Pra Sempre UNISAL | Ex-Alunos
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Na reflexão anterior falei sobre os equívocos que cercam a palavra índio. Fiz uma provocação e tenho certeza que muitas pessoas, especialmente professores, ficaram com a “pulga atrás da orelha”. Se assim aconteceu, alcancei meu objetivo. A inquietação é já um principio de mudança. Ficar incomodado com os saberes engessados em nossa mente ao longo dos séculos é uma atitude sábia de quem se percebe parte do todo.

É sabido que esta palavra tem, às vezes, um quê de inocência em quem a usa. Tem quem a utiliza conscientemente também. Sabe que se trata de uma atitude política e fica mais fácil para os interlocutores entenderem do que estão falando. Aliás, esta palavra foi devidamente utilizada pelo movimento indígena no início dos anos 1970. Foi uma forma de mostrar consciência étnica. Antes disso não havia uma consciência pan-indígena por parte dos povos nativos. Eram grupos isolados em suas demandas políticas e sociais. Cada grupo lutava por suas próprias necessidades de sobrevivência. Somente depois que começaram a encontrar os outros grupos durante as famosas assembleias indígenas – patrocinadas pela Igreja católica, através do recém criado Conselho Indigenista Missionário (CIMI) é que as lideranças passaram a ter clareza de que se tratavam de problemas comuns a todos os grupos. A partir disso o termo índio passou a ter uma ressignificação política interessante. Notem, no entanto, que foi um termo usado na relação política com o estado brasileiro. Cada grupo continuou a se chamar pela própria denominação tradicional. Isso não significou abrir mão do jeito próprio de se chamar. Quando muito, chamavam para os outros grupos ou pessoas indígenas utilizando o termo parente.

Aqui caberia outra reflexão que deverá vir brevemente. No entanto, devo deixar claro que o termo parente é usado pelos indígenas para todos os seres (vivos ou não-vivos). Chamar alguém de parente é colocá-lo numa rede de relações que se confunde com a própria compreensão cosmológica ancestral. Mesmo na língua portuguesa podemos observar que se trata de uma palavra que une concepções (par+ente) que denota um envolvimento que permite compreendermos que dois ou mais seres se juntam numa rede consanguínea. Do ponto de vista indígena isso vai além da consanguinidade e se insere numa cosmologia cuja crença coloca todos os seres (entes) numa teia de relações. Somente neste contexto é possível compreender a intrínseca relação dos indígenas com a natureza. Isso é, no entanto, assunto para outra conversa.

Até aqui tenho usado outra palavra para referir-me aos povos ancestrais. Ora eu uso nativo, ora indígena. Qual seria a certa? Ambas estão correta para referir-se a uma pessoa pertencente ao um povo ancestral. Por incrível que possa parecer não há relação direta entre as palavras índio e indígena, embora o senso comum tenha sempre nos levado a crer nisso. Basta um olhadela num bom dicionário que logo se perceberá que há variações em uma e noutra palavra. No duro mesmo os dicionários têm alguma dificuldade em definir com precisão o que seria o termo índio. Quando muito dizem que é como foram chamados os primeiros habitantes do Brasil. Isso, no entanto, não é uma definição é um apelido e apelido é o que se dá para quem parece ser diferente de nós ou ter alguma deficiência que achamos que não temos. Por este caminho veremos que não há conceitos relativo ao termo índio, apenas preconceito: selvagem, atrasado, preguiçoso, canibal, estorvo, bugre são alguns deles. E foram estas visões equivocadas que chegaram aos nossos dias com a força da palavra.

Por outro lado o termo indígena significa “aquele que pertence ao lugar”, “originário”, “original do lugar”. Pode-se notar, assim, que é muito mais interessante reportar-se a alguém que vem de um povo ancestral pelo termo indígena que índio. Neste sentido eu sou um indígena Munduruku e com isso quero afirmar meu pertencimento a uma tradição específica com todo o lado positivo e o negativo que essa tradição carrega e deixar claro que a generalização é uma forma grotesca de chamar alguém, pois empobrece a experiência de humanidade que o grupo fez e faz. É desqualificar o modus vivendis dos povos indígenas e isso não é justo e saudável.

Outra palavrinha traiçoeira e corriqueiramente usada para identificar os povos indígenas é tribo. É comum as pessoas me abordarem com a pergunta: qual é sua tribo? Normalmente fico sem jeito e acabo respondendo da maneira tradicional sem muita explicação. Sei que é um conceito entrevado na mente das pessoas e que só vai sair mediante muita explicação por muito tempo.

Afinal, o que tem de errado com a palavra? A antiga ideia de que nossos povos são dependentes de um Povo maior. A palavra tribo está inserida na compreensão de que somos pequenos grupos incapazes de viver sem a intervenção do estado. Ser tribo é estar sob o domínio de um senhor ao qual se deve reverenciar. Observem que essa é a lógica colonial, a lógica do poder, a lógica da dominação. É, portanto, um tratamento jocoso para tão gloriosos povos que deveriam ser tratados com status de nações uma vez que têm autonomia suficiente para viver de forma independente do estado brasileiro. É claro que não é isso que se deseja, mas seria fundamental que ao menos fossem tratados com garbo.

Se não pode chamá-los de tribo, como chamá-los? Povo. É assim que se deveria tratá-los. Um povo tem como característica sua independência política, religiosa, econômica e cultural. Nossa gente indígena tem isso de sobra e ainda que estejamos vivendo “à beira do abismo” trazido pelo contato, podemos afirmar com convicção que somos povos íntegros em sua composição e queremos estar a serviço do Brasil.

Uma última palavra: são os “índios”, brasileiros? Que tal desentortar o pensamento e inverter a pergunta: serão os brasileiros, “índios”? Será que a ordem dos fatores irá alterar o produto? Não saberia dizer, mas o que observo é que há um abismo entre o ser e o não-ser ou entre o não-ser e o ser. Nesse duelo, os indígenas têm levado a pior.

Daniel Munduruku concluiu o curso de Filosofia no UNISAL Lorena em 1989. Atualmente é escritor.

*Texto originalmente desenvolvido para a série Mundurukando.

Deus-educador

A educação pode ser tema considerado em diferentes áreas do conhecimento. Desde a pedagogia até os mais complexos sistemas científicos e epistemológicos. Queremos neste texto, chamar a atenção para a consideração do tema educação na perspectiva teológico-pastoral.

Partimos do livro do Deuteronômio: “O Senhor teu Deus te educou, como um homem educa seu filho” (Dt 8,5). Fomos todos chamados à vida para que elevemos, cada vez mais, a condição humana em dignidade, por isso, segundo o texto sagrado, Deus envolve o ser humano num permanente projeto educativo.

O Livro da Sabedoria promove uma reflexão ao afirmar que Deus envia dos céus sua Sabedoria para que “ela assista (o homem) nos trabalhos, ensinando-o o que de fato lhe agrada” (Sb 9, 10).

A partir dessas motivações, entendemos que a Revelação em Jesus de Nazaré mantém a dinâmica educativa do Deus de Abraão. Parafraseando um versículo do prólogo joanino, podemos dizer: “A Pedagogia se fez carne e continuou a nos educar” (Cf. Jo 1, 14a). Jesus é a Pedagogia da Trindade, testemunhando-nos que o amor divino e misericordioso é constante, pois: “Quem crê em mim fará as obras que eu faço, e inclusive outras maiores.” (Jo 14,12). Interessante notar que a Epístola a Tito declara: “A graça de Deus – o próprio Cristo – se manifestou para a salvação do gênero humano. Ela nos educa a abandonar a impiedade e as paixões, e a viver neste mundo com autodomínio, justiça e piedade.” (Tt 2, 11-12). O verbo que descreve a ação da graça, em grego, é exatamente παιδενο / paideno – e significa, educar, formar, instruir. Deus é educador. Destacamos ainda: esse texto é proclamado na Liturgia da Palavra da Noite do Natal (2ª leitura), tamanha sua importância para a assimilação da ação educadora divina na História da Salvação.

No início da sua vida pública, encontramos o Divino Educador lançando um sereno e comprometedor convite: “Vinde em meu seguimento” (Mc 1, 17). Seguir algum mestre na perspectiva bíblica é algo muito sério. Implica assumir o projeto de quem se segue. Um educador qualquer não merece e não deve ser seguido.

O Mestre educa por meio da transformação. Ele ganha o coração de Zaqueu, entrando na sua casa, certificando-se de que aquela vida será diferente; desse modo, Zaqueu doará o que tem e restituirá a quem defraudou; apresenta a garantia de salvação na sua casa (Cf. Lc 19, 1-10).

Segundo a comunidade do evangelista Mateus, a qual narra a aula magna entre os discursos em favor do Reino – Mt 5-7 -, o Divino Educador também avalia seus discípulos-educandos. Sua pergunta não se preocupa com conteúdos; antes, é busca por algo essencial: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt 16, 13). De maneira alguma o Mestre quis causar constrangimento, afirmando as respostas estarem certas ou erradas, porém era necessário que os frequentadores da sua escola respondessem. Depois disso, conforme segue o texto, continua ministrando uma grande conferência e, exatamente na sequência, anuncia pela primeira vez a paixão para a qual se encaminha (Cf. Mt 16, 21ss.). O Mestre não pode manter seus discípulos no engano, na ignorância, no equívoco.

Para a Igreja, ao longo dos dois milênios da sua existência, a educação permaneceu objeto de preocupação. Desde os tempos apostólicos até a Idade Média, com o surgimento das universidades; desde a Reforma até o desenvolvimento das muitas correntes de pensamento, são inegáveis os exemplos de empenhos eclesiais entre conquistas e perdas, acertos e descompassos, derrotas e vitórias no seguimento da educação-evangelização.

A V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, em Aparecida (2007) também abordou o tema da educação em diferentes matizes (social, antropológica, cultural, política, eclesial, …) a fim de chamar a atenção para ações pastorais mais eficazes.

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Ao tratar da educação como bem público, Aparecida parte da necessidade da formação integral da pessoa humana a fim de manter sua abertura à transcendência (Aparecida,  481). A partir disso, pensamos no quanto é importante a atuação dos educadores e educadoras cristãos, tanto na educação formal quanto informal, acompanhando nossas crianças e adolescentes em busca de sentido da vida. Aparecida chama a atenção para a amplitude da ação educativa do ponto de vista antropológico.

O mundo, as sociedades, as comunidades precisam de pessoas de consciência reta (Aparecida, 482) e para a formação dessas consciências, os contributos dos valores cristãos são preciosos. Nossa ação pastoral, independente da organização institucional, pode ser exercida com inteligência e dedicação. Podemos formar redes de educadores cristãos em favor da vida, em busca de cidadania, por um  mundo melhor.

