julio-cosmo-unisal

É no ensino fundamental que um grande profissional começa a ser formado”, revela Julio Cosmo, Ex-Aluno do Centro Universitário Salesiano de São Paulo – Unidade Lorena – Campus  São Joaquim.

A opinião do egresso, formado em 2011 pelo Curso de Ciência da Computação, serve como base para muitos estudantes de escolas públicas e privadas que sonham com uma carreira internacional.

Júlio Cosmo participou do Debate sobre Carreiras, promovido pelo Programa Pra Sempre – Relacionamento com o Ex-Aluno, na sexta-feira, dia 26. Ele falou sobre a trajetória de vida desde o ensino fundamental até os dias atuais à uma plateia no Salão do Júri.

Atualmente, o profissional presta serviço para a Agência Espacial Americana. Até 2016, deve concluir o trabalho em algoritmos de alta complexidade em compreensão de imagem para um dos laboratórios da NASA, o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), localizado em Pasadena, Califórnia, Estados Unidos.

Júlio é o único brasileiro em meio a outros 200 pesquisadores do JPL. “Os 3 satélites que estão em órbita nos enviam dados, criamos ferramentas para desvendar o que seriam essas informações. Esse material é destinado a outros pesquisadores e serve para fomentar pesquisas e melhorias em diversas áreas”, diz Júlio.

O Pesquisador do JPL também presta consultoria para a Microsoft.

Natural de Itanhandu, Sul de Minas Gerais, sempre estudou em colégio público. A professora de Júlio, Gineida Idith Ribeiro Geraldo, diretora da Escola Estadual Professor Souza Nilo, conta que não foi surpresa ver até onde ele chegou.

“Julio era um menino de ouro, cheio de iniciativa e crença nos sonhos”, afirma a docente.

É justamente onde tudo começou que Júlio pretende apresentar o resultado de um trabalho que contribui para o ensino no Brasil.

Desde meados de 2014, ele atua em uma plataforma online chamada “Juntos”, que tem como objetivo gerar valor para educação. “Com ela, podemos ter todas as tecnologias para que o professor não passe o fim do mês corrigindo 400 provas e não tenha tempo para a família. Isso desmotiva o docente”, afirma Júlio.

Sua ex-professora afirma que a ferramenta será muito válida para a instituição, que conta hoje com mais de 1.200 alunos dos ensinos fundamental e médio e  o EJA, Educação de Jovens e Adultos.

Julio Cosmo e o Prof. Walmir Duque

Julio Cosmo e o Prof. Walmir Duque

“Temos um aluno com 5% da visão. Como não há o braile, é necessário fazer adaptação que atenda a este e aos demais estudantes”, revela Gineida.

Os frutos colhidos hoje por Júlio começaram a ser semeados ainda no colégio. Já no UNISAL, criou com outros colegas, um vídeo game com o objetivo de atender os 8 Objetivos do Milênio estipulados pela ONU (Organização das Nações Unidas). Entre 70 mil times no mundo todo, eles ficaram entre os 5 finalistas. “Com o nosso jogo educativo, que tinha o intuito de coletar alimentos que caíam dos helicópteros militares e entregar nas vilas afetadas pela fome, conseguimos arrecadar US$ 5 mil dólares”, revela Júlio. A verba  foi doada à ONU para combater os problemas na África do Sul.

“Sou grato pelo papel que os professores exerceram em minha vida. O docente deve ter o discernimento de despertar vocações e descobrir talentos, foi assim comigo e espero que seja com muitos outros estudantes”, conclui Julio.

Em apenas 2 horas de palestra, Júlio despertou vocações.  No dia do Debate sobre Carreiras, havia mais de 60 estudantes na plateia e alguns deles pretendem seguir os mesmos passos, como é o caso do aluno de escola pública, Aarão Ramos, de apenas de 17 anos. “Quero ser astrofísico e trabalhar na NASA”, conclui o estudante que desde criança já era apaixonado pela física e astronomia.

A TV Vanguarda, afiliada à Globo esteve presente no evento. Veja aqui a reportagem que eles fizeram.