanto é importante a atuação dos educadores e educadoras cristãos, tanto na educação formal quanto informal, acompanhando nossas crianças e adolescentes em busca de sentido da vida. Aparecida chama a atenção para a amplitude da ação educativa do ponto de vista antropológico.

O mundo, as sociedades, as comunidades precisam de pessoas de consciência reta (Aparecida, 482) e para a formação dessas consciências, os contributos dos valores cristãos são preciosos. Nossa ação pastoral, independente da organização institucional, pode ser exercida com inteligência e dedicação. Podemos formar redes de educadores cristãos em favor da vida, em busca de cidadania, por um  mundo melhor.

Para quebrar os esquemas viciosos da corrupção marcadamente estabelecidos nos diferentes níveis da sociedade, e até mesmo das Igrejas, uma nova educação dependerá de mulheres e homens comprometidos com interesses maiores que os particulares (Aparecida, 507). Nessa mesma esteira, lemos na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, um importante princípio lógico-filosófico: “O todo é mais do que a parte, sendo também mais do que a simples soma delas.” E mais ainda, no mesmo número, uma aplicação prática na atuação pastoral: “É necessário mergulhar as raízes na terra fértil e na história do próprio lugar, que é um dom de Deus. Trabalha-se no pequeno, no que está próximo, mas com uma perspectiva mais ampla. Da mesma forma, uma pessoa que conserva a sua peculiaridade pessoal e não esconde a sua identidade, quando se integra cordialmente numa comunidade não se aniquila, mas recebe sempre novos estímulos para o seu próprio desenvolvimento.” (EG, 235). Nosso interesse primordial deve manter o núcleo único do anúncio do Reino/Reinado de Deus.

É preciso lembrar que o “mundo da educação” (Texto-base CF 1998, 194) deve estar a serviço do Reino. Pessoas dignamente de pé, em pleno exercício da sua Cidadania – com toda a carga de sentido que a palavra carrega – é sonho do Divino Educador. Aqui buscamos uma imagem apresentada no evangelho segundo Marcos: “Jesus, tomando-o pela mão ergueu-o, e ele se levantou.” (Mc 9, 27). Esse é apenas o desfecho da cena, na qual a ação de Jesus complementou a libertação do homem de um mal – epilepsia – que lhe roubava a dignidade. A comunidade de Marcos preocupa-se muito em expressar o encontro com Jesus como erguimento (no sentido de levantar); basta conferir as seguintes passagens: 1,31; 2,9; 3,3; 5,41; 10,49. ‘Levantar’ está ligado à ressurreição. Estar de pé é a posição do Ressuscitado, segundo as históricas ilustrações dos primeiros cristãos. Quem está de pé tem a oportunidade de verdadeiramente mostrar-se livre, afirma Romano Guardini, em Os sinais sagrados. Nenhum agente educador cristão escapa do ministério de “levantar pessoas”.

Os pontos de partida para a atividade de uma Pastoral da Educação, tais como a erradicação do analfabetismo, são tão importantes quanto a garantia de vagas nas universidades para pessoas nas mais variadas situações etno-econômicas. Por isso, perguntamos:

- Qual é o meu/seu papel na constituição dos processos educativos na sociedade e das/nas nossas Igrejas?
- Quais atitudes a favor da Educação demonstram que fomos/somos educandos na escola do Mestre Jesus?
- Você já se percebeu membro de Pastoral da Educação?
- Quais ações podemos desenvolver em busca de interação entre nossas escolas?
- Nossas comunidades dispõem de pessoas capacitadas para contribuir mais para a formação dos nossos jovens em vista do melhor preparo profissional ou para a entrada na vida universitária?
- Como podemos organizar eventos e subsídios para que os professores, membros das nossas comunidades, sintam-se acompanhados e estimulados pela fé cristã?
- Tem sentido pensarmos em Pastoral da Educação para o aumento e a consolidação do ecumenismo e do diálogo inter-religioso?

