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No primeiro artigo que escrevi aqui, refletimos sobre a disponibilidade que precisamos ter para colocar nossas ideias em prática, realizar sonhos e manter relacionamentos saudáveis. Continuaremos a falar sobre a disponibilidade, mas sob outra perspectiva: a mudança! Você já notou como essa palavra tem sido pronunciada frequentemente por nós?

É claro que, ao falar sobre mudanças, é impossível não citar as manifestações realizadas em diversos pontos do Brasil, mostrando que o brasileiro pode e deve ser autor de sua história, exigindo de nossos governantes a seriedade e a responsabilidade com o voto de confiança que cada um de nós depositou em suas propostas. Mas, quando o assunto é a política, é importante ter em mente que a mudança não está somente “lá fora”. Não basta sair às ruas se você mal consegue lembrar em quem votou nas últimas eleições. Qual foi seu candidato a deputado estadual e federal? E o vereador em que você votou? Elaborou alguma proposta que realmente impactou, positivamente, a rotina de sua cidade? As eleições municipais estão aí e essa será a sua chance de fazer boas escolhas.

Mas não é a política o objetivo deste texto, então, eu sugiro que você fique por dentro dos acontecimentos em nosso país, acompanhando o noticiário, sempre com um bom senso crítico para não se deixar manipular. De forma respeitosa, leia também os comentários dos amigos, converse em casa e mantenha um diálogo saudável sobre esta que deveria também ser uma paixão do brasileiro: a política.

Voltando ao tema central deste artigo, gostaria de reafirmar que mudança acontece sempre de dentro para fora, não há outro caminho! Toda vez que você, insatisfeito com a realidade em que vive, resolve colocar toda a culpa nos outros ou nas circunstâncias, o resultado será sempre ruim, sempre. E isso acontece porque boa parte da nossa insatisfação está associada à forma como agimos diante do que acontece conosco. Antes de reclamar que a vida não está boa, que nada acontece com você, pense nas atitudes que tem tomado nos últimos dias. Lembre-se: o motivo da insatisfação está sempre dentro de você e não fora.

Será que você realmente está disposto a mudar? Vamos fazer um teste?

1. Nos últimos dias, você prometeu que ia começar a fazer atividades físicas ou reeducação alimentar, mas acabou desistindo. Sim ou não?
2. Você comprou um livro novo ou baixou a versão digital, mas acabou não lendo o livro até o final. Sim ou não?
3. Antes de entrar em sua rede social predileta, você prometeu que ia dar uma olhada nos sites de notícias ou pesquisar sobre aquela ideia de negócio ou um novo curso de idiomas, mas ficou mesmo é no Facebook. Sim ou Não?
4. Aquela promessa de fazer um trabalho voluntário ou de visitar com maior frequência seus amigos e familiares também acabou sendo adiada. Sim ou Não?

Se você respondeu “sim” a quase todas as perguntas, fique tranquilo. Você não está sozinho. A verdade é que muitos de nós acabamos “sabotando” nossos processos de mudança por estarmos acomodados em nossa “zona de conforto”. Mudar nem sempre é um processo agradável. Apenas quando somos crianças é que as mudanças são uma deliciosa oportunidade de aproveitar o novo. Depois, crescemos e criamos uma certa resistência em desapegar daquilo que já não faz bem. Essa resistência vem acompanhada de um palavrão: a PROCRASTINAÇÃO. Aquela mania que a gente tem de deixar para amanhã o que pode fazer hoje.

A boa ou má notícia (isso vai depender da sua interpretação dos fatos, rs), é que o mundo em que vivemos hoje praticamente, nos empurra para a mudança de comportamentos. Convivemos com crianças cada vez mais espertas que exigem pais mais atentos; trabalhamos com diferentes gerações que pedem mais flexibilidade e compreensão de pensamentos diferentes; somos praticamente atropelados pela aceleração do tempo, o que nos leva a saber aproveitar melhor a vida, seja ela como for.

Em poucas palavras, ou você muda ou vai ficar cada vez mais insatisfeito. Não precisa sair por aí querendo fazer mudanças radicais que pouco tempo irão durar. Comece aos poucos, vá com calma, primeiro pelas coisas mais fáceis e, motivado pelo resultado, dê continuidade à mudança dos desafios maiores. Com certeza, ao final de um curto prazo, você vai se sentir bem melhor!
Renove-se, acredite na mudança e siga em frente!

Vanessa Espíndola concluiu o MBA em Gestão de Pessoas no UNISAL Lorena em 2014. Atualmente é Palestrante e Assessora de Imprensa e Produção de Conteúdo.