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CyberMeeting debate riscos na Internet das Coisas no UNISAL

Cyber_Meeting_02.05 (1)Especialistas brasileiros em Internet das Coisas (IoT) estiveram no UNISAL – Centro Universitário de São Paulo, Unidade Campinas, Campus São José, em 02 de maio de 2017, para o primeiro CyberMeeting UNISAL, promovido pelo Curso de Pós-Graduação em Gestão e Engenharia de Segurança da Informação – Cibersegurança.

O evento foi destinado à atualização de informações em Cibersegurança e Ciberdefesa para profissionais interessados no assunto e acadêmicos de todas as áreas. O próximo encontro será em 6 de junho, com o tema “Infraestrutura Crítica.”

O Professor de Pós-Graduação do UNISAL, Nivaldo Tadeu Marcusso, abordou as principais características da IoT, sua velocidade de crescimento, os problemas e desafios de segurança que ela traz para toda a sociedade e também as oportunidades de trabalho para os profissionais que se especializarem neste tema.

A Pós-Graduação em Gestão e Engenharia de Segurança da Informação – Cibersegurança do UNISAL tem duração de 472h, com aulas quinzenais aos sábados e disciplinas que tratam os principais domínios da segurança da informação como infraestrutura, risco, continuidade de negócios, privacidade, IAM e compliance. As disciplinas foram organizadas também para tratar temas emergentes como IoT, Perícia Forense Digital, Direito Digital e Conflitos Cibernéticos. Esses temas tratados no curso são ministrados por Professores com titulação e experiência no mercado de segurança da informação.

Paulo Brito, Professor de TI da Pós-Graduação do UNISAL, fez uma apresentação mostrando o cenário atual de IoT e alguns dos principais incidentes, a partir do primeiro, registrado em 2001 na Austrália – a abertura intencional de uma comporta de esgotos.

Roberto Gallo, presidente da empresa Kryptus, sediada em Campinas, e uma das poucas que já conquistaram o certificado de “Empresa Estratégica de Defesa”, mostrou os desafios na segurança de ‘coisas’ inteligentes’ como aviões de combate, e também em dispositivos ao mesmo tempo baratos e vulneráveis, como certas câmeras de vídeo – elas podem ser utilizadas por hackers para atacar outros dispositivos. Esse é um problema para o qual ele não vê solução em um futuro próximo, já que as margens de lucro nesses dispositivos são muito baixas, impedindo a aplicação de soluções eficazes de segurança.

A IBM foi representada no evento pelo cientista da computação Thiago Lahr, que trabalha na equipe de segurança X-Force como Senior Digital Forensic & Incident Response Analyst. Thiago explicou que os desafios da IoT para ele e para os colegas que analisam incidentes é principalmente a variedade de dispositivos (de brinquedos a dispositivos de medicina), de aplicações (saúde, indústria, manufatura, veículos) e a carência de ferramentas para analisar tantos dados vindos de diferentes fontes e formatos.

No fim do evento, Cláudio Bannwart, Country Manager da empresa Israelense Check Point explicou aos participantes que apesar de existirem ameaças em diversos graus, é possível proteger tanto as redes quanto os dispositivos conectados a elas, por meio de soluções de detecção e mitigação dos ataques de malwares. Mesmo para os mais agressivos, como o ransomware (que bloqueia dispositivos ou criptografa arquivos) há soluções eficazes. Bannwart mostrou de que modo um ransomware criptografa arquivos de um usuário e em seguida os arquivos são recuperados por uma solução Check Point, ao mesmo tempo em que o ransomware é isolado.