Educadores e educadoras cristãos, somos interpelados por Jesus mediante as inúmeras possibilidades favoráveis ao mundo contemporâneo. Mundo melhor, sociedades melhores são expressões de proximidade do Reino, no qual a solidariedade e a paz são conselheiras permanentes, presididas pela caridade.

Se nosso Deus é educador, que nossas comunidades sejam igualmente educadoras!

Eraclides Reis Pimenta concluiu o Curso de Filosofia no UNISAL Lorena em 2013. Faz parte da Congregação Salesianos de Dom Bosco.

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Muito se fala sobre as necessidades de utilizar a tecnologia em sala de aula. Há os que defendem a prática e outros que nem sequer querem entrar na discussão. Porém em um ponto os educadores precisam concordar: Os alunos não são mais os mesmos.
Sendo assim, é evidente que o processo de ensino deve acompanhar as mudanças e contribuir para um ensino mais prazeroso e eficaz. Neste sentido, tratamos a tecnologia não só como uma recurso para a execução de tarefas, mas também para o acompanhamento pedagógico do aluno.

Este texto não tem a intenção de apresentar uma opinião encerrada, mas sim um caminho para que haja outras discussões sobre o tema. Este é um espaço aberto. Sintam-se a vontade.
Portanto, encontram-se aqui os 5 motivos pelos quais se faz relevante o uso da tecnologia em sala de aula:

1. Estamos falando com outra geração. Por isso é preciso que os educadores se coloquem no lugar dos alunos, um público que respira tecnologia.

2. Os alunos convivem bem com a tecnologia e outras atividades. Se para os educadores fazer várias atividades ao mesmo tempo é algo complexo, para o estudante isso é muito comum. Uma dica: Use isso ao seu favor!

3. A tecnologia traz dinamismo ao processo de aprendizagem. Com a utilização de sistemas informatizados, uma tarefa que seria monótona e complexa, pode se tornar mais prazerosa e descontraída.

4. As informações tornam-se mais rápidas e seguras. Os educadores podem utilizar os recursos da informática para melhorar os processos, economizar tempo e ter maior segurança quanto aos resultados.

5. É possível realizar uma análise contínua do desempenho de cada estudante. A tecnologia oferece a possibilidade não só de avaliar uma atividade, mas sim o aprendizado individual. Este é um ponto de extrema importância e que cada vez mais vem ganhando importância para a gestão escolar.

É evidente que a tecnologia sozinha, não faz nada. De acordo com o Professor americano Jose Oscar, da Olin College, a tecnologia deve ser para nos servir e não o contrário. Ou seja, a tecnologia precisa se adequar aos alunos e aos professores para que ambas as partes possam se beneficiar dela.

O primeiro passo, portanto, está na atitude do professor e de toda a comunidade acadêmica. É preciso deixar claro que a educação deve vir para tornar a criança, o adolescente um ser autônomo, capaz de ser agente protagonista de sua carreira e seus projetos. Resumindo. A educação deve ser focada no futuro.

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.

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O mundo muda. Isto é fato! Seja qual for o aspecto que deseja analisar, vai perceber que as relações entre as pessoas sofrem constantes alterações, por diversos fatores, controláveis ou não. Na educação as mudanças são ainda mais evidentes. Basta conversar com pais e avós para ter uma noção de como eram as salas de aula, os métodos de ensino e o comportamento dos alunos e professores.

Neste sentido, com as inúmeras possibilidades que se apresentam aos estudantes, é necessário que os professores se adaptem e compreendam que a escola deve ser um espaço, não mais obrigatório, mas sim de construção de sua identidade.

Se antes, o professor era visto como o detentor do conhecimento e com métodos rígidos de imposição do respeito, hoje ele tem o papel de orientador e mediador de um aprendizado que parte do aluno.

Este texto, portanto, vem apresentar, em tópicos, algumas considerações sobre o novo papel do professor. Uma maneira de contribuir, de certo modo, para a reflexão sobre o tema e a busca por novas formas de contribuir para um processo educativo mais adaptado às novas realidades.

