construcao-saber-formacao-professor-unisal

Nos dias da contemporaneidade, o docente no ensino superior exige capacidade de articular seus saberes específicos da disciplina em conjunto com estratégias de ensino-aprendizagem que venham de acordo com os objetivos estabelecidos para serem alcançados.

Uma vez que não apenas o mercado de trabalho busca maior preparo nos estudantes, seja em nível teórico quanto em desempenho e habilidade técnico–profissional, mas também o próprio aluno visa obter maior capacitação e manejo em determinada área do saber, uma vez que o próprio contexto da sociedade volta-se para a “era da informação”, em que visa-se cada vez mais sujeitos que possuam formação de excelência e um repertório de conhecimentos, habilidades e atitudes (pessoais e profissionais) de alto patamar (ZULAUF, 2006).

Embasado nos métodos tradicionais de ensino, o professor mantém o aluno num papel passivo em relação ao processo da aprendizagem, pois como afirmam Gurgel e Leite (2007), esta metodologia visa, predominantemente, à fidelidade reprodutiva do conteúdo comunicado em sala de aula, considerando mais importante a quantidade de informações que o aluno consegue memorizar. Um exemplo de tal alternativa pode ser visualizado nas aulas expositivas que ocorrem em sala de aula, fazendo com que o professor permaneça no papel de “detentor de todo o saber” e nas avaliações e exames escritos que exigem do aluno a retomada de todas as informações transmitidas em sala de aula.

Em contrapartida como destacam Xiaoyan (2003), Kipper e Rüütmann (2010) os meios de ensino contemporâneos buscam verificar a construção do conhecimento e promover uma maior capacidade de pensamento crítico e reflexivo, além de também buscar promover maior senso de autonomia e aprendizagem ativa junto ao estudante. Algumas estratégias de ensino neste âmbito podem ser ferramentas que tornem o alunado o mais ativo possível, seja por meio da elaboração de projetos de pesquisa, realização de trabalhos em grupos ou pares para cumprir determinada atividade ou refletir sobre um estudo de caso, na realização de seminários informativos, debates, momentos de brainstorming (tempestade de ideias) para a busca de soluções problematizadoras, elaboração de mapas conceituais sobre determinada temática previamente especificada, realização de role-play (dramatização) para encenação de situações profissionais reais e execução de dinâmicas grupais em sala de aula. Estas táticas evidenciam o amplo conjunto de possibilidades a serem trabalhadas com a classe no com texto universitário.

Thiago Ribeiro Borges concluiu o curso de Psicologia no UNISAL Lorena em 2013, em que obteve o título de Universitário 5 Estrelas. Atualmente é pesquisador e professor.