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Li recentemente que para se ganhar a liberdade existencial, que é de direito dos humanos, precisamos arrancar os pinos da fechadura, pois muitas vezes as portas estão trancadas.

Caminhei observando a natureza e pensando…

Por que os seres humanos são tão incompetentes, não gerenciam suas vidas, deixam de viver grandes emoções, não constroem significados que transcendem nossa breve estada aqui?…

E como criam tantas amarras e estas se tornam tão fortes, que sequer ousam simplesmente abrir para conhecer o que existe deste outro lado, aguardam silenciosamente para arrancar os pinos…

E neste aguardo o tempo se foi, as promessas não se cumpriram, os desencantos aconteceram e perdeu-se as oportunidades de se viver “vida com vida”.

A natureza, com sua sabedoria simplesmente encontraria as chaves, abriria as portas e mostraria os caminhos…

Na natureza tudo é perfeito e as ações encadeadas…

Nós humanos insistimos em colocar uma ordem que não é a natural..

Neste caminhar com a neblina refletindo os raios solares, penso que há um ledo engano nesta pontuação lida, pois precisamos sim abrir todas as portas, mas jamais, arrancando-as

É muita violência!

As nossas portas merecem ser abertas dignamente com as próprias chaves que um dia as fecharam, e com a ousadia dos “jovens velhos de hoje” adentrar nestes novos caminhos com força, foco e fé mas, com a coragem de realmente SER!

Ser pessoa com a força necessária para auto conhecer-se visando focar nas alegrias que quer priorizar e com fé em Deus e na sua obstinação em realizar sua essência em busca de plenitude existencial e espiritual.

E com este caminhar consciente o mundo vislumbrado pelas portas abertas tranquilamente encadearão as ações que concretizarão nossos desejos trancados até então…

E…

Alegremente buscaremos viver nossa “vida com vida”!

Maria Berenice Ribas Rosa de Oliveira  concluiu os cursos de Psicologia em 1991 e Pedagogia em 1994 no UNISAL Lorena . Atualmente é palestrante.