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8 mar

O maior amor do mundo

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Esta história, que pretende homenagear todas as mulheres nesta gloriosa data de 8 de março nos mostra como o amor de uma mãe pode superar barreiras, aparentemente intransponíveis!

Certa vez, quando fazia uma de minhas visitas costumeiras em um asilo para idosos na região de Valinhos, conheci uma senhora de aproximadamente 80 anos que estava ali há mais de duas décadas. Ela era bastante lúcida e comunicativa, apesar de tantos contratempos vividos. Ficamos muito amigas e eu passei a visitá-la periodicamente.

Certo dia, essa senhora contou-me sua história. Era assim…

Quando seu marido faleceu, seu único filho, logo depois se casou. Ela então, passou a morar com o filho e a nora, em um cômodo independente, composto por um quarto grande e um banheiro, nos fundos da casa do casal. 

Seu relacionamento com a nora era bom, entretanto, sempre houve certa cobrança desta, pelo fato de que parte da casa estava ocupada por alguém que sequer uma aposentadoria possuía para ajudar nas despesas básicas. Essa senhora chamava-se Clotilde e carregava consigo um pequenino porta-joias, no qual dizia guardar toda sua fortuna.

Continuando a história de Dona Clotilde, ela me contou que quando a mãe de sua nora ficou viúva e não tinha com quem morar, e necessitando de cuidados mais apropriados pelo fato de ser doente, o filho e a nora propuseram a ela, Dona Clotilde, que morasse em um asilo, deixando vaga a casinha dos fundos para quem mais necessitasse.

E assim foi…

Seu filho, no início, procurava visitá-la todas as semanas, levando-lhe sempre, de presente, algumas frutas e doces. Depois, com o passar do tempo, as visitas rarearam e ela só reencontrava o filho em datas especiais.

Um tempo depois, num certo dia, como me contou Dona Clotilde, seu filho apareceu e lhe disse que todos estavam se mudando de cidade, e que ficaria difícil vir visitá-la com frequência. Deixou um telefone para casos de emergência.

Uma vez, Dona Clotilde tentou ligar para aquele número que ele deixara, mas a resposta de quem atendeu do outro lado da linha foi que nunca tinham ouvido falar no nome do seu filho ou de sua nora.

Dona Clotilde, a partir daquele dia era mais um dos tantos idosos existentes nesse mundo, totalmente abandonados pelos seus familiares. Ela passou, então, a viver ali no asilo e a entender todos os moradores dali como membros legítimos de sua família, afinal de contas, ela não tinha mais ninguém!

Sua caixinha de joias, foi aberta no dia em que ela morreu. Como eu estava presente na ocasião, a administradora daquele estabelecimento deu-me a caixinha para que eu cuidasse dela e de seus pertences. Questionei a administradora em questão sobre o fato de ela já ter verificado o conteúdo daquela caixinha, mas ela negou e disse que estava delegando a mim aquela tarefa.

Armei-me de coragem, afinal de contas, dependendo do valor das joias, poderíamos fazer uma doação substancial aos idosos, porém, o teor da doação seria muito maior do que o esperado. Ao abrir a caixa de joias, deparei-me com uma foto pequena e muito antiga de um garoto de aproximadamente três anos, provavelmente seu filho. Atrás da foto, a seguinte frase escrita: “A joia da mamãe”.

Assim são as nossas joias. Roubadas pelo tempo ou subtraídas pela vida, porém, isso pouco importa. O que vale é que possamos manter “nosso porta-joias” sempre repleto das mais preciosas fortunas. Você sabe qual é este porta-joias? É o nosso coração.

A todas as mulheres cujos corações carregam “usinas de amor”, nossas sinceras homenagens pela data e um desejo singelo: que possamos ser eternas bússolas, sempre mostrando a direção de um coração piedoso!

Prof.ª Marilia Rosário Bestani – coordenadora dos Cursos de Tecnologia em Gestão Comercial, Marketing e Negócios Imobiliários do UNISAL Campinas/São José.

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