Para quebrar os esquemas viciosos da corrupção marcadamente estabelecidos nos diferentes níveis da sociedade, e até mesmo das Igrejas, uma nova educação dependerá de mulheres e homens comprometidos com interesses maiores que os particulares (Aparecida, 507). Nessa mesma esteira, lemos na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, um importante princípio lógico-filosófico: “O todo é mais do que a parte, sendo também mais do que a simples soma delas.” E mais ainda, no mesmo número, uma aplicação prática na atuação pastoral: “É necessário mergulhar as raízes na terra fértil e na história do próprio lugar, que é um dom de Deus. Trabalha-se no pequeno, no que está próximo, mas com uma perspectiva mais ampla. Da mesma forma, uma pessoa que conserva a sua peculiaridade pessoal e não esconde a sua identidade, quando se integra cordialmente numa comunidade não se aniquila, mas recebe sempre novos estímulos para o seu próprio desenvolvimento.” (EG, 235). Nosso interesse primordial deve manter o núcleo único do anúncio do Reino/Reinado de Deus.

É preciso lembrar que o “mundo da educação” (Texto-base CF 1998, 194) deve estar a serviço do Reino. Pessoas dignamente de pé, em pleno exercício da sua Cidadania – com toda a carga de sentido que a palavra carrega – é sonho do Divino Educador. Aqui buscamos uma imagem apresentada no evangelho segundo Marcos: “Jesus, tomando-o pela mão ergueu-o, e ele se levantou.” (Mc 9, 27). Esse é apenas o desfecho da cena, na qual a ação de Jesus complementou a libertação do homem de um mal – epilepsia – que lhe roubava a dignidade. A comunidade de Marcos preocupa-se muito em expressar o encontro com Jesus como erguimento (no sentido de levantar); basta conferir as seguintes passagens: 1,31; 2,9; 3,3; 5,41; 10,49. ‘Levantar’ está ligado à ressurreição. Estar de pé é a posição do Ressuscitado, segundo as históricas ilustrações dos primeiros cristãos. Quem está de pé tem a oportunidade de verdadeiramente mostrar-se livre, afirma Romano Guardini, em Os sinais sagrados. Nenhum agente educador cristão escapa do ministério de “levantar pessoas”.

Os pontos de partida para a atividade de uma Pastoral da Educação, tais como a erradicação do analfabetismo, são tão importantes quanto a garantia de vagas nas universidades para pessoas nas mais variadas situações etno-econômicas. Por isso, perguntamos:

- Qual é o meu/seu papel na constituição dos processos educativos na sociedade e das/nas nossas Igrejas?
- Quais atitudes a favor da Educação demonstram que fomos/somos educandos na escola do Mestre Jesus?
- Você já se percebeu membro de Pastoral da Educação?
- Quais ações podemos desenvolver em busca de interação entre nossas escolas?
- Nossas comunidades dispõem de pessoas capacitadas para contribuir mais para a formação dos nossos jovens em vista do melhor preparo profissional ou para a entrada na vida universitária?
- Como podemos organizar eventos e subsídios para que os professores, membros das nossas comunidades, sintam-se acompanhados e estimulados pela fé cristã?
- Tem sentido pensarmos em Pastoral da Educação para o aumento e a consolidação do ecumenismo e do diálogo inter-religioso?

Educadores e educadoras cristãos, somos interpelados por Jesus mediante as inúmeras possibilidades favoráveis ao mundo contemporâneo. Mundo melhor, sociedades melhores são expressões de proximidade do Reino, no qual a solidariedade e a paz são conselheiras permanentes, presididas pela caridade.

Se nosso Deus é educador, que nossas comunidades sejam igualmente educadoras!

Eraclides Reis Pimenta concluiu o Curso de Filosofia no UNISAL Lorena em 2013. Faz parte da Congregação Salesianos de Dom Bosco.

voce-nao-curriculo

Não se esqueça de suas habilidades, valores e trabalhos voluntários na hora de preencher o seu CV.

Se você resolveu ler esse artigo é porque tem interesse em novos desafios profissionais e oportunidades que podem chegar até você através do seu currículo. Embora muitas coisas tenham mudado na forma como buscamos um emprego nos dias de hoje, o currículo, seja impresso ou digital, ainda é uma ferramenta bastante utilizada pelas empresas.

Comecei a me interessar por currículos quando ainda estava na 8ª série. Sempre fui a pessoa da família que tinha computador e tinha habilidade de escrever; então, comecei a ajudar, primeiro, as pessoas da minha da família, e, ao decorrer dos anos, pessoas que trabalhavam comigo, amigos e participantes dos projetos sociais que trabalhei.

Em alguns casos, elaborei o currículo de algumas pessoas do zero. Lembro-me bem de uma amiga que não tinha experiência, nem mesmo cursos na área, e estava totalmente desmotivada com seu currículo. Aos poucos, fomos montando o currículo dela, não só com a escolaridade e a experiência, mas também com tudo o que ela já tinha feito antes, mesmo que de forma voluntária. Trabalhos para a igreja da qual ela participava, projetos sociais que ela ajudou, o “help” que deu para sua mãe na época em que a família precisava melhorar seus rendimentos, enfim, tudo o que, aparentemente, não é necessário colocar no currículo.

E qual foi o resultado dessa experiência? Ela conseguiu uma vaga como secretária de uma clínica que precisava de uma pessoa proativa, comprometida e esperta! Ao ler tudo o que essa minha amiga já tinha feito, o recrutador não teve dúvidas: mandou chamá-la. Hoje, felizmente, ela está formada e muito bem profissionalmente. Acredito que o principal motivo deste sucesso seja porque ela sempre acreditou nela mesma depois da primeira experiência de trabalho.

Esse é o convite que faço a você, neste momento em que muitas pessoas estão procurando empregos, distribuindo centenas de currículos, sem ter sucesso em suas buscas. É importante que você valorize as atividades as quais você realiza como voluntário ou como profissional autônomo. Todas essas experiências fizeram com que você seja o que é hoje!

É importante que você entenda que você não é apenas o resultado dos cursos que fez e dos lugares que trabalhou. Pense comigo:

Quais são seus valores como pessoa?
Quais trabalhos voluntários você já fez?
Quais trabalhos extras já fez para se virar enquanto não conseguia se colocar profissionalmente?

A grande questão é: como colocar essas informações no currículo? Simples. Se você for fazer o tradicional currículo impresso, destine um espaço com o título “resumo”. Neste resumo, você pode falar um pouco sobre você, sobre suas experiências, suas habilidades e informações que você acredita que sejam interessantes.

Se for cadastrar seu currículo em um formulário digital para preenchimento de currículos online, note que a maioria dos formulários, conta com um espaço onde você pode colocar anotações e resumos de outras atividades realizadas.

Agora, fique atento! Se você está à procura de trabalho e ainda não fez nenhuma atividade voluntária ou cursos gratuitos, está na hora de rever atitudes e se movimentar! Procure realizar cursos online gratuitos, aproveite as oportunidades de eventos culturais, sociais e educativos realizados em sua cidade, candidate-se para ser voluntário de um evento que você achou interessante. Com certeza, novas oportunidades irão surgir. Lembre-se, a mudança precisa vir de você!

Depois de mudar de comportamento e se dedicar a novos desafios, preencher um bom currículo será uma tarefa fácil. E então, vamos começar?

Vanessa Espíndola concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Palestrante e Assessora de Imprensa e Produção de Conteúdo.

como-redigir-texto-otimizado

Provavelmente você já deve ter ouvido falar muito sobre otimização, SEO, SEM, mecanismos de busca, dentre outros termos. Eu também. Aliás, trata-se de algo de extrema importância para que os conteúdos publicados na Internet sejam encontrados mais facilmente, dentre as inúmeras opções que se apresentam. Mas você sabe, de fato, como redigir um texto otimizado?

Confesso que eu ainda estou aprendendo as técnicas, mesmo por que meus conhecimentos são baseados em experiências “de usuário” e não de um programador que conhece muito bem os códigos por trás de todo esse conteúdo.

Em outra ocasião escrevi o texto Como realizar uma apresentação poderosa e mencionei que aquelas dicas valiam para várias tarefas, inclusive para a de redigir um texto. Desde já afirmo que aquelas dicas continuam sendo válidas, mas se você, puder aliá-las ao que vou apresentar agora, terá grandes chances de melhorar seu posicionamento nos resultados do Google (na chamada SERP).

Vamos às dicas para você redigir um texto otimizado:

0. Defina a palavra-chave do texto. Ela quem vai te dar condições de estruturar todo o restante. Pode ser uma única palavra (Ex: otimizado) ou uma expressão (Ex: texto otimizado).

1. Crie um título envolvente. Aproprie-se se expressões como: Faça, Tenha, Como conseguir, Como fazer, 5 dicas sobre, 10 fatos que você não sabia sobre. O ideal é que o título contenha a palavra-chave e não ultrapasse o limite de 65 caracteres.

2. Estruture o 1º parágrafo. Além de introduzir o leitor ao assunto que será abordado, é importante que a palavra-chave esteja presente nele.

3. Redija um texto de mais de 300 palavras. Mas não ultrapasse muito. Com essa quantia você consegue escrever com coesão sem ficar cansativo para o leitor. Deixe um espaço entre os parágrafos para ajudar a leitura.

4. Utilize o esquema de lista. Esta não é uma regra, mas sim uma sugestão. As listas são objetivas e fáceis de serem lidas. É preciso pensar na experiência do usuário que quer algo direto.

5. Repita a palavra-chave no decorrer do texto. Faça isso com cuidado para que não fique exagerado. Coloque as palavras mais importantes em negrito ou itálico, também com moderação.

6. Crie links. Seja para posts internos, seja para externos. Isso contribui para criar uma dinâmica de leitura no seu site e melhorar sua autoridade, pois reflete as “relações” que seu negócio possui com outros sites de renome.

7. Utilize o cabeçalho. É como um subtítulo que também deve conter a palavra chave.

8. Insira ao menos uma imagem. No nome dela também deve conter a palavra-chave. Se o texto for muito grande, utilize imagens em sua extensão para dar uma quebra na leitura e não deixá-lo cansativo.

9. Edite a url. Nela deve conter o título do texto. Retire os termos como no, na, do, da, e. Além de deixá-la mais curta, dá o foco para os termos principais e ajuda o buscador.

10. Utilize as tags. Insira a palavra-chave e outros termos relacionados.

Essas foram algumas dicas que eu procuro adotar em meus textos, mas como disse, estou aprendendo. Existem outras tantas atividades que você pode fazer para deixar o seu site mais “encontrável” pelo Sr. Google… O Viver de Blog compartilha muitas dicas legais também que você pode ler aqui.

Agora repare! Este texto foi escrito com base nas dicas apresentadas. Legal, não é? Se achar que faltou algo, podemos continuar o papo. A gente se vê!

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

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Muito se fala sobre as necessidades de utilizar a tecnologia em sala de aula. Há os que defendem a prática e outros que nem sequer querem entrar na discussão. Porém em um ponto os educadores precisam concordar: Os alunos não são mais os mesmos.
Sendo assim, é evidente que o processo de ensino deve acompanhar as mudanças e contribuir para um ensino mais prazeroso e eficaz. Neste sentido, tratamos a tecnologia não só como uma recurso para a execução de tarefas, mas também para o acompanhamento pedagógico do aluno.

Este texto não tem a intenção de apresentar uma opinião encerrada, mas sim um caminho para que haja outras discussões sobre o tema. Este é um espaço aberto. Sintam-se a vontade.
Portanto, encontram-se aqui os 5 motivos pelos quais se faz relevante o uso da tecnologia em sala de aula:

1. Estamos falando com outra geração. Por isso é preciso que os educadores se coloquem no lugar dos alunos, um público que respira tecnologia.

