Pra Sempre UNISAL | Ex-Alunos
armadilha-conhecimento

Armadilha do Conhecimento tem sido um dos assuntos mais comentados da atualidade! Mas, você sabe o que ela é?

Antes de entrarmos em sua definição, vamos entender um pouco melhor o seu comportamento!

Você pesquisa muitos artigos que expliquem diversas formas diferentes de realizar uma tarefa antes de executá-la? Fica inquieto até comprar um novo livro que o guru da sua área de atuação acabou de lançar? Sente-se impaciente até assistir as aulas de um recém lançado curso que promete revelar técnicas para resolver um problema do seu segmento de atuação? Espera ansiosamente por uma brecha de tempo para ver ao último vídeo daquele especialista que segue no Periscope? Procura por cursos de extensão, especialização, pós-graduação e mesmo assim fica com a sensação que ainda não tem conhecimento suficiente e ainda falta algo para obter resultados consistentes?

Se você respondeu sim a alguma das perguntas anteriores, tenho uma boa e uma má notícia para você!

A boa é que você não é o único. A má é que existem grandes chances de que você esteja sendo vítima da Armadilha do Conhecimento.

Inúmeros empreendedores e profissionais de diversas áreas tem sentido suas vidas impactadas por resultados negativos e baixa produtividade decorrentes do que chamamos hoje de Excesso de Informação, ou para os que preferem termos em inglês, Overload Information.

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Media em 3 países, um terço dos profissionais se sentem sobrecarregados com a quantidade de informações que lidam diariamente. Você conhece algum que se sinta assim? Eu conheço muitos e me incluo entre eles.

A era Google e a popularização da internet estimulou pessoas e empresas a produzirem materiais gratuitos a todo momento como fator estratégico de seus negócios, inundando de informação quem se interessar.

Em recente pesquisa realizada pela Cisco Visual Networking Index (VNI), observou-se que o tráfego de dados na internet em apenas um dia de 2013 equivale ao tráfego do ano todo de 2001. Ainda não se sabe os números atuais, mas você tem alguma dúvida que são muito superiores aos da pesquisa?

Gradativamente, consumir conteúdo passou a ser uma necessidade para muitas pessoas (principalmente as mais perfeccionistas), como se algo sempre ainda precisasse ser aprendido antes de realizar qualquer atividade ou se tomar uma decisão. O resultado desse ciclo sem fim é um só, a inércia.

Entenda que não há nada de errado em querer sempre aprender, muito pelo contrário, essa é uma característica imprescindível para qualquer empreendedor. O problema é o que realmente motiva a busca por conhecimento. A vontade de descobrir novos horizontes ou a insegurança de colocar o time em campo e ir para a guerra?

Recentemente passei por uma situação onde ficou bem evidente que eu havia sido pego e era prisioneiro da Armadilha do Conhecimento. Nessa situação recebi a notícia de que precisaria criar e produzir um anúncio em vídeo às pressas para um cliente. Eu teria 48h para entregá-lo. Obviamente, dentro desse período não seria possível criar nada digno de um Emmy, mas certamente algo com qualidade aceitável era esperado.

Trabalhar como Dj muitos anos me garantiu boa experiência na edição de áudio e vídeo, além de ter desenvolvido desde a infância certa facilidade (eu acho…rs) em escrever. Essas características acabaram garantindo com que essa tarefa fosse delegada a mim.

Para surpresa de todos, inclusive a minha, já com o prazo correndo para entrega do projeto, me vi pesquisando incansavelmente por tutorias e aulas sobre como gravar vídeos profissionais, truques, sacadas etc. Com o prazo comprometido e sem ter saído do lugar, me dei conta da besteira que estava fazendo. Naquele momento não havia mais tempo para aprendizado. Era a hora da execução! E o pior, eu já tinha conhecimento e sabia tudo que precisava para atingir um bom resultado.

Você consegue perceber como a Armadilha do Conhecimento se torna um ciclo? Muitas vezes as habilidades e as informações que já temos são suficientes para tirarmos muitos projetos da gaveta, mas ao invés disso, ficamos paralisados pela insegurança, buscando ainda mais conhecimento que nunca é, nem será, colocado em prática.

Excesso de conhecimento gera confusão mental e ainda mais insegurança!

Toda habilidade só se desenvolve de fato com conhecimento, prática e repetição. Uma informação só é realmente assimilada e transformada em conhecimento também através da repetição. Portando, de nada adianta inúmeras horas de estudo se você não conseguir desenvolver habilidades, praticar, testar, comprovar o que realmente funciona para você, descartar o que não funciona e obter RESULTADOS!

Sem a prática, grande parte de tudo que você leu, ouviu e assistiu hoje e nos últimos dias será esquecido e todo o tempo que dedicou se perderá.

Lembre-se sempre, o que as empresas realmente esperam de seus colaboradores é o mesmo que o seus clientes esperam de você… RESULTADOS! Não importa sua titulação acadêmica, onde estudou ou quantos cursos constam em seu currículo se não for capaz de atingir metas.

Busque o conhecimento, tudo sempre pode ser melhorado, mas nunca deixe de fazer algo por achar que não sabe o suficiente. Na maioria das vezes o necessário para sair do lugar já está dentro de você! A perfeição vem com o tempo…

Feito é melhor que perfeito.

Alexandre Espada concluiu o curso de Ciência da Computação no UNISAL Lorena em 2010. Atualmente é gerente de projetos.

5-passos-curriculo-cha-unisal

Desde que iniciei a Faculdade de Tecnologia em Gestão Empresarial, em 2007, ouço falar em CHA. Algo tão bom quanto uma bebida, tradicionalmente quente, que além de ser saudável pode lhe trazer muitos ganhos.