1. Orientar o aprendizado.
Com as inúmeras fontes de informação, o professor deixa de ser o único a deter o conteúdo. Então, o aprendizado requer um espaço de compartilhamento e diálogo.

2. Estimular a curiosidade e a busca pela informação.
Crianças e adolescentes são curiosos por natureza. Um professor que limita essa busca, tem grandes chances de fazer com que os alunos se contentem somente com o padrão, logo eles deixam de assumir riscos para buscar novos desafios.

3. Oferecer um espaço de troca de ideias e trabalhos em grupo.
Trabalhar em equipe é necessário em vários ambientes. O novo professor, portanto, precisa contribuir para que essa troca ocorra de maneira saudável e que cada aluno compreenda a sua importância no grupo e contribua com suas melhores habilidades.

4. Aproximar-se da tecnologia e utilizá-la como recurso para o aprendizado.
As novas gerações nascem conectadas. Se a tecnologia é utilizada com responsabilidade, ela se torna uma aliada para o processo de ensino.

5. Contribuir para a aproximação dos pais na escola.
Um dos maiores desafios dos professores é trazer os pais para o ambiente educacional e fazer com que eles participem da evolução dos filhos.

A missão não para por aí. De acordo com Jean Piaget “o professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir”. Isso significa que, mais do que tudo, o professor tem o papel de fazer o aluno protagonista do seu conhecimento e de sua vida. É preciso educar para que os futuros adultos assumam a responsabilidade de suas escolhas e tracem seus próprios caminhos com segurança ética e comprometimento. Aquele que conseguir isso terá deixado um legado na terra.

A equipe JUNTOS admira o trabalho dos educadores e deseja sucesso nessa jornada.

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.

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O nome dela é Luciana de Souza. Poderia ser mais uma Luciana em meio a tantas outras. Mas essa é diferenciada. É a nossa Luciana, Ex-Aluna UNISAL.

Falamos com toda essa convicção, pois ela se formou em Psicologia, em 2005. De lá pra cá tem atuado em diversos projetos que contribuem, não somente para a sua área como também para a formação de outras pessoas.

Neste ano, ela participa da organização do Congresso Interdisciplinar, em Poços de Caldas, entre os dias 2 e 4 de junho, e tem o apoio do UNISAL.

O objetivo do encontro é reunir contribuições científicas que gerem pesquisa, discussão e estudo na busca por novas intervenções no universo, a produção científica e a promoção de discussões interdisciplinares. Segundo os organizadores, todos esses itens promovem a atualização e o aperfeiçoamento em SAÚDE, EDUCAÇÃO e TRABALHO, com vistas para a qualidade de vida das pessoas.

O encontro está com a programação recheada de conferências, cursos, debates, oficinas e mesas-redondas, além de estudos apresentados em exposição de painéis de trabalhos científicos com diferentes profissionais.

Além dessas atividades, haverá um espaço reservado para a participação de editoras com lançamento de novos livros e contato com renomadas universidades e instituições de Educação e Saúde.

Dentre os conferencistas, o evento contará com a palestra magna da Professora e Ex-Aluna do UNISAL, Rosana Pena: “Transtornos de Preferência Sexual – Parafilias”.

A programação completa do evento está no site do evento.

Os alunos, professores e colaboradores do UNISAL tem desconto para se inscrever na categoria CONVENIADOS.

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Nos dias da contemporaneidade, o docente no ensino superior exige capacidade de articular seus saberes específicos da disciplina em conjunto com estratégias de ensino-aprendizagem que venham de acordo com os objetivos estabelecidos para serem alcançados.

Uma vez que não apenas o mercado de trabalho busca maior preparo nos estudantes, seja em nível teórico quanto em desempenho e habilidade técnico–profissional, mas também o próprio aluno visa obter maior capacitação e manejo em determinada área do saber, uma vez que o próprio contexto da sociedade volta-se para a “era da informação”, em que visa-se cada vez mais sujeitos que possuam formação de excelência e um repertório de conhecimentos, habilidades e atitudes (pessoais e profissionais) de alto patamar (ZULAUF, 2006).