2. Os alunos convivem bem com a tecnologia e outras atividades. Se para os educadores fazer várias atividades ao mesmo tempo é algo complexo, para o estudante isso é muito comum. Uma dica: Use isso ao seu favor!

3. A tecnologia traz dinamismo ao processo de aprendizagem. Com a utilização de sistemas informatizados, uma tarefa que seria monótona e complexa, pode se tornar mais prazerosa e descontraída.

4. As informações tornam-se mais rápidas e seguras. Os educadores podem utilizar os recursos da informática para melhorar os processos, economizar tempo e ter maior segurança quanto aos resultados.

5. É possível realizar uma análise contínua do desempenho de cada estudante. A tecnologia oferece a possibilidade não só de avaliar uma atividade, mas sim o aprendizado individual. Este é um ponto de extrema importância e que cada vez mais vem ganhando importância para a gestão escolar.

É evidente que a tecnologia sozinha, não faz nada. De acordo com o Professor americano Jose Oscar, da Olin College, a tecnologia deve ser para nos servir e não o contrário. Ou seja, a tecnologia precisa se adequar aos alunos e aos professores para que ambas as partes possam se beneficiar dela.

O primeiro passo, portanto, está na atitude do professor e de toda a comunidade acadêmica. É preciso deixar claro que a educação deve vir para tornar a criança, o adolescente um ser autônomo, capaz de ser agente protagonista de sua carreira e seus projetos. Resumindo. A educação deve ser focada no futuro.

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.

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Crise é crise. Medo é medo. Preguiça é preguiça. Convido você a fazer a leitura do texto abaixo para entender do que estamos falando.

Vejo muitas pessoas reclamando que as coisas não estão dando certo em suas vidas por causa da crise. “Não vou começar a fazer MBA por causa da crise”, “Não vou tentar abrir minha própria empresa agora por causa da crise”, “Melhor sair da academia para economizar por causa da crise” ou “Melhor não ter filhos agora por causa da crise”. Realmente, temos que assumir que do jeito que o país está, qualquer um fica com medo de tentar algo novo ou arriscar-se no desconhecido.

Mas em muitos casos, fato é que a crise virou desculpa de muita gente que não tem coragem para tomar a decisão que já deveria ter tomado há muito tempo. Explico: certamente, alguns de seus projetos já existem em sua imaginação muito antes da crise começar, certo? Então, você já parou para pensar em qual momento da vida a palavra crise substituiu o seu medo ou procrastinação para realmente colocar seus planos em prática?

Certa vez, li um texto sobre a nossa mania de pedir conselhos para depois ter alguém em quem colocar a culpa por nossos erros. Afinal, é mais fácil dividir a culpa daquilo que deu errado com outras pessoas, daquilo o que deu certo. O grande problema não está no erro. Errar todo mundo erra, erra 1, 2, 3 vezes até conseguir acertar. Por mais clichê que pareça, só não acerta quem não tenta. É tentando e errando que você vai ganhar experiência para acertar um dia! Logo, o convite deste texto é que você deixe de culpar a crise, as pessoas ou as circunstâncias as quais você vive hoje pelo fato de não conseguir ter coragem de tentar.

Tudo bem, eu concordo com você que não é tão fácil assim. Inovar, seja em qual for a área de sua vida, sempre dá um certo medo. Mas se você entender que “está tudo bem se não der certo”, com certeza, o medo de tentar mudar vai diminuir e você vai criando coragem para se arriscar mais e realizar o que sempre quis. A proposta aqui não é que você saia por aí, fazendo o que sempre quis sem medir as consequências, pelo contrário, planejar-se é um dos passos fundamentais para que a decisão de mudança não o prejudique e nem prejudique as pessoas que você ama e que se importam com você.

Voltando ao título deste texto, eu te pergunto: se a crise acabasse amanhã, você estaria pronto para colocar suas ideias e projetos em prática? Durante esse tempo de crise, você está se preparando? Comece fazendo o melhor que pode com os recursos que tem agora e, certamente, quando chegar a oportunidade, você estará pronto para conquistá-la. Tenho um amigo chamado Ricardo Silva, Coach de voz. Ele sempre diz: “Não deixe para se preparar quando você deveria estar pronto”. Isso vale para muitas coisas. Pense nisso, reveja suas atitudes e bom trabalho!

Vanessa Espíndola concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Palestrante e Assessora de Imprensa e Produção de Conteúdo.

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Existem momentos em nossa vida que precisamos dar um passo para trás, respirar e pensar calmamente sobre os próximos passos. Assim também acontece nos negócios, especialmente durante momentos de crise econômica ou política.

A verdade é que os consultores e gerentes de vendas são os mais afetados nas crises relacionadas aos negócios. Se isso nunca afetou você não se julgue invulnerável. Afinal, a qualquer momento a grande empresa que você trabalha pode fazer um ajuste no orçamento e você ser cortado.

Em minhas viagens tenho o costume de perguntar a todos “ Como vão os negócios? ”. Certa vez em Minas Gerais (mais precisamente na cidade de Lavras, sul do estado) perguntei a um taxista, e ele me disse “ Estão caminhando”. Obviamente, essa resposta significa que as coisas ainda estão mal, mas não ao ponto de pararem.

A crise traz uma série de dificuldades, ela reduz o poder de compra e, por sua vez, a demanda e o consumo. A solução mais “óbvia” para aquele taxista foi reduzir o preço, conquistando assim minha corrida, mas decisões como esta apresentam riscos sérios para a imagem e futuro de uma marca, especialmente se queremos prever e projetar resultados a curto e médio prazo. Nesse caso, a empresa deve ser clara e precisa em seus objetivos sem alterar suas metas.

O segredo para prevenir e evitar qualquer desestímulo e perca de foco em um cenário de crise, é você acreditar em sua marca, acreditar em seus valores e diferenciais. Manter o foco no que torna seu produto diferente e convencer seus clientes que ele tem uma série de valores e características que o tornam digno de sua lealdade. Resumindo, trata-se de fortalecer aspectos intangíveis, de modo que as pessoas deem valor ao produto/serviço ao ponto que eles percebam isso como algo indispensável, mesmo em tempos de crise.

É preciso garantir que esses aspectos intangíveis tenham clara visualização por parte dos clientes. Por exemplo, a marca deve posicionar-se como um modelo de eficiência na sua área. Em outras palavras, você pode, por exemplo, reforçar aspectos como atendimento ao cliente e pós vendas, demostrando que se importa com a satisfação do cliente e com a qualidade do produto.

Outro ponto importantíssimo para ser trabalhado são as emoções, afinal é muito fácil comprar algo de alguém que você gosta. Ser educado e gentil é uma vantagem arrasadora em vendas. Lembre-se: As pessoas não compram de empresas, mas sim de pessoas. Isso significa que geralmente as vendas acontecem com pessoas que gostamos e confiamos.

Praticamente todas as vendas são movidas pela emoção, não se trata de uma questão de lógica. O que geralmente ocorre é que as pessoas compram movidos pela emoção, e logo após, justificam a sua a sua compra por razões lógicas. A lógica possui pouquíssimo poder de persuasão. Para trabalhar com emoções devemos falar mais para o coração do que para a cabeça.

Obviamente, existem outros fatores importantes a serem levados em conta para o sucesso em tempos de crise. Mas por hora você já sabe que é essencial se conectar com a sua marca/produto e conhecer suas virtudes e qualidades e assim cativar seu público e criar as fórmulas necessárias para superar as dificuldades que possam surgir.

Desejo sucesso a todos.

Alan Mendes Marques concluiu o Curso de Ciência da Computação no UNISAL Lorena em 2013. Atualmente é Gerente de Novos Negócios.

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O mundo muda. Isto é fato! Seja qual for o aspecto que deseja analisar, vai perceber que as relações entre as pessoas sofrem constantes alterações, por diversos fatores, controláveis ou não. Na educação as mudanças são ainda mais evidentes. Basta conversar com pais e avós para ter uma noção de como eram as salas de aula, os métodos de ensino e o comportamento dos alunos e professores.

Neste sentido, com as inúmeras possibilidades que se apresentam aos estudantes, é necessário que os professores se adaptem e compreendam que a escola deve ser um espaço, não mais obrigatório, mas sim de construção de sua identidade.

Se antes, o professor era visto como o detentor do conhecimento e com métodos rígidos de imposição do respeito, hoje ele tem o papel de orientador e mediador de um aprendizado que parte do aluno.

Este texto, portanto, vem apresentar, em tópicos, algumas considerações sobre o novo papel do professor. Uma maneira de contribuir, de certo modo, para a reflexão sobre o tema e a busca por novas formas de contribuir para um processo educativo mais adaptado às novas realidades.

1. Orientar o aprendizado.
Com as inúmeras fontes de informação, o professor deixa de ser o único a deter o conteúdo. Então, o aprendizado requer um espaço de compartilhamento e diálogo.

2. Estimular a curiosidade e a busca pela informação.
Crianças e adolescentes são curiosos por natureza. Um professor que limita essa busca, tem grandes chances de fazer com que os alunos se contentem somente com o padrão, logo eles deixam de assumir riscos para buscar novos desafios.

3. Oferecer um espaço de troca de ideias e trabalhos em grupo.
Trabalhar em equipe é necessário em vários ambientes. O novo professor, portanto, precisa contribuir para que essa troca ocorra de maneira saudável e que cada aluno compreenda a sua importância no grupo e contribua com suas melhores habilidades.

4. Aproximar-se da tecnologia e utilizá-la como recurso para o aprendizado.
As novas gerações nascem conectadas. Se a tecnologia é utilizada com responsabilidade, ela se torna uma aliada para o processo de ensino.

5. Contribuir para a aproximação dos pais na escola.
Um dos maiores desafios dos professores é trazer os pais para o ambiente educacional e fazer com que eles participem da evolução dos filhos.

A missão não para por aí. De acordo com Jean Piaget “o professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir”. Isso significa que, mais do que tudo, o professor tem o papel de fazer o aluno protagonista do seu conhecimento e de sua vida. É preciso educar para que os futuros adultos assumam a responsabilidade de suas escolhas e tracem seus próprios caminhos com segurança ética e comprometimento. Aquele que conseguir isso terá deixado um legado na terra.

A equipe JUNTOS admira o trabalho dos educadores e deseja sucesso nessa jornada.

Adriana Neves concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Assistente de Comunicação e Marketing.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.

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Armadilha do Conhecimento tem sido um dos assuntos mais comentados da atualidade! Mas, você sabe o que ela é?

Antes de entrarmos em sua definição, vamos entender um pouco melhor o seu comportamento!

Você pesquisa muitos artigos que expliquem diversas formas diferentes de realizar uma tarefa antes de executá-la? Fica inquieto até comprar um novo livro que o guru da sua área de atuação acabou de lançar? Sente-se impaciente até assistir as aulas de um recém lançado curso que promete revelar técnicas para resolver um problema do seu segmento de atuação? Espera ansiosamente por uma brecha de tempo para ver ao último vídeo daquele especialista que segue no Periscope? Procura por cursos de extensão, especialização, pós-graduação e mesmo assim fica com a sensação que ainda não tem conhecimento suficiente e ainda falta algo para obter resultados consistentes?