O CHA que me refiro é a famosa abreviação de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes, competências imprescindíveis para o profissional que quer se destacar no mercado de trabalho.

Em 2012, quando iniciei o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL, também ouvi muito sobre o CHA e pude compreender a importância dele, não só para o candidato a uma vaga de trabalho, mas também para o recrutador. Entretanto, demorou um tempo para que eu pudesse perceber como o CHA poderia ajudar-me efetivamente na construção de um currículo. Ora! Se o conceito apresenta as competências que o profissional precisa ter e que o mercado está precisando, por que não desenvolver um currículo com base nele?

Recentemente recebi um currículo de uma aluna de Ensino Superior com muitas falhas, não somente na escrita, mas também na clareza do documento, que pode ser a primeira porta de entrada no mercado. Isso mesmo! O currículo é um documento que, como todos os outros, merece ser tratado com cuidado.

Vejo a deficiência, não só de universitários, mas também de pessoas formadas ou pós-graduadas em desenvolver um currículo que “fale a língua” dos recrutadores. Por isso, gostaria de compartilhar aqui 5 passos para desenvolver um currículo com base no CHA:

1. Apresente-se!

A primeira atitude que você deve se adotar é inserir seus dados pessoais:

- Nome (sempre com destaque) – Telefone – E-mail – Endereço

Dependendo da vaga, é interessante inserir a informação referente à Carteira de Habilitação e se tem disponibilidade para viajar.

Insira foto somente se a vaga exigir.

2. Foque no objetivo!

Vejo muitas pessoas errarem justamente neste quesito. Ou seja, já começam errando.

Caso você pretenda enviar o currículo para uma vaga específica, vá direto ao ponto.

Por exemplo:

Você quer concorrer a uma vaga de Analista Financeiro. No objetivo você pode escrever: “Ser contratado como Analista Financeiro.” Ou “Ocupar a função de Analista Financeiro”.

Nada de “participando”, “colaborando”, “crescendo com a empresa”. Isso tudo, além de ser clichê, não diz muita coisa.

Caso você queira entregar um currículo para ficar armazenado em um banco de dados para vagas futuras, uma boa opção de texto é “Fazer parte da empresa de acordo com minhas competências”.

Caso não saiba o que escrever nos objetivos é recomendável que deixe em branco a escrever um monte de palavras bonitas que ninguém vai ler. As pessoas que pegam seu currículo já sabem que você deseja trabalhar ali. Ok?

3. Seja rápido e direto!

Cada vez mais as informações precisam ser concisas e claras. Com o Gestor de RH não é diferente, por isso a necessidade de um currículo apenas com as informações mais pertinentes.

Insira somente o que for mais relevante para a vaga. Utilize uma folha no máximo.

Somente pessoas muuuuuito experientes precisam de 02 folhas. Pense nisso: Uma folha é o suficiente!

4. Divida o currículo!

Com base no conceito do CHA, o seu currículo perde aquela velha divisão de Formação Acadêmica, Experiência Profissional etc. Não que essas informações não serão utilizadas, elas serão inseridas de uma nova forma:

Conhecimentos: Diz respeito ao SABER. Insira neste item a sua formação acadêmica, faça uma lista dos cursos mais atuais para os mais antigos. Elimine os mais antigos se precisar dar espaço para outros. Priorize aqueles que tiverem mais a ver com seu perfil ou com a vaga. Mais importante que a quantidade de cursos são as atividades realizadas a partir dele. Por exemplo: trabalhos, projetos, TCC, artigos etc. Essas atividades podem estar em baixo de casa curso citado.

Habilidades: Significa “SABER FAZER”. Aqui você pode inserir sua experiência profissional, das mais atuais para as mais antigas também. Em baixo de cada experiência, insira quais foram os ganhos profissionais e para a instituição, ou seja, como você conseguiu aplicar seus conhecimentos no seu ambiente de trabalho. Por exemplo: Algum projeto de melhoria de processo, redução de custo, aumento nas vendas etc. Por via das dúvidas, é importante sempre ter algum documento que comprove essas informações.

Atitudes: Quer dizer “QUERER FAZER”. Neste item você deve inserir as informações que comprovem sua capacidade de colocar em prática os conhecimentos e as habilidades apresentadas acima. Por exemplo: trabalhos voluntários, palestras ministradas, decisões arriscadas que foram tomadas, resultados a longo prazo etc.

5. Deixe um gostinho de “quero mais”!

Como já dito anteriormente, o currículo não pode ser algo extenso, por isso muitas informações acabam ficando fora.

Uma forma que encontramos de suprir esse possível problema está em deixar um endereço online que contenha mais informações sobre você.

Recomendo deixar o link do Currículo Lattes e do site pessoal, se houver.

Dependendo da sua área de atuação, você também pode divulgar o endereço de suas redes sociais. Mas para isso é preciso muuuito bom senso, ok? Não insira as redes sociais se você não estiver certeza do que os recrutadores irão encontrar e se irão gostar.

Independentemente de qualquer endereço que você coloque, fique atento para que ele direcione o recrutador para um conteúdo atualizado e de acordo com a imagem que você deseja passar.

Essas foram algumas singelas recomendações para que seu currículo tenha um diferencial nas mãos do seu futuro empregador. Mas atenção!  Não há uma regra pronta. O currículo é seu cartão de visita e merece ser apresentado da melhor forma possível. Cuide da aparência e também do conteúdo. Caso você ainda não conheça esse tal de CHA, deixo aqui a indicação de uma leitura: “CHA – Conhecimento, Habilidade e Atitude”.

Bom trabalho a todos!

Sou Adriana Neves, do PROGRAMA PRA SEMPRE. Abraço!

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.