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Jessica dos Santos Rosestolato
Formada em Pedagogia em 2014

 

A minha história no UNISAL começou em 2010, após um projeto de que eu participei, totalmente patrocinado pela Empresa Basf, da cidade de Guaratinguetá. Ao término deste, alguns dias depois de minha formatura no Ensino Médio, eu recebi um telefonema da idealizadora do projeto oferecendo-me uma bolsa de estudo de 50% de desconto no UNISAL de Lorena. Aceitei, fiz o vestibular e passei.

O meu grande sonho realmente era estudar jornalismo, porque eu amo escrever e ler, mas não queria perder a oportunidade que estava tendo e optei por fazer o curso de Pedagogia no UNISAL, que era a faculdade a que a empresa estava dando-me oportunidade.

Eu sou deficiente e acredito ter-me adaptado muito bem ao ambiente universitário, por sempre ter estudado com alunos sem deficiência e em escolas municipais e estaduais. Senti-me muito bem amparada por todos da Instituição.

Alguns dias depois das apresentações da coordenadora do meu curso, do auxiliar de coordenação, Douglas Rodrigues (o qual durante o tempo de faculdade eu incomodava e perturbava muito), e dos professores daquele primeiro semestre de aula, eu conheci uma pessoa maravilhosa, o Padre Mario Bonatti.

O Padre Mario Bonatti, encanta a todos com o jeito carinhoso de ser, com um sorriso sempre sincero que não sai nunca dos seus lábios. Algumas vezes, ele ia até a sala durante as aulas da Professora Cidinha e de outros professores também, para dar boa noite aos alunos, ficava, um pouco, vendo as aulas dos professores e sempre antes de sair falava uma mensagem de amor e de paz para os alunos. O gesto que o Padre Mário mostrava em fazer isso algumas vezes foi algo que me marcou muito.

Eu, sempre correndo nos corredores do UNISAL por conta do trânsito de Guará – Lorena ou por algum problema com alguém da minha van. Praticamente todos os dias chegava atrasada no primeiro tempo de aula. Quase todos os dias, correndo para não perder muito o início da aula, deparava-me com o Padre Mario, sempre com o seu jeito cativante de ser, com uma palavra ou uma mensagem incentivadora. Isso fazia valer o cansaço do dia.

No começo do ano, eu não gostava muito da faculdade, por fazer algo que eu não queria, mas acabei aceitando o curso. Pensava comigo mesma: “Se eu não estou cursando a faculdade de jornalismo, é porque não é da vontade de Deus e Ele, e só Ele, sabe o que é melhor para cada um de nós.” Sempre acreditei fielmente que Deus sabe todas as coisas e Ele faz de nós, seres humanos, seus seguidores. Acredito que não devemos fazer a nossa vontade e sim a vontade de Deus. Por isso, algumas coisas que tanto queremos em nossa vida não dão certo. Só dá certo o que Deus quer e planeja para nós. Não sabemos o que pedimos, mas Deus sabe do que realmente precisamos e necessitamos. Temos de pedir a Ele que faça o que for da sua vontade e o que considera ser o melhor para cada um de nós, seus filhos, e não que faça a nossa vontade.

A capela do Centro Universitário passou a ser, para mim, nos meus dois últimos anos de faculdade, um lugar estritamente de oração e conversa com Deus. Só eu e Ele. Foi, inclusive, nesse período em que eu passava na capela, rezando, agradecendo e pedindo, que ao final de 2014 eu entrei para um grupo de oração da minha Paróquia, chamado “Circulo Bíblico”. Hoje eu posso dizer com total confiança, que estou, dia após dia, mais próxima e perto de Deus. Acredito que as minhas visitas na capela da faculdade favoreceram bastante a minha opção e a minha decisão em entrar para um grupo de oração. Hoje eu compreendo o que ouvia de algumas pessoas da minha paróquia: “Não somos nós que escolhemos ser ou não religiosos e participantes dentro da igreja, mas sim, e unicamente, Deus. Só Ele tem o poder de escolher quais dos seus filhos o seguirão e como seguirão.”

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Esta é “A vida nos pátios do UNISAL”…

Porque o que dá sentido à vida não pode se perder no tempo!