Se você respondeu sim a alguma das perguntas anteriores, tenho uma boa e uma má notícia para você!

A boa é que você não é o único. A má é que existem grandes chances de que você esteja sendo vítima da Armadilha do Conhecimento.

Inúmeros empreendedores e profissionais de diversas áreas tem sentido suas vidas impactadas por resultados negativos e baixa produtividade decorrentes do que chamamos hoje de Excesso de Informação, ou para os que preferem termos em inglês, Overload Information.

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Media em 3 países, um terço dos profissionais se sentem sobrecarregados com a quantidade de informações que lidam diariamente. Você conhece algum que se sinta assim? Eu conheço muitos e me incluo entre eles.

A era Google e a popularização da internet estimulou pessoas e empresas a produzirem materiais gratuitos a todo momento como fator estratégico de seus negócios, inundando de informação quem se interessar.

Em recente pesquisa realizada pela Cisco Visual Networking Index (VNI), observou-se que o tráfego de dados na internet em apenas um dia de 2013 equivale ao tráfego do ano todo de 2001. Ainda não se sabe os números atuais, mas você tem alguma dúvida que são muito superiores aos da pesquisa?

Gradativamente, consumir conteúdo passou a ser uma necessidade para muitas pessoas (principalmente as mais perfeccionistas), como se algo sempre ainda precisasse ser aprendido antes de realizar qualquer atividade ou se tomar uma decisão. O resultado desse ciclo sem fim é um só, a inércia.

Entenda que não há nada de errado em querer sempre aprender, muito pelo contrário, essa é uma característica imprescindível para qualquer empreendedor. O problema é o que realmente motiva a busca por conhecimento. A vontade de descobrir novos horizontes ou a insegurança de colocar o time em campo e ir para a guerra?

Recentemente passei por uma situação onde ficou bem evidente que eu havia sido pego e era prisioneiro da Armadilha do Conhecimento. Nessa situação recebi a notícia de que precisaria criar e produzir um anúncio em vídeo às pressas para um cliente. Eu teria 48h para entregá-lo. Obviamente, dentro desse período não seria possível criar nada digno de um Emmy, mas certamente algo com qualidade aceitável era esperado.

Trabalhar como Dj muitos anos me garantiu boa experiência na edição de áudio e vídeo, além de ter desenvolvido desde a infância certa facilidade (eu acho…rs) em escrever. Essas características acabaram garantindo com que essa tarefa fosse delegada a mim.

Para surpresa de todos, inclusive a minha, já com o prazo correndo para entrega do projeto, me vi pesquisando incansavelmente por tutorias e aulas sobre como gravar vídeos profissionais, truques, sacadas etc. Com o prazo comprometido e sem ter saído do lugar, me dei conta da besteira que estava fazendo. Naquele momento não havia mais tempo para aprendizado. Era a hora da execução! E o pior, eu já tinha conhecimento e sabia tudo que precisava para atingir um bom resultado.

Você consegue perceber como a Armadilha do Conhecimento se torna um ciclo? Muitas vezes as habilidades e as informações que já temos são suficientes para tirarmos muitos projetos da gaveta, mas ao invés disso, ficamos paralisados pela insegurança, buscando ainda mais conhecimento que nunca é, nem será, colocado em prática.

Excesso de conhecimento gera confusão mental e ainda mais insegurança!

Toda habilidade só se desenvolve de fato com conhecimento, prática e repetição. Uma informação só é realmente assimilada e transformada em conhecimento também através da repetição. Portando, de nada adianta inúmeras horas de estudo se você não conseguir desenvolver habilidades, praticar, testar, comprovar o que realmente funciona para você, descartar o que não funciona e obter RESULTADOS!

Sem a prática, grande parte de tudo que você leu, ouviu e assistiu hoje e nos últimos dias será esquecido e todo o tempo que dedicou se perderá.

Lembre-se sempre, o que as empresas realmente esperam de seus colaboradores é o mesmo que o seus clientes esperam de você… RESULTADOS! Não importa sua titulação acadêmica, onde estudou ou quantos cursos constam em seu currículo se não for capaz de atingir metas.

Busque o conhecimento, tudo sempre pode ser melhorado, mas nunca deixe de fazer algo por achar que não sabe o suficiente. Na maioria das vezes o necessário para sair do lugar já está dentro de você! A perfeição vem com o tempo…

Feito é melhor que perfeito.

Alexandre Espada concluiu o curso de Ciência da Computação no UNISAL Lorena em 2010. Atualmente é gerente de projetos.

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O tema estupro tem tido grande repercussão na mídia, por isso jornalistas de vários veículos buscam fontes seguras para entender o tema. O artigo “Crime de estupro: até quando julgaremos as vítimas?”, dos Ex-Alunos Eduardo Cabette e Verônica Magalhães, mais uma vez, foi destaque em um grande veículo de comunicação. Dessa vez, no El País.

“A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil e a culpa nunca é da vítima”. A voz, saída de um megafone no entardecer na avenida Paulista na última quarta-feira, deu início a uma marcha - de mulheres em sua maioria – contra o machismo e em protesto ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos ocorrido no Rio de Janeiro na semana passada. A segunda informação da frase que abriu a marcha – “a culpa nunca é da vítima” – deveria ser óbvia. Mas não é.

Assim que a notícia sobre o estupro da adolescente começou a ser veiculada na imprensa, a sociedade se dividiu entre os que condenaram o crime e os que culparam a garota pelo ocorrido. Mulheres, inclusive, atribuíram à vítima a responsabilidade pelo crime.

Em busca de tentar entender por que parte da sociedade ainda culpa a vítima por um crime como esse, incluindo mulheres que não se solidarizam com a dor da vítima, a advogada Verônica Magalhães de Paula e o delegado e professor do UNISAL, Eduardo Cabette, publicaram o estudo “Crime de estupro: até quando julgaremos as vítimas?”. A publicação é de 2013, mas para o nosso azar, o tema é atemporal.

E com séculos de história. De acordo com o texto, “mesmo em plena aurora do século 21, as mulheres ainda são julgadas como na Idade Média, onde somente a mulher honesta e virgem poderia ser vítima de crime de estupro e desde que também ficasse comprovado que ela havia lutado e gritado por socorro, pois o silêncio da vítima significava o consentimento do ato praticado”. Para Verônica de Paula, parte da sociedade julga a vítima por ela não se enquadrar nos padrões idealizados da mulher correta, aquela que é casada e cuida do marido e dos filhos. “Somos educadas desta forma”, diz. “A mulher tem que ser submissa, recatada, falar baixo, sair de casa apenas para ir ao trabalho, no máximo”.

O estudo compara dois casos que ocorreram em 2012. Um, aqui no Brasil, de duas adolescentes de 16 anos que foram estupradas por seis integrantes de uma banda de pagode, a extinta New Hit, na Bahia. Na época, houve protestos contra a prisão dos criminosos. As vítimas foram ameaçadas de morte e tiveram que entrar no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçados de Morte, assim como a vítima do estupro no Rio de Janeiro de duas semana atrás. O outro caso foi o de uma mulher de 23 anos que sofreu um estupro coletivo na Índia, quando voltava para a casa, em um ônibus. Ela não resistiu aos ferimentos – foi perfurada internamente – e morreu. Milhares de pessoas em todo o mundo ficaram chocadas com o crime, e na Índia, foram às ruas por leis mais rígidas e maior proteção para as mulheres. Os criminosos quase foram linchados pela população indignada. A história é contada no documentário India’s Daughter.

“Mesmo em plena aurora do século 21, as mulheres ainda são julgadas como na Idade Média, onde somente a mulher honesta e virgem poderia ser vítima de crime de estupro”

O que diferencia um episódio do outro? Segundo os autores do estudo, a jovem indiana era vista como uma mulher honesta. Voltava da Universidade quando foi abordada. Estava coberta dos pés à cabeça. Não pediu para ser estuprada. Já as garotas na Bahia não deveriam estar naquele local, assistindo a um show de uma banda com letras de duplo sentido e com coreografias de conotação sexual. Com essas atitudes, elas estavam sujeitas a passar pelo que passaram. Ou pior: pediram para ser estupradas.

No ano passado, a Justiça condenou os integrantes da banda a 11 anos e oito meses de prisão, mas coube recurso e eles respondem em liberdade.

O pré-julgamento da vítima se repete agora, três anos depois, com o caso da jovem no Rio de Janeiro. Muitas pessoas usaram o argumento de que a garota era usuária de drogas, frequentava o morro e usava roupas curtas para culpá-la pelo crime do qual foi vítima. Assim como as meninas na Bahia, ela não deveria estar em um baile funk. “Culpamos a vítima porque partimos do pressuposto de que a mulher não pode ter uma vida sexual ativa”, disse Eduardo Cabette, o co-autor do estudo.

Segundo Cabette, se a vítima em questão fosse uma garota de classe média, usando roupas compridas, o tratamento do público seria diferente. Mas, perante à lei, alerta Cabette, isso não faz – ou não deveria fazer – nenhuma diferença. “A população pode até pensar diferente, mas juridicamente, se a mulher é uma prostituta, por exemplo, e no meio do programa ela decide não continuar a relação e o cliente a força a seguir em frente, ela pode ser vítima de estupro”.

“Culpamos a vítima porque partimos do pressuposto de que a mulher não pode ter uma vida sexual ativa.”

O delegado afirma que no caso do crime no Rio de Janeiro, os suspeitos podem ser julgados por estupro de vulnerável, se for comprovado que a garota estava desacordada quando o crime ocorreu. “E esse crime tem pena mais grave que o crime de estupro comum, aliás”, diz. “Não importa se ela se drogou ou se a drogaram”.

“A culpa é da crise”

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou ao jornal O Estado de São Paulo que a crise econômica é uma das culpadas do crime de estupro coletivo ocorrido no Rio, assim como outros crimes dessa espécie. “Muita gente cai em depressão porque perdeu o emprego e começa a beber. E aí termina perdendo a cabeça e praticando esse tipo de delito. Não estou falando que é a principal causa, mas uma das causas com certeza é essa aí”, afirmou, em entrevista publicada na sexta-feira da semana passada.

A ideia de que o criminoso que pratica o estupro está fora de si, ou mesmo é um doente, é duramente condenada por feministas. No estudo de Cabette e Verônica, há uma menção à visão distorcida da condição desse homem na sociedade: “A vítima sempre será aquela mulher promíscua de moral duvidosa ou o estuprador será um homem “anormal”, com perturbações mentais e a moral distorcida, que não consegue conter seus instintos animalescos”, diz o texto. “Esse mecanismo de proteção impede que as pessoas aceitem que não há um perfil específico de vítima e que o agressor pode ser o homem honesto, trabalhador, pai de família”, concluem os advogados.

