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Como era o cenário da organização sindical na cidade de Cruzeiro em 1933? A pergunta até parece complexa, mas foi respondida com clareza após muita pesquisa feita pela Ex-Aluna do curso de História do Centro Universitário Salesiano de São Paulo – Unidade Lorena Campus São Joaquim, Cláudia Isabel Ribeiro Santos.
Graduada em 2006, 09 anos depois ela voltou ao UNISAL Lorena no papel de docente. Na segunda-feira, dia 26/10, participou de uma aula com os alunos do 1º ano do curso de História. “Pude perceber que as dúvidas foram muitas, assim como a vontade de aprender”, afirma Cláudia.
O tema da aula foi a dissertação de Mestrado concluído na PUC/SP, no campo da Imprensa e que teve como tema:“O Momento: um espaço de luta ferroviária na cidade de Cruzeiro em 1933.
Na dissertação, Cláudia destaca o papel da imprensa ferroviária que organizou e mobilizou os ferroviários da estrada de ferro sul de Minas para formação de sindicatos e conquistas de direito. “Neste levantamento, notei que o jornal, de fato, conseguiu o seu objetivo, que era o de contribuir para a constituição deste sindicato”, revela a Diretora do Museu Major Novaes, de Cruzeiro.
Terra Natal de Cláudia, é no município que ela apostou novamente em uma pesquisa ainda mais avançada. Desta vez, será a tese de Doutorado na PUC/SP. Agora, a doutoranda irá fazer um recuo na história até o ano de 1917 para entender a organização desses ferroviários. Além de levantar detalhes da participação de um operário cruzeirense na formação no PCB (Partido Comunista Brasileiro).
DIREITO DO TRABALHO
Direito do trabalho nada mais é que o conjunto de normas jurídicas que regem as relações entre empregados e empregadores. No Brasil, se refere ao modo como o Estado brasileiro regula as relações de trabalho e as normas e conceitos importantes para o seu entendimento. Relações conturbadas nos últimos anos pelo cenário político e econômico do país. Segundo a historiadora, a luta da imprensa nos dias de hoje para denunciar abusos excessivos é feita, em sua maioria, pelas redes sociais. Perdeu força por outros meios de comunicação, diferentemente do que acontecia no século XX.
De 1917 até os dias atuais muita coisa mudou, afirma a Ex-Aluna Salesiana. Mas o que ela destaca são alguns direitos que perpetuam até hoje. “Muitos dos direitos trabalhistas que hoje construímos foram pensados lá trás, um exemplo é a aposentadoria por invalidez”.

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Cláudia Santos e Diego Amaro

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FUTURO PROFISSIONAL

Cláudia sonha com voos mais altos. Aos 32 anos, ela quer investir pesado na pesquisa e depois trazer a sua contribuição para a sala de aula.