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7 mar

Uma breve história da mulher na política do Brasil

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Prof. Diego Amaro de Almeida*

Por muito tempo a mulher foi vista como submissa ao homem e foi sendo deixada à margem dos registros históricos. No cotidiano, a mulher se via em outro papel que era o oposto do estabelecido pela sociedade patriarcal. Pois nesse, a mulher, desde a colonização do Brasil, vinha se destacando, tinha participação ativa à frente das coisas do dia a dia não só da administração do lar, mas também dos negócios da família e em coisas públicas.

Com o passar dos anos, essa mulher foi rompendo com os paradigmas pré-estabelecidos pela sociedade, podendo assim garantir o seu espaço.

Hoje, no século XXI, podemos notar com clareza a participação da mulher na sociedade. Um fato marcante é a eleição de uma presidente mulher para conduzir o destino da nação, entretanto, isso não é uma novidade. Se olharmos para o nosso passado nos depararemos com situações nas quais a mulher teve destaque em decisões políticas, como no caso de Dona Inês de Sousa, mulher do governador da capitania do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que foi responsável pela defesa da cidade do Rio de Janeiro contra o ataque de corsários franceses entre os anos de (1578 – 1598). A Princesa Isabel, que assumiu a regência, tendo ainda abolido a escravidão.

Um grande tema político foi a reivindicação do direito ao voto feminino. Berta Lutz, a grande líder sufragista brasileira, certa vez reuniu um grupo de mulheres para divulgar as questões ligadas ao voto feminino. E essas, espalharam de avião panfletos sobre o Rio de Janeiro, pedindo atenção para essa questão, no início dos anos 20. Em 1933, a paulista Carlota Pereira de Queiroz foi eleita para a Assembleia Constituinte, e o voto feminino tornou-se realidade ao ser concedido e garantido na Constituição de 1934. No entanto, só foi posto em prática com a queda do governo Vargas, podendo as mulheres brasileiras votar, pela primeira vez, em 1945.

No ano de 1998, a senadora Benedita da Silva foi a primeira mulher a presidir uma sessão no Congresso Nacional.

Outra importante conquista se deu em 7 de agosto de 2006, quando foi sancionada a lei 11.340, criada com a intenção de coibir a violência contra a mulher e que recebeu o nome de Lei Maria da Penha, uma farmacêutica que teve uma longa batalha judicial contra o marido que, por duas vezes, tentou assassiná-la, a deixou paraplégica, e finalmente foi preso. Graças à batalha de Maria da Penha é que a lei foi criada e sancionada e hoje tem contribuído para a diminuição dos crimes contra a mulher.

Hoje, a mulher tem seu espaço garantido e reconhecido na sociedade, mas ainda há muito que fazer, muitos feitos que a historiografia precisa rever sobre a participação feminina na História, não só do Brasil mas do mundo, para se tornar conhecido o importante legado construído pelas mulheres.

*Diego Amaro de Almeida – Formado em História e mestrando em História pela PUC-SP, Professor e Assistente de Coordenação do Curso de História do UNISAL Lorena.

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