Na mesma semana em que o secretário deu a entrevista ao Estadão, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou um levantamento apontando que apenas 30% dos casos de estupro registrados pela polícia são cometidos por pessoas desconhecidas. Ou seja, de cada dez casos de estupro que a polícia tem conhecimento, sete são cometidos por uma pessoa que tem algum vínculo com a vítima. A maioria das vítimas tem entre 12 e 17 anos, de acordo com o Mapa da Violência. Um caso notório que ilustra esse perfil aconteceu no interior de São Paulo. O delegado de Itu Moacir Rodrigues de Mendonça estuprou sua neta em um hotel, durante uma viagem familiar, forçando-a a ato sexual, segundo relato da vítima. A jovem, de 16 anos, só o denunciou semanas depois do ocorrido, em setembro de 2014. Atônita com a investida do avô, a jovem ficou atordoada com o ocorrido e não contou para ninguém o crime. Ela chegou a tentar o suicídio, mas foi impedida pelo padrasto. Só então revelou a verdade para a mãe, que levou o caso à Justiça.

Mendonça ficou preso por um ano e seis meses aguardando julgamento do caso, mas conseguiu liberdade no mês passado porque um juiz de Olímpia, onde ocorreu o ato sexual, entendeu que houve consenso da vítima. Não há prova segura e indene de que o acusado empregou força física suficientemente capaz de impedir a vítima de reagir. A violência material não foi asseverada, nem esclarecida. A violência moral, igualmente, não é clarividente, penso”, escreveu o juiz Luiz de Abreu Costa, que em nenhum momento questiona o fato de um avô ter tido relações sexuais com uma neta menor de idade. O fato ilustra como a cultura do estupro está arraigada até mesmo na leitura de representantes da Justiça. No último dia 26, o Ministério Público de Olímpia recorreu da sentença do juiz.

Fonte: Jornal El País

Foto: Manifestação em São Paulo na quarta-feira contra o machismo e em protesto ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio. /M. SCHINCARIOL (AFP)

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Nos últimos dias a sociedade parou para debater o caso de estupro coletivo contra uma adolescente no Rio de Janeiro. Ex-Alunos do Curso de Direito do UNISAL, Eduardo Cabette e Verônica Magalhães de Paula  trataram do tema de uma forma crítica e esclarecedora em um artigo que ganhou destaque na coluna de Cláudia Colucci na Folha de São Paulo. Confira!

Até quando julgaremos as vítimas de estupro?

“Abuso sem agressão física é história mal contada; se fosse estuprada, estaria toda machucada, arranhada e debilitada; deve estar pensando em indenização do Estado; estranho que uma jovem de 16 anos, estuprada por horas, por mais de 30 homens, não apresente nenhum sinal de violência; mulher tem que se dar o respeito, as atitudes e formas de se vestir muitas vezes contribuem para alguns desfechos desagradáveis; essa história está muito mal contada pela mocinha, o histórico dela não é nada favorável; quem ficou com dó dela que a leve para casa, quem sabe ela não faz uma orgia com o marido, namorado ou até mesmo com o pai de vocês; ela nem estaria viva se fosse estupro, historinha pra boi dormir isso sim; me espanta um estupro coletivo com 30 homens e a menina andando normalmente, é evidente que a criatura já está habituada com essas festinhas.”

Se você ainda tem estômago para seguir na leitura, vamos lá. Esses foram alguns dos comentários na internet sobre o caso do estupro coletivo no Rio em reportagens publicadas em três jornais de circulação nacional (Folha, O Globo e o Estado de S.Paulo).

O teor revela o que alguns estudos já concluíram: a vida pregressa da vítima continua sendo a peça fundamental na constituição de sua inocência ou não no estupro. Pelo menos aos olhos da sociedade.

Em artigo intitulado “Crime de estupro: até quando julgaremos as vítimas”, publicado no portal “Observatório do Governo Eletrônico”, da Universidade Federal de Santa Catarina, os autores Eduardo Cabette e Verônica de Paula analisam dois casos de estupros coletivos ocorridos em 2012, que, a exemplo do caso no Rio, tiveram grande repercussão.

O primeiro foi o caso da universitária indiana de 23 anos violentada, espancada e morta por seis homens (um deles menor de idade), dentro de um ônibus, em Nova Deli, quando voltava da universidade.

No outro caso, duas garotas brasileiras de 16 anos foram até o ônibus da banda baiana New Hit para pegar autógrafos e foram estupradas pelos seis integrantes. Além do relato das vítimas, o crime foi comprovado por exame feito nas roupas íntimas das meninas onde foram achados vestígios de sêmen de vários homens.

São dois casos que guardam muitas semelhanças entre si e que despertam sentimentos de indignação. Mas não aos olhos da sociedade. Pelo menos da sociedade que posta comentários na internet.

Em relação ao caso na Índia, os comentários expressam um profundo sentimento de empatia com a vítima. A jovem estava voltando da universidade, estava coberta, então, ela é “mulher honesta”. Os agressores são “monstros”, “que Deus ajude a família da jovem”, são alguns dos comentários.

O oposto acontece com as garotas brasileiras. Para os leitores, elas não tinham que estar num show onde as letras são repletas de duplo sentido e a coreografia da banda é explicitamente sexual. “O que elas foram fazer dentro de um ônibus cheio de homens?” “Elas estavam querendo!”. Também culpam os pais das meninas por terem permitido a ida ao show.

Na Índia, os estupradores quase foram linchados pela população e houve dezenas de manifestações internacionais, pedindo leis mais rígidas e maior segurança para as mulheres. No Brasil, o cenário foi completamente diferente: as duas jovens é que foram ameaçadas de morte, tendo até mesmo que entrar para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM).

Quando os integrantes da banda New Hit foram presos, uma multidão se formou em frente à delegacia pedindo para que os homens fossem libertados. Eles tiveram a prisão preventiva decretada e foram transferidos para o presídio de Feira de Santana. Após 38 dias presos, conseguiram habeas corpus aceito pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Ao saírem da prisão, foram recepcionados por várias pessoas, entre elas mulheres, comemorando a liberdade.

Como veem, só mudam os atores e os cenários. A impiedosa e moralista plateia permanece a mesma, sempre desmerecendo, julgando e condenando as vítimas de estupro que não se enquadram no padrão “bela, recatada e do lar”.

Veja o artigo completo dos Ex-Alunos neste link.

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No primeiro artigo que escrevi aqui, refletimos sobre a disponibilidade que precisamos ter para colocar nossas ideias em prática, realizar sonhos e manter relacionamentos saudáveis. Continuaremos a falar sobre a disponibilidade, mas sob outra perspectiva: a mudança! Você já notou como essa palavra tem sido pronunciada frequentemente por nós?

É claro que, ao falar sobre mudanças, é impossível não citar as manifestações realizadas em diversos pontos do Brasil, mostrando que o brasileiro pode e deve ser autor de sua história, exigindo de nossos governantes a seriedade e a responsabilidade com o voto de confiança que cada um de nós depositou em suas propostas. Mas, quando o assunto é a política, é importante ter em mente que a mudança não está somente “lá fora”. Não basta sair às ruas se você mal consegue lembrar em quem votou nas últimas eleições. Qual foi seu candidato a deputado estadual e federal? E o vereador em que você votou? Elaborou alguma proposta que realmente impactou, positivamente, a rotina de sua cidade? As eleições municipais estão aí e essa será a sua chance de fazer boas escolhas.

Mas não é a política o objetivo deste texto, então, eu sugiro que você fique por dentro dos acontecimentos em nosso país, acompanhando o noticiário, sempre com um bom senso crítico para não se deixar manipular. De forma respeitosa, leia também os comentários dos amigos, converse em casa e mantenha um diálogo saudável sobre esta que deveria também ser uma paixão do brasileiro: a política.

Voltando ao tema central deste artigo, gostaria de reafirmar que mudança acontece sempre de dentro para fora, não há outro caminho! Toda vez que você, insatisfeito com a realidade em que vive, resolve colocar toda a culpa nos outros ou nas circunstâncias, o resultado será sempre ruim, sempre. E isso acontece porque boa parte da nossa insatisfação está associada à forma como agimos diante do que acontece conosco. Antes de reclamar que a vida não está boa, que nada acontece com você, pense nas atitudes que tem tomado nos últimos dias. Lembre-se: o motivo da insatisfação está sempre dentro de você e não fora.

Será que você realmente está disposto a mudar? Vamos fazer um teste?

1. Nos últimos dias, você prometeu que ia começar a fazer atividades físicas ou reeducação alimentar, mas acabou desistindo. Sim ou não?
2. Você comprou um livro novo ou baixou a versão digital, mas acabou não lendo o livro até o final. Sim ou não?
3. Antes de entrar em sua rede social predileta, você prometeu que ia dar uma olhada nos sites de notícias ou pesquisar sobre aquela ideia de negócio ou um novo curso de idiomas, mas ficou mesmo é no Facebook. Sim ou Não?
4. Aquela promessa de fazer um trabalho voluntário ou de visitar com maior frequência seus amigos e familiares também acabou sendo adiada. Sim ou Não?

Se você respondeu “sim” a quase todas as perguntas, fique tranquilo. Você não está sozinho. A verdade é que muitos de nós acabamos “sabotando” nossos processos de mudança por estarmos acomodados em nossa “zona de conforto”. Mudar nem sempre é um processo agradável. Apenas quando somos crianças é que as mudanças são uma deliciosa oportunidade de aproveitar o novo. Depois, crescemos e criamos uma certa resistência em desapegar daquilo que já não faz bem. Essa resistência vem acompanhada de um palavrão: a PROCRASTINAÇÃO. Aquela mania que a gente tem de deixar para amanhã o que pode fazer hoje.

A boa ou má notícia (isso vai depender da sua interpretação dos fatos, rs), é que o mundo em que vivemos hoje praticamente, nos empurra para a mudança de comportamentos. Convivemos com crianças cada vez mais espertas que exigem pais mais atentos; trabalhamos com diferentes gerações que pedem mais flexibilidade e compreensão de pensamentos diferentes; somos praticamente atropelados pela aceleração do tempo, o que nos leva a saber aproveitar melhor a vida, seja ela como for.

Em poucas palavras, ou você muda ou vai ficar cada vez mais insatisfeito. Não precisa sair por aí querendo fazer mudanças radicais que pouco tempo irão durar. Comece aos poucos, vá com calma, primeiro pelas coisas mais fáceis e, motivado pelo resultado, dê continuidade à mudança dos desafios maiores. Com certeza, ao final de um curto prazo, você vai se sentir bem melhor!
Renove-se, acredite na mudança e siga em frente!

Vanessa Espíndola concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Palestrante e Assessora de Imprensa e Produção de Conteúdo.

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Para Mierzwa & Hespanhol (2005, p. 20), reuso da água é o “uso de efluentes” tratados para fins benéficos, tais como irrigação, uso industrial e fins urbanos não potáveis. Sua prática é conhecida em todo o mundo há muitos anos.

Deve-se considerar o reuso da água como parte de uma atividade abrangente com o uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle das perdas e desperdícios, e a minimização da produção de efluentes e do consumo de água (UNIVERSIDADE DA ÁGUA, 2007).

