trabalhos sobre Antropologia Cultural

A ideia partiu do Professor de Antropologia Cultural, Ex-Aluno do Curso.

  

O UNISAL – Unidade Lorena, ficou pequeno para tanta cultura, criatividade e conhecimento. Neste dia 15 de junho de 2016, o Curso de Filosofia apresentou por meio da disciplina  de Antropologia Cultural do Prof. Esp. Douglas Rodrigues, os resultados de 11 trabalhos sobre a expressão cultural de várias  cidades, regiões e até países.

A missão foi dada aos Alunos do 1º ano do Curso. Aílton Evangelista não teve dúvida e apostou num dos maiores símbolos de cultura e folclore da Região Metropolitana do Vale: a turma do Sítio do Picapau Amarelo.

O pórtico do UNISAL lembrou de perto a casa por onde se passavam as aventuras da boneca de pano, Emília, e sua turma. “Desde o início do semestre, pensei em falar desse assunto, tive comigo vários anjos que me ajudaram nessa missão”, disse o seminarista e Aluno.

Os anjos a quem Aílton se refere são artistas plásticos como o Ex-Aluno Angelito Ramos, de Areias, que assinou as obras do sítio. Além disso, o futuro sacerdote também atribuiu à gratidão aos personagens do sítio. “Personagens ricos como Tia Anastácia e Dona Benta mostram bem o retrato do que é o país. Tia Anastácia é a versão humana da literatura, Dona Benta é a expressão viva do folclore”, afirmou ele.

O paraguaio Lucas Torres apostou no ritmo que embala o país de origem. Ele destacou a Polka e Guarânia, dois estilos musicais carregados de patriotismo nas composições. “Também trouxe aos Professores e Alunos outros ritmos que mostram a insatisfação com a situação atual do país, são eles reggae e rock”, disse Lucas.

Como a expressão religiosa é muito rica na Região do Vale, não poderia faltar a cidade de Guaratinguetá. A terra das Garças foi tema da apresentação dos Alunos Jhonatan dos Santos e Eduardo Augusto Rosa Matos. Jhonatan descobriu curiosidades sobre a vida de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro. Já Eduardo disse que aprendeu muito sobre as construções antigas e mais recentes de Guará.

A atividade só foi possível graças ao empenho da coordenação do Curso, Professor Mário Dias e Árison Lopes.

professor da disciplina e também Ex-Aluno UNISAL, Douglas Rodrigues, afirmou que, diferentemente, do que muitos pensam, a cultura não é estática, está em constante mudança, de acordo com as situações vividas por seus sujeitos. “Ela não está fora de nós, mas sim é configurada mediante o desenvolvimento do ser humano. É democrática, todos participam, é parte do que somos, nela se encontra o que regula nossa comunicação em sociedade”, ressaltou o docente.

Douglas também disse que, ao longo da produção dos trabalhos, os Alunos tornaram-se mais críticos sobre a realidade de cada espaço onde vivem e a importância de valorizar culturas diferentes da nossa, seja na dimensão material ou imaterial.

Mario Dias e Douglas Rodrigues

Mário Dias e Douglas Rodrigues avaliando um dos trabalhos.

As apresentações também contaram com trabalhos que ressaltaram, por exemplo, a Procissão de Corpus Christi. Veja abaixo o nome dos trabalhos e dos Alunos.

Lucas Renato T Reyes
Tema: Polka e Guarânia: ritmos da cultura paraguaia

Ailton Evangelista
Tema: Sítio do Pica Pau Amarelo: marca da cultura vale paraibana

Leandro Francisco
Tema: A fé do sertanejo: símbolo da cultura pernambucana

Gilberto Tres
Tema: A Festa de Nossa Senhora da Penha no Espírito Santo

Brendo Santos
Tema: São José do Egito: terra da poesia popular de Pernambuco

Lucas Lamancusa
Tema: A capela de São Miguel Arcanjo

Fabiano Gonçalves e Gustavo César
Tema: O histórico do Corpus Christi em Lorena

Brunael Barbosa
Tema: A Chapada Diamantina como símbolo da Bahia

Jaqueline Aparecida C. Pio
Tema: O grafite como expressão cultural em Pindamonhangaba

Luiz Almeida
Tema: O Círio de Nazaré como expressão religiosa no Pará

Eduardo Augusto/ Alisson Rafael / Jhonatan dos Santos
Tema: A história de Guaratinguetá e Lorena pelo patrimônio material e imaterial