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O Brasil está no meio de uma crise econômica severa e que, talvez, ainda demore um pouco para passar.

Está também atravessando uma crise política aguda. Talvez uma crise moral também.

Na Europa a coisa anda grega e a crise está na pauta do dia há quase cinco anos.

Os Estados Unidos estão saindo de uma e a Venezuela entrando em mais uma.

Ninguém gosta de crises e, se fosse possível escolher, certamente não as teríamos. Mas crises existem, sempre existirão e é preciso encará-las de frente, sem pavor histérico nem omissão negligente. As crises fazem parte da vida dos países, das empresas, dos casais e das instituições.

Primeiramente, é preciso certo distanciamento para contextualizar melhor as crises. É impossível que a trajetória de uma empresa, pessoa ou nação se desenvolva sempre de maneira linear ou como uma reta ascendente em que tudo segue sempre a mesma tendência. Não é assim que a vida nem a economia funcionam.

Na maioria, quase absoluta, dos casos essas trajetórias se assemelham mais com os altos e baixos de montanha russa ou com as curvas de uma estrada. Nada cresce indefinidamente sem experimentar alguma forma de revés. Os ciclos fazem parte da trajetória natural desses entes e é preciso encarar isso com naturalidade.

Olhando em perspectiva, a crise pode ser apenas a antessala de um momento melhor. O arco-íris que se revela após a tempestade.

Esse é o grande segredo das instituições e das pessoas verdadeiramente vencedoras. Elas usam as crises como trampolim para saltos ainda maiores.

Veja o exemplo do Japão, que a despeito de todas as tragédias, geológicas ou bélicas, que possa ter vivido sempre conseguiu um meio de sair mais forte de todas elas.

A crise pode representar tanto a morte quanto o renascimento. E um desfecho ou outro depende muito de como você a encara e qual a sua atitude em relação a ela.

Se bem aproveitada, crises proporcionam o ambiente adequado para ajustes importantes, para reflexão e aperfeiçoamentos.

É a crise que te tira da zona de conforto e te obriga a pensar formas de fazer mais, melhor ou diferente.

Então, se você ou sua empresa estiverem passando por uma crise, aproveite para refletir, evoluir e corrigir o que não está dando certo.

A crise um dia vai passar (todas as crises passam), e quando isso acontecer é possível sair dela mais forte e preparado para enfrentar os desafios que farão de você uma pessoa mais forte, sábia, resiliente e vencedora.

Alexandre Correa Lima se formou em Direito no UNISAL Lorena em 1994. Atualmente é administrador e palestrante.