Muito embora o nosso planeta tenha três quartos de sua superfície coberta pela água, deve-se considerar que apenas pequena parcela, referente à água doce, pode ser aproveitada na maior parte das atividades humanas, sem que sejam necessários grandes investimentos para adequar suas características físicas, químicas e biológicas (MIERZWA; HESPANHOL, 2005).

O reuso da água para fins não-potáveis tem sido impulsionado em todo mundo em razão da crescente dificuldade de atendimento a uma demanda cada vez maior de água para o abastecimento público doméstico e da escassez cada vez maior de mananciais próximos ou de qualidade adequada para abastecimento após tratamento convencional da água (BASSOI; GUAZELLI, 2004).

Em 1958, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas promulgou o princípio da substituição de fontes de abastecimento, estabelecendo que “a menos que haja excesso, nenhuma água de boa qualidade deve ser usada em aplicações que tolerem o uso de água com padrão de qualidade inferior” (MIERZWA; HESPANHOL, 2005, P. 20).

O reuso da água pode ser planejado ou não (PHILIPPI JR; MARTINS, 2005). O reuso indireto não planejado do recurso hídrico ocorre quando a água  utilizada em alguma atividade humana,é descarregada no meio ambiente e novamente utilizada, de maneira não intencional e não controlada.

O reuso indireto planejado ocorre quando os efluentes depois de tratados são descarregados de forma planejada nos corpos de águas superficiais, subterrâneas ou no atendimento de algum uso benéfico.

O reuso direto planejado das águas ocorre quando os efluentes depois de tratados são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. A indústria utiliza o reuso na refrigeração e alimentação de caldeiras e na água de processamento.

No meio urbano os usos são para: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, de ruas e de pontos de ônibus. A água da chuva é considerada pela legislação brasileira como esgoto, pois ela usualmente vai dos telhados e dos pisos para as bocas de lobo.

 Nos diversos usos são utilizados: na aqüicultura, construções, controle de poeira e na dessedentação de animais (CENTRO INTERNACIONAL DE REFERÊNCIA EM REUSO DE ÁGUA, 2010).

A prática de reuso é um dos componentes do gerenciamento de águas e efluentes e é um instrumento para a preservação dos recursos naturais. Contudo, a prática do reuso de água espera ser institucionalizada e integrada aos planos de proteção e desenvolvimento de bacias hidrográficas (NOGUEIRA, 2008).

A opção pelo reuso da água visa principalmente garantir o atendimento às demandas e, dessa forma, possibilitar que as aspirações por uma melhor qualidade de vida sejam atingidas.

Luecy da Silva Barboza concluiu os cursos de Pós-Graduação em Gestão Ambiental e em Perícia em Meio Ambiente no UNISAL (Pólo Roseira).

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Nos dias da contemporaneidade, o docente no ensino superior exige capacidade de articular seus saberes específicos da disciplina em conjunto com estratégias de ensino-aprendizagem que venham de acordo com os objetivos estabelecidos para serem alcançados.

Uma vez que não apenas o mercado de trabalho busca maior preparo nos estudantes, seja em nível teórico quanto em desempenho e habilidade técnico–profissional, mas também o próprio aluno visa obter maior capacitação e manejo em determinada área do saber, uma vez que o próprio contexto da sociedade volta-se para a “era da informação”, em que visa-se cada vez mais sujeitos que possuam formação de excelência e um repertório de conhecimentos, habilidades e atitudes (pessoais e profissionais) de alto patamar (ZULAUF, 2006).

Embasado nos métodos tradicionais de ensino, o professor mantém o aluno num papel passivo em relação ao processo da aprendizagem, pois como afirmam Gurgel e Leite (2007), esta metodologia visa, predominantemente, à fidelidade reprodutiva do conteúdo comunicado em sala de aula, considerando mais importante a quantidade de informações que o aluno consegue memorizar. Um exemplo de tal alternativa pode ser visualizado nas aulas expositivas que ocorrem em sala de aula, fazendo com que o professor permaneça no papel de “detentor de todo o saber” e nas avaliações e exames escritos que exigem do aluno a retomada de todas as informações transmitidas em sala de aula.

Em contrapartida como destacam Xiaoyan (2003), Kipper e Rüütmann (2010) os meios de ensino contemporâneos buscam verificar a construção do conhecimento e promover uma maior capacidade de pensamento crítico e reflexivo, além de também buscar promover maior senso de autonomia e aprendizagem ativa junto ao estudante. Algumas estratégias de ensino neste âmbito podem ser ferramentas que tornem o alunado o mais ativo possível, seja por meio da elaboração de projetos de pesquisa, realização de trabalhos em grupos ou pares para cumprir determinada atividade ou refletir sobre um estudo de caso, na realização de seminários informativos, debates, momentos de brainstorming (tempestade de ideias) para a busca de soluções problematizadoras, elaboração de mapas conceituais sobre determinada temática previamente especificada, realização de role-play (dramatização) para encenação de situações profissionais reais e execução de dinâmicas grupais em sala de aula. Estas táticas evidenciam o amplo conjunto de possibilidades a serem trabalhadas com a classe no com texto universitário.

Thiago Ribeiro Borges concluiu o curso de Psicologia no UNISAL Lorena em 2013, em que obteve o título de Universitário 5 Estrelas. Atualmente é pesquisador e professor.

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Acabei de ler o livro “Foco”, de Daniel Goleman, psicólogo, escritor e autor do clássico “Inteligência Emocional”, que revolucionou o modo como o mundo enxerga a inteligência, antes totalmente baseada na habilidade racional e cognitiva, o famoso QI – Quociente de Inteligência.

Neste novo livro, o autor mistura os últimos achados da neurociência com toda sua experiência e sagacidade para jogar luzes sobre uma tendência contemporânea: a dificuldade cada vez maior de manter o foco.

Não é absurdo afirmar que a atenção será o grande ativo das próximas décadas. A Revolução da Informação, e toda a parafernália tecnológica que vomitou no nosso cotidiano (smartphones, redes sociais e dispositivos de trocas instantâneas de mensagens), nos tornou viciados em estímulos ininterruptos e fragmentos de informação, aumentando tanto a dispersão quanto a ansiedade.

Estamos sempre na angústia do momento seguinte. Tão afobados que não somos mais capazes de usufruir o momento, queremos avançar rapidamente para o próximo capítulo, o próximo instante, deletando o presente na ilusão que assim antecipemos o futuro. Só que desse modo não conseguimos interiorizar a experiência, e sem assimilar o valor das coisas o efeito inevitável será sempre a hegemonia do vazio. Temos cada vez mais pressa, mas não fazemos a menor ideia de onde estamos indo. A velocidade virou um fim em si mesmo.

Consumimos muita informação, mas produzimos pouca reflexão. Está difícil se concentrar e prestar atenção em qualquer coisa, num mundo assolado por distrações de todo tipo.

O autor é eloquente ao fazer a associação entre a capacidade de se concentrar e o sucesso, tanto na vida pessoal quanto profissional.

E embora já nasçamos com alguma predisposição genética a sermos mais ou menos dispersos, a boa notícia é que a atenção é como um músculo, que pode ser treinado e condicionado a atuar de forma melhor e mais intensa.

Um dos conceitos mais interessantes do livro é o de mente ascendente e mente descendente, dependendo de quais regiões cerebrais estejam no controle do processo. A mente ascendente é nossa arquitetura cerebral mais primitiva, intuitiva, automática e controlada pelas emoções, e temos menor controle racional sobre ela, enquanto a mente descendente é controlada por impulsos cognitivos, sobre os quais podemos exercer um maior controle.

capa_focoO autor fala ainda do Foco Triplo da Atenção: o foco interno (que regula o nosso autoconhecimento, nossas intuições e nossa bússola interna de valores); o foco no outro (que diz respeito ao nosso relacionamento com as outras pessoas e nossa capacidade de manifestar empatia) e o foco externo, que é nossa capacidade de interpretar e interagir com o mundo e os sistemas que nos rodeiam, algo particularmente importante para os líderes empresariais e governamentais.

O livro, interessante na maior parte dos casos e repetitivo em alguns trechos, vale a pena sobretudo por convocar à reflexão: temos que focar no que realmente é importante e nos faz melhor, não apenas como indivíduos e profissionais, mas sobretudo como espécie humana e sociedade.

Não é possível viver uma vida em que a gente saiba cada vez mais sobre tudo e sobre todos, mas cada vez menos sobre nós mesmos.

Alexandre Correa Lima se formou em Direito no UNISAL Lorena em 1994. Atualmente é administrador e palestrante.

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O que te espera em 2016? Teremos muitas oportunidades na área jurídica por conta do cenário de instabilidade econômica que o Brasil está vivendo.

A reportagem foi publicada pela Revista Veja aponta 11 carreiras mais promissoras para 2016. Entre elas estão em destaque  4 carreiras jurídicas, todas elas ligadas ao gerenciamento, controle, planejamento e gestão de interesses de ordem financeira ou econômica, buscando prevenir, estruturar e efetivamente “driblar a crise”!

Vejam quais são as 4 oportunidades e os detalhes sobre as referidas atuações:

 

1 – Gerente Tributário

Garante que a sua empresa está em dia com as obrigações fiscais, dá suporte a áreas internas em consultoria tributária e mantém foco no estudo de incentivos, regimes especiais e novas legislações com o objetivo de reduzir a carga tributária e aumentar a eficiência do negócio. Perfil para o cargo: Formação em Ciências Contábeis ou Direito, com especializações em direito tributário e bom domínio do inglês. Passagem por consultorias big four (grupo das quatro maiores empresas contábeis especializadas em consultoria: EY, PwC, Deloitte e KPMG) é um diferencial. Por que estará em alta em 2016: Com o atual governo mirando aumentar a arrecadação dos impostos, somado as frequentes alterações na legislação brasileira e novos projetos em fase de implementação (como o e-Social), a expectativa da Michael Page é que esta área continue em alta no radar das empresas. Salário: Entre 12 000 e 17 000 reais.

 

2 – Head do Departamento Jurídico

É o responsável por todas as demandas jurídicas da empresa. Será responsável também pelo orçamento da área e gestão de equipe. O head fica encarregado de pensar em maneiras de “baratear” os processos jurídicos de uma companhia, buscando brechas na legislação, por exemplo. Perfil para o cargo: Formação em Direito ou Administração e domínio de inglês indispensável. Habilidade em gerir escritórios. Facilidade em relacionamento com as outras áreas de negócio. Saber como transitar entre as áreas da empresa é hoje algo considerado essencial para este profissional. Perfil de liderança para exercer uma boa gestão de sua equipe. Por que estará em alta em 2016: No cenário atual, considerando o momento em que o Brasil está passando, as empresas têm tomado uma postura de corte de custos e consequente redução de pessoal – no departamento jurídico, as empresas têm contratado o head, responsável por muitas funções do setor jurídico, em detrimento de um diretor, por exemplo, que tem salário maior. Salário: Entre 10 000 e 15 000 reais.

