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A 2ª Reunião do grupo de estudos do Observatório de Violências nas Escolas, do UNISAL foi realizada em 25 de abril de 2019, no Prédio Padre Mario Bonatti, Unidade Lorena.

E apesar de terem passado alguns dias do evento, o tema “Atuação Policial na Promoção da Segurança e Cidadania: Reflexões e desafios”, ainda gera repercussão em meio aos presentes.

Afinal, estiveram presentes 63 participantes distribuídos entre Professores, Diretores/Vice-Diretores, Coordenadores, Mediadores e Alunos da rede pública, Municipal e Estadual dos municípios de Guaratinguetá, Lorena e Canas, Professores do Mestrado em Direito do UNISAL, representantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), da Canção Nova, além da população local, alunos do UNISAL e do Observatório de Violências nas Escolas.

Essas instituições são parceiras do UNISAL e recorrem à instituição para debater e amadurecer temáticas que exigem conhecimento e reflexão para que possam ser esclarecidas na sociedade.

O tema foi escolhido com base no documentário coproduzido pela GloboNews e GloboFilmes, intitulado “Rio do Medo” que apresenta a violência no estado do Rio de Janeiro pelo olhar da Polícia Militar.

O convidado, Prof. Marcius Nahur, Delegado de Polícia, Mestre em Direito, Professor do Curso de Direito UNISAL, trouxe reflexões e críticas pertinentes, a partir de sua experiência na área.

Para ilustrar sua fala, apoiou-se nas quatro agendas políticas postuladas pelo Ex-Ministro da Educação Renato Janine: democratização, combate sobre a inflação, inclusão social em larga escala e qualidade dos serviços públicos, bem como na tríade do serviço público de qualidade: saúde, segurança pública e educação. O palestrante afirmou que estes assuntos dependemde um olhar coletivo e de uma integração mútua para a promoção e efetivação de políticas públicas duradouras.

Destacou, ainda, vários estigmas que circundam a prática policial, como as marcas deixadas pela Ditadura Militar que fazem com que boa parte da população confunda a função de autoridade dos policiais, agentes públicos de segurança a serviço do Estado, com autoritarismo. Enfatizou, também, que estes profissionais não são super-heróis e nem justiceiros, mas cidadãos que prestam um serviço público e têm o desafio de enfrentar em seu cotidiano a violência em suas diversas facetas.

Ao longo de sua fala, discorreu sobre o conceito de República e do “bem coletivo” que deve ser desenvolvido, dentro de cada um como uma virtude. Isso ocorre, segundo o palestrante, por meio da educação, pois é a partir da ampliação da consciência individual para a coletiva, que se formam as práticas políticas e de direito. Sendo assim, o cidadão, por meio da colaboração política, zela pela realização de uma melhor sociedade humana.

Por último, enfatizou que nosso país possui uma cultura antirrepublicana, que não sabe separar as esferas públicas das privadas e que se origina do famigerado “jeitinho brasileiro” para conseguir aquilo que almeja. Afirmou que esse cidadão desconsidera e burla as questões pertinentes à coletividade.

E fez um convite à escola, instituição que constitui um papel fundamental na educação e socialização do indivíduo. No processo ensino-aprendizagem, professor e aluno serão produtores de saberes, investigadores e críticos da sua própria realidade histórica, além de serem preparados para o exercício de sua cidadania, pautada no respeito aos Direitos Humanos, enfocando não apenas nos processos privados, mas também no bem coletivo/público.

A reunião foi mediada pela Professora Drª Sonia Koehler, que apresentou o Observatório de Violências nas Escolas, trabalhos de ensino, pesquisa e extensão feitos junto à comunidade e a importância da participação de todos no grupo de estudos e nas reuniões desenvolvidos mensalmente.

O Observatório de Violências realiza reuniões mensais. E os eventos são abertos ao público.

Marcius Nahur é #PraSempreUNISAL