Embasado nos métodos tradicionais de ensino, o professor mantém o aluno num papel passivo em relação ao processo da aprendizagem, pois como afirmam Gurgel e Leite (2007), esta metodologia visa, predominantemente, à fidelidade reprodutiva do conteúdo comunicado em sala de aula, considerando mais importante a quantidade de informações que o aluno consegue memorizar. Um exemplo de tal alternativa pode ser visualizado nas aulas expositivas que ocorrem em sala de aula, fazendo com que o professor permaneça no papel de “detentor de todo o saber” e nas avaliações e exames escritos que exigem do aluno a retomada de todas as informações transmitidas em sala de aula.

Em contrapartida como destacam Xiaoyan (2003), Kipper e Rüütmann (2010) os meios de ensino contemporâneos buscam verificar a construção do conhecimento e promover uma maior capacidade de pensamento crítico e reflexivo, além de também buscar promover maior senso de autonomia e aprendizagem ativa junto ao estudante. Algumas estratégias de ensino neste âmbito podem ser ferramentas que tornem o alunado o mais ativo possível, seja por meio da elaboração de projetos de pesquisa, realização de trabalhos em grupos ou pares para cumprir determinada atividade ou refletir sobre um estudo de caso, na realização de seminários informativos, debates, momentos de brainstorming (tempestade de ideias) para a busca de soluções problematizadoras, elaboração de mapas conceituais sobre determinada temática previamente especificada, realização de role-play (dramatização) para encenação de situações profissionais reais e execução de dinâmicas grupais em sala de aula. Estas táticas evidenciam o amplo conjunto de possibilidades a serem trabalhadas com a classe no com texto universitário.

Thiago Ribeiro Borges concluiu o curso de Psicologia no UNISAL Lorena em 2013, em que obteve o título de Universitário 5 Estrelas. Atualmente é pesquisador e professor.

Platafoma Juntos

Juntos. Este é o nome de uma Plataforma que espera aliar a tecnologia à melhora considerável da educação básica no país. Meta ambiciosa? Para os Ex-Alunos de Ciência da Computação do UNISAL Lorena, Júlio Cosmo e Alan Mendes, não parece ser nada impossível.

A dupla investiu pesado seus últimos meses na aplicação desta ferramenta, que utiliza algoritmos para decifrar o perfil do aluno em sala de aula, em atividades, avaliações e em programas de estudo.

“Acreditamos que somente por meio desta análise é possível evoluir com a educação no país”, revela Júlio Cosmo, idealizador da Plataforma.

A Plataforma visa minimizar as dificuldades de alunos que estão atrasados no ensino ou que não conseguem absorver conteúdo.

Num segundo momento, a ferramenta, que já está sendo utilizada em escolas de Minas Gerais, deverá servir de apoio para países de terceiro mundo. “O intuito é igualar ou aproximar a qualidade no ensino básico com os países de primeiro mundo”, conclui Júlio.

Clique aqui para acompanhar as novidades deste projeto!

Este é um dos projetos de Ex-Alunos UNISAL. Além da apresentação, a vinda do Ex-Aluno, Alan Mendes, no último dia 04/02/16,  marca o nosso quadro “Visita UNISAL”.

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Será que, apesar da crise, é a hora de se investir em uma Pós-Graduação?!

O ano de 2016 começou com uma preocupação maior, estamos vivendo um período de crises econômica/financeira/política, que há muito tempo não vivíamos. As preocupações que tais crises nos trazem, as incertezas com o futuro e o medo do amanhã, nos fazem refletir se o momento é propício para se investir em educação, principalmente em cursos de Pós-Graduação, ou se devemos esperar a poeira baixar e termos uma visão mais clara do que virá, para aí sim tomarmos tal decisão.