 

3 – Gerente de Contencioso de Volume

É responsável por conduzir operações que lidam com um alto volume de processos jurídicos. O gerente de contencioso de volume realiza as tarefas que são penasdas pelo head: é ele que fica encarregado de dar seguimento nas ideias de melhorias que o head elaborou para cada processo jurídico. Perfil para o cargo: Mais do que a habilidade técnica, este profissional terá que ter competências administrativo-financeiras para gerir um alto volume de processos. Deve ser um bom desenvolvedor de estratégia para aumentar rentabilidade, ter foco em resultados com grande eficiência e com isso garantir a manutenção dos clientes. Por que estará em alta em 2016: A área cível, ações de recuperação de créditos e indenizatórias bem como a área trabalhista terão muita demanda, em vista do alto volume de demissões ou rescisões que ocorreram em 2015. Salário: Entre 9 000 e 14 000 reais.

 

4 – Advogado Sênior ou Gerente na área de M&A

Normalmente compõe a área jurídico-consultiva da empresa ou escritório. É responsável pela elaboração desde atos societários mais simples aos mais complexos, que compõem as operações de M&A (ou F&A – fusões e aquisições de empresas). Perfil para o cargo: Habilidade técnica e experiência em execução de fusões e aquisições de empresas. Inglês indispensável, já que muitas das operações envolvem investidores estrangeiros. Por que estará em alta em 2016: No atual cenário político-econômico e a alta do dólar, a tendência é de que investidores estrangeiros façam aquisições de empresas nacionais que estão desvalorizadas. Assim, a expectativa do profissional desta área deve ser positiva tendo em vista o alto volume de M&A esperado no pipeline dos próximos meses. Salário: Entre 11 000 e 17 000 reais.

 

Entenda, inclusive, que no geral, as referidas atuações não dependem nem estão atreladas ao “recesso forense”. “Fórum fechado” não significa “mercado fechado” . Nas áreas acima, advogados do consultivo e de assessoria estão efetivamente ligados ao cotidiano da empresa e não ao cotidiano do Fórum.Diante disso, se você atua como advogado na área empresarial, seja em departamento jurídico seja em escritórios, esteja atento para referidas oportunidades. Este roteiro nos auxilia a compreender a necessidade do cliente e quando há necessidade devemos criar oportunidades!

Sucesso em 2016!!!

 

Luis Fernando Rabelo Chacon concluiu o curso de Direito no UNISAL Lorena em 2000. Atualmente é professor e advogado.

 

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Devido ao cenário de instabilidade econômica que o país enfrenta, muitas pessoas que estavam pretendendo abrir seu próprio negócio resolveram adiar o projeto de dar esse importante passo em suas vidas. Outras, já empresárias, receosas com as incertezas do mercado optaram por tirar os pés do acelerador e cortar investimentos como medida preventiva.

Você se enquadra em algum desses 2 grupos de pessoas? Está receoso se deve empreender nesse momento de crise ou aplicar recursos financeiros em seu negócio? Então continue lendo este artigo…

Alguns pontos importantes sobre a crise

Em primeiro lugar, a crise que estamos passando atualmente não é causada somente por um caso isolado, e sim, pelo somatório de vários acontecimentos (internos e externos) que ao longo do tempo culminaram em uma economia extremamente fragilizada.

Por exemplo, podemos citar como fatores externos a desaceleração da economia na China e a expectativa do aumento das taxas de juros nos EUA; como internos a crise hídrica (muito grave principalmente no estado de SP), a desvalorização do real, o uso indevido do dinheiro público, os escândalos da Petrobrás e tantos outros decorrentes da nossa má administração (governo).

Adivinhe qual foi a consequência de tudo isso para o Brasil?

No primeiro trimestre de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou 0,2% menor na comparação com o mesmo período do ano passado. O desemprego em maio registrou o quinto aumento seguido, subindo para 6,7% (estava em 6,4% em abril e em 4,9% em maio de 2014). A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) cresceu 0,82% em junho, alta de 6,42% no ano e 9,15% em 12 meses. Em maio, segundo o IBGE, a renda real (já descontada a inflação) dos trabalhadores recuou 1,8% sobre abril e 5,8% no confronto com maio de 2014 – Dados SEBRAE.

Mas calma… Tudo que acontece de bom ou ruim, dentro e fora do país, de alguma forma incide em nossa economia, trazendo reflexos positivos e negativos a curto, médio e longo prazo.

Todo cenário de mudanças gera desconforto e insegurança, mas em períodos de crise, apesar da retração, é importante entender que o mercado não para! O que muda é o comportamento do consumidor.

O consumo continuará acontecendo, porém, agora com mais critério e cautela, onde se prioriza o que realmente é importante. A oportunidade de negócios sempre estará presente, mas talvez em outro lugar ou em um segmento diferente do que atua.

Fatores pertencentes ao que chamamos academicamente de macroambiente (forças políticas, econômicas, legais e da natureza) sempre estarão fora do alcance de controle do empreendedor, daí a importância de um planejamento consistente, que permita o desenvolvimento de produtos e serviços que sejam menos impactados por tais fatores.

Lembre-se, adaptar-se às circunstâncias é uma virtude indispensável para empreendedores. “Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer.”

O que eu posso fazer em meu negócio para minimizar os efeitos da crise?

Se você já é empresário e tem um negócio rodando, saiba que esse é o momento ideal para um check-up completo de suas atividades, assim poderá minimizar os impactos gerados pela crise, melhorar o que tem a oferecer, reduzir custos e ainda sair fortalecido.

Vamos a algumas dicas para que você atinja esse resultado em seu negócio:

– Reavalie seus produtos e serviços: descubra como os seus clientes veem o que você oferece. Seus produtos / serviços são essenciais? O que você poderia fazer para que eles agreguem mais valor aos seus consumidores e se tornem indispensáveis? Eles atendem totalmente ou parcialmente a uma necessidade do mercado? Descubra novas necessidades e implemente-as o mais rápido possível.

– Repense sua carta de vendas: como já disse aqui, mudanças de cenário econômico trazem novo comportamento, e com isso, novas objeções de compra surgem. Indague seus clientes para descobrir os motivos pelos quais eles não adquirem seus produtos / serviços. Deixe-os falar e aprenda com eles, assim você poderá solucionar os problemas apontados e pensar em como matar as novas objeções na próxima venda. Se alguém apontou algo negativo, as chances de que outra pessoa aponte também são grandes.

– Analise seus processos: colete a opinião de seus colaboradores sobre como o trabalho que realizam pode ser desempenhado com mais eficiência, com melhor qualidade e com menos custos. Reveja a forma como cada atividade é realizada. Uma pequena melhoria implementada em seus processos pode lhe trazer ganho de tempo e dinheiro. Produção mais barata, abre a possibilidade de rever os preços que pratica e com isso torna-lo mais competitivo no mercado.

– Inove: não faça mais do mesmo! Não espere deslanchar no mercado em um cenário econômico incerto se existem vários produtos / serviços exatamente iguais ao seu. É preciso ter um diferencial que o destaque de seus concorrentes, e ele precisa ser claro e evidente. Esse é um assunto extenso, abordarei melhor em outro post, mas por enquanto recomendo a leitura do livro Design Thinking – Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias.

– Busque novos mercados: que tal explorar novas regiões para atuar? Se o seu negócio opera de forma local, já pensou em buscar mercados em outros bairros, cidades, regiões ou a nível nacional? Caso já trabalhe em todo território, por que não vender para outros países? Acha complicada e cara essa nova perspectiva? Eu lhe digo que é mais simples e barato do que imagina. A tecnologia e a internet estão aí para encurtar distâncias e quebrar definitivamente barreiras geográficas. Com serviços como o Site Express, sua empresa pode estar operando na web de forma totalmente profissional em até 72h, e seus produtos / serviços estarão acessíveis para quem se interessar por eles.

É possível superar a crise?

Apesar da retração econômica e do pessimismo coletivo que se instala pelo país é possível sim superar a crise, e o melhor, tirar proveito dela.

Não estou dizendo que é uma tarefa fácil, claro que requer empenho, dedicação e muita força de vontade, assim como todas as coisas importantes da vida. Mas é algo totalmente possível e que inclusive podemos comprovar pelo sucesso de vários empreendedores da atualidade.

Não se deixe levar pelas lamentações e pela tendência que temos de tirar o ônus da culpa de nossos ombros. Fazer o seu negócio crescer e faturar mais depende exclusivamente de você.

Gaste energia pensando em soluções, não em problemas! Seja ousado, mas sem deixar de lado os 4 principais pilares que regem a gestão de qualquer empreendimento de sucesso, que são:

– Planejamento: organize suas ideias. Elabore um plano detalhado de como ir do ponto A (onde você está) ao ponto B (seu objetivo). Considere o máximo de detalhes possíveis de todos os aspectos que englobam sua ideia, como por exemplo: investimento, tempo, equipe, características do produto / serviço, logística, força de vendas, público-alvo, ações publicitárias, etc. Quanto mais informação, menos chances de dar errado.

– Execução: agora é a hora de colocar a mão na massa e ir à luta seguindo o planejamento definido no item anterior. Monitore de perto toda a execução de forma que se afaste o menos possível do que foi planejado.

– Verificação: esta etapa pode ser realizada paralelamente à execução e consiste na coleta de informações e dados de tudo que foi e está sendo executado. O objetivo é encontrar os pontos fortes e principalmente os fracos do projeto, servindo como base para a correção de suas falhas. “Não se pode administrar aquilo que não se mensura”.

– Correção: aqui o projeto se torna mais robusto e chega mais perto do ideal através de medidas corretivas que sanem as deficiências identificadas no item anterior. Cada vez que essa etapa é executada, seu negócio ganha força e se torna mais competitivo.

Os pilares constituem passos ininterruptos de um ciclo que jamais deve ser deixado de lado.

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Negócios que estão crescendo mesmo com a crise

Apesar das dificuldades econômicas alguns segmentos de mercado vem ganhando força com taxas de crescimento significativas, indicando a possibilidade de bons lucros a curto prazo.

Se você ainda não tem uma ideia de negócio para empreender, iremos listar abaixo alguns negócios que estão se expandindo e com isso se tornando tendência.

Caso já seja empresário, investir em novos produtos / serviços pode ser a chave para sair ileso deste momento turbulento.

Seja criativo, soluções complementares às oferecidas pelos segmentos a seguir também podem ser boas sacadas:

– Cosméticos: a vaidade é um sentimento presente na maioria das pessoas e algo que se tornou indispensável como fonte de alto-estima. A auto-estima situa-se quase no topo da pirâmide das hierarquias das necessidades básicas do ser humano identificadas por Maslow, o que impulsiona o consumo de produtos relacionados à beleza, mesmo que o orçamento esteja prejudicado por outras despesas.

– Alimentação: devido à falta de tempo da maioria das pessoas, principalmente nas grandes cidades, comer na rua e comprar alimentos prontos se tornou algo indispensável. Porém, a forte tendência da “geração saúde” quebrou os velhos hábitos e impulsionou o consumo de opções com menos gorduras e produzidas a base de grãos. Se optar por este segmento, lembre-se de fugir do comum!

– Consertos e reparos de produtos: com o intuito de priorizar o extremamente necessário, consertar aquele utensílio ou produto que parou de funcionar pode ser uma grande pedida quando se quer economizar. Na maioria das vezes, o reparo pode sair bem mais em conta que a compra de um novo produto, se tornando gradativamente a opção mais procurada por consumidores. Toda demanda pode gerar bons lucros!