Para tentar ajudar a responder essas dúvidas, façamos a seguinte analogia: imagine você em uma comunidade que depende da caça, agricultura e da pesca para viver. Nela a natureza tem sido extremamente generosa, fornecendo chuva, sol, vento e calor em quantidade ótima para que se tenha uma abundância de animais e peixes, bem como colheitas recordes, gerando até excedentes que são doados a comunidade vizinha. Nesta comunidade existem exímios caçadores, pescadores e agricultores, pessoas que dominam as técnicas e sabem com perfeição e maestria como extrair da natureza aquilo que necessitam para sobreviver. Do mesmo modo, existem algumas pessoas que possuem desempenho mediano, não são tão bons assim, sofrem mais para caçar, pescar ou plantar, mas, como a natureza está ‘dando’ tudo em excesso, acabam também se sobressaindo e garantindo o que necessitam para sobreviver.

Pois bem, imagine agora, que essa comunidade seja acometida por uma terrível seca, assim os rios secam e os peixes começam a faltar, da mesma maneira, os animais começam a morrer de sede e não mais se reproduzem e nem fornecem alimentos, e as colheitas não são mais tão ‘gordas’ como eram antes. Imaginando esse cenário, façamos então a seguinte pergunta, quem estará pronto para conseguir de maneira satisfatória, garantir a sua sobrevivência e de seus familiares? O pescador/caçador/agricultor especialista ou o mediano?. Bom, não precisa ser nenhum gênio para responder que, no momento como o retratado acima, são os melhores que se sobressaem.

Assim também funciona no mercado, quando estamos em alta, em período de crescimento e prosperidade econômica, com fartura de empregos e de demanda por produtos, o bom se diferencia, mas o mediano, aquele que não se especializou, acaba também encontrando seu espaço. Porém, no momento que a situação fica ruim, quando começa a faltar espaço para todos, são os especialistas, aqueles que se preparam é que se garantem. Os que não se especializaram sofrem mais, e muitas vezes se veem obrigados a ocupar cargos com salário menor, ou mesmo ficar desempregados por um período.

Por isso, principalmente em momentos de crise, é a hora sim de se investir em formação, os empregadores estão mais seletivos e aqueles profissionais que se mostram engajados, preparados e que demonstram ainda que são pró-ativos e não estão acomodados, se destacam dos demais, do mesmo modo, a especialização, os estudos e as técnicas trarão para o profissional, ferramentas que, quando aplicadas no dia a dia das organizações, geram resultados bem maiores. Mesmo aqueles que têm negócios próprios, precisam entender que, provavelmente, o que fará seus negócios prosperarem na crise é o conhecimento, que, aliás, é a maior e mais eficaz vantagem competitiva que um negócio pode ter.

unisal_lorena_pos_banner250x250pxSe ainda assim você ficou na dúvida, uma pesquisa realizada pela empresa Produtive e exibida no Jornal Hoje, da Rede Globo em 16 de março de 2015, mostra que, entre os 400 executivos entrevistados, aqueles que têm Pós-Graduação ou MBA ganham, em média, salários 60% maiores. Outro estudo realizado pela empresa Catho em 2014, aponta que a diferença salarial de um Pós-Graduado para alguém sem curso de Pós-Graduação, pode chegar até 70%.

É claro que deve se somar ao estudo, as experiências profissionais e o Know How de cada um, mas é inegável que os estudos, a formação e a especialização, são investimentos prioritários nesses períodos de crise e fatores de sobrevivência profissional em um mercado que começa a faltar espaço para todos.

Pois como disse o mega investidor norte-americano Warren Buffet:

“É só quando a maré baixa que você descobre quem estava nadando nu!!!”

Portanto, prepare-se, invista em você, invista em sua formação, pois a hora é agora!

Marcos Aurélio Correa dos Santos se formou em Administração no UNISAL Lorena em 2008. Atualmente é professor, consultor e supervisor de cursos de MBA.