– Educação: na minha opinião este é o segmento do momento. A necessidade de crescimento ou recolocação profissional tem estimulado cada vez mais pessoas a procurarem capacitação. Então, porque não aproveitar aquela sua habilidade que está adormecida para ajudar pessoas e ainda ganhar um bom dinheiro? A hora é essa!

Conclusão

Mesmo com as incertezas e inseguranças é possível sim iniciar um novo negócio durante a crise.

Se você já faz parte do time dos empreendedores, profissionalize e aprimore o máximo possível o seu negócio. Atenda às necessidades e entenda cada vez mais o seu cliente.

Negócios que se sustentarem e crescerem nesse período, tem grandes chances de se solidificarem e se consolidarem como líderes em seu segmento quando tudo isso passar.

Perseverança, resiliência, persistência e visão soam como o Mantra da vez! “Quem tem um porque, enfrenta qualquer como (Viktor Frankl), então arregace as mangas sem “mimimi” e faça o seu negócio prosperar!

Alexandre Espada concluiu o curso de Ciência da Computação no UNISAL Lorena em 2010. Atualmente é gerente de projetos.

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Na mitologia da Grécia antiga Thanatos é um personagem que aparece em inúmeros mitos e lendas. Filho de Nix (a Noite) e Érebo (a Escuridão) e irmão gêmeo de Hipnos (o Sono), habitava os Campos Elíseos (o paraíso do país de Hades, o mundo dos mortos). Thanatos é a personificação e é o deus da morte.

A palavra Tanatologia provém de: Thanatos = morte e Logos = estudo. Ou seja, o estudo da morte e do morrer, especialmente em seus aspectos psicológicos e sociais. Assim, a Tanatologia é a ciência da vida e da morte que visa entender o processo do morrer e do luto. E, simultaneamente, humanizar o atendimento aos que estão sofrendo perdas graves, podendo contribuir dessa forma na melhor qualificação dos profissionais que se interessam pelos Cuidados Paliativos, procedimentos que visam atenuar a dor e o sofrimento e aprimorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares diante de uma quadro ou doença terminal.

Segundo Kübler-Ross (1992) um paciente em estágio terminal e seus familiares podem passar por cinco fases no processo do morrer:


Negação:
 ajuda a aliviar o impacto da notícia, servindo como uma defesa necessária a seu equilíbrio. Geralmente em pacientes informados abruptamente e prematuramente. O paciente desconfia de troca de exames ou competência da equipe de saúde. Geralmente o pensamento que traduz essa defesa é: “não, eu não, não é verdade”. O médico deve respeitar, porém ter o cuidado de não estimular, compactuar ou reforçar a negação.

Raiva: o paciente já assimilou seu diagnóstico e prognóstico, mas se revolta por ter sido escolhido. Surgem sentimentos de ira, revolta, e ressentimento e tenta arranjar um culpado por sua condenação. Geralmente se mostra muito queixoso e exigente, procurando ter certeza de não estar sendo esquecido, reclamando atenção, talvez como último brado: Não esqueçam que ainda estou vivo! Nesta fase deve-se tentar compreender o momento emocional do paciente, dando espaço para que ele expresse seus sentimentos, não tomando as explosões de humor como agressões pessoais.

Negociação: tentativa de negociar o prazo de sua morte, através de promessas e orações. A pessoa já aceita o fato, mas tenta adiá-lo. Deve-se respeitar e ajudar o paciente.

Depressão: aceita o fim próximo, fazendo uma revisão da vida, mostrando-se quieto e pensativo. É um instrumento na preparação da perda iminente, facilitando o estado de aceitação. Neste momento, as pessoas que o acompanham devem procurar ficar próximas e em silêncio. Cabe ressaltar que o termo “depressão” não está sendo utilizado aqui para designar a doença depressiva, mas sim um estado de espírito.

Thiago Ribeiro Borges concluiu o curso de Psicologia no UNISAL Lorena em 2013, em que obteve o título de Universitário 5 Estrelas. Atualmente é pesquisador e professor.

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Segundo Jacobi, a água se originou da liberação de grandes quantidades de gases hidrogênio e oxigênio na atmosfera, que se combinaram e deram origem aos vapores de água. Durante o período de formação do Planeta, as temperaturas só possibilitavam a água em forma de vapor. À medida que as temperaturas baixaram, os vapores se transformaram em nuvens, que foram atraídas pela gravidade e caíram em forma de chuva na superfície da Terra. Assim, houve acumulação progressiva de água principalmente na superfície, nos estados líquido e sólido (gelo) e simultânea formação de vapor de água pelos mecanismos de evaporação e transpiração dos organismos vivos. A parcela que se infiltrou na superfície e se acumulou entre as camadas de rochas do subsolo formaram as águas subterrâneas – os lençóis e os aquíferos é o chamado Ciclo Hidrológico. (Jacobi 2006: 01).

Assim, o Ciclo Hidrológico é o responsável pela manutenção desse recurso natural acumulado na superfície e no interior do solo. Com o calor irradiado pelo Sol, grande parcela da massa de água transforma-se em vapor, que se resfria à medida que vai subindo à atmosfera, condensa e forma nuvens, as quais voltam a cair na Terra sob ação da gravidade, na forma de chuva, neblina e neve.

Estudiosos e cientistas preveem que em breve a água será a causa principal de conflitos entre nações. Conforme texto publicado no Almanaque Brasil Sócio-Ambiental sobre a água, 2004 há sinais dessa tensão em áreas do planeta como no Oriente Médio e na África.

Mas também os brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, vêem algumas de suas cidades sofrerem a falta de água. A distribuição desigual da água é a principal causa dos problemas. Neste contexto, o Brasil encontra-se numa posição privilegiada, possuindo 12% da água doce superficial do mundo.

No século XX, a demanda de água aumentou em mais de seis vezes, superando em duas vezes o crescimento populacional no período. O consumo per capita do recurso aumenta geometricamente com a melhora da renda da sociedade.

A distribuição geográfica da água na superfície terrestre é bastante irregular. A escassez de água já atinge 21 países, principalmente aqueles localizados em regiões áridas, onde os índices de chuva são menores, e naqueles onde o alarmante processo de desertificação avança.

Na atualidade, ocorrem mais de 70 conflitos em todo o mundo envolvendo a disputa por recursos hídricos. No futuro, muitas guerras entre países vão ocorrer pelo controle da água.

O consumo de água tem aumentado, nas últimas décadas, com o crescimento da população mundial e da expansão das atividades agrárias e industriais. Ao mesmo tempo, aumentou a poluição, a contaminação e o desperdício dos recursos hídricos, fato que pode levar a uma grave crise em todo o mundo pela escassez de água doce num futuro próximo.

Segundo Bassoi e Guazelli, o Brasil é o campeão mundial, concentrando 12% da água doce da Terra. Mesmo assim, 80% dos recursos hídricos brasileiros estão na região Amazônica, área que comporta apenas 5% da população. O Centro-sul do país, região mais populosa, concentra 15%. A situação do Nordeste é preocupante, pois a região concentra 25% da população brasileira e apenas 3% dos recursos hídricos nacionais.

Assim, para atender ao atual consumo mundial de água doce, “usamos 54% das fontes disponíveis. Nesse ritmo chegaremos a 70% em 2025. A Organização das Nações Unidas (ONU) defende o acesso à água salubre como uma necessidade humana fundamental”. (Almeida e Rigolim 2002:102).

Para Willians, cerca de 97,5% de toda a água na Terra são salgadas. Menos de 2,5% são doces e estão distribuídas entre as calotas polares (68,9%), os aquíferos (29,9%), rios e lagos (0,3%) e outros reservatórios (0,9%). Desta forma, apenas 1% da água doce é um recurso aproveitável pela humanidade, o que representa 0,007% de toda a água do planeta. (Willians 2006: 15)

O gerenciamento dos recursos hídricos é a forma mais moderna de planejamento dos usos das águas e controle da sua qualidade e disponibilidade hídrica, com o objetivo de minimizar ou evitar os conflitos decorrentes do mau uso da água doce. Deve-se, portanto, ter por meta a distribuição criteriosa e racional da disponibilidade hídrica e a proteção da qualidade das águas.

É uma substância e um recurso ambiental, natural, fundamental à existência dos seres vivos em todo o Planeta.

A água doce precisa ser entendida como um bem finito e escasso, cuja disponibilidade vem decaindo ao longo dos anos. É uma substância e um recurso ambiental, natural, fundamental à existência dos seres vivos em todo o Planeta.

Luecy da Silva Barboza concluiu os cursos de Pós-Graduação em Gestão Ambiental e em Perícia em Meio Ambiente no UNISAL (Pólo Roseira).

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O Brasil está no meio de uma crise econômica severa e que, talvez, ainda demore um pouco para passar.

Está também atravessando uma crise política aguda. Talvez uma crise moral também.

Na Europa a coisa anda grega e a crise está na pauta do dia há quase cinco anos.

Os Estados Unidos estão saindo de uma e a Venezuela entrando em mais uma.

Ninguém gosta de crises e, se fosse possível escolher, certamente não as teríamos. Mas crises existem, sempre existirão e é preciso encará-las de frente, sem pavor histérico nem omissão negligente. As crises fazem parte da vida dos países, das empresas, dos casais e das instituições.

Primeiramente, é preciso certo distanciamento para contextualizar melhor as crises. É impossível que a trajetória de uma empresa, pessoa ou nação se desenvolva sempre de maneira linear ou como uma reta ascendente em que tudo segue sempre a mesma tendência. Não é assim que a vida nem a economia funcionam.

Na maioria, quase absoluta, dos casos essas trajetórias se assemelham mais com os altos e baixos de montanha russa ou com as curvas de uma estrada. Nada cresce indefinidamente sem experimentar alguma forma de revés. Os ciclos fazem parte da trajetória natural desses entes e é preciso encarar isso com naturalidade.

Olhando em perspectiva, a crise pode ser apenas a antessala de um momento melhor. O arco-íris que se revela após a tempestade.

Esse é o grande segredo das instituições e das pessoas verdadeiramente vencedoras. Elas usam as crises como trampolim para saltos ainda maiores.

Veja o exemplo do Japão, que a despeito de todas as tragédias, geológicas ou bélicas, que possa ter vivido sempre conseguiu um meio de sair mais forte de todas elas.

A crise pode representar tanto a morte quanto o renascimento. E um desfecho ou outro depende muito de como você a encara e qual a sua atitude em relação a ela.

Se bem aproveitada, crises proporcionam o ambiente adequado para ajustes importantes, para reflexão e aperfeiçoamentos.

É a crise que te tira da zona de conforto e te obriga a pensar formas de fazer mais, melhor ou diferente.

Então, se você ou sua empresa estiverem passando por uma crise, aproveite para refletir, evoluir e corrigir o que não está dando certo.

A crise um dia vai passar (todas as crises passam), e quando isso acontecer é possível sair dela mais forte e preparado para enfrentar os desafios que farão de você uma pessoa mais forte, sábia, resiliente e vencedora.

Alexandre Correa Lima se formou em Direito no UNISAL Lorena em 1994. Atualmente é administrador e palestrante.