Unisal - Centro Universitário Salesiano de São Paulo Imprensa

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Eduardo Nunes*

O que era para ser um artigo intelectual, sério, inacessível para alguns e compreensível para outros, tem a intenção de ser um espaço aberto para discussão. Há inúmeros direitos universais, mas para assegurá-los devemos participar efetivamente da vida política do nosso país, estado e município. Acompanhando de perto nossos vereadores, deputados, prefeitos etc, fiscalizando, cobrando, propondo e acima de tudo, participando dos conselhos municipais, audiências públicas, conferências, na formulação dos  planos, programas, ações e outras atividades.

É nesse cenário que nascem as Políticas Públicas. No Brasil, há muitos exemplos, em todos os setores. Melhorias no meio ambiente, na educação e  na saúde, fatores fundamentais para  o desenvolvimento de um país, são efetivadas em grande parte, por meio dos apontamentos por parte da população.

A palavra pública é o feminino singular do adjetivo de 1ª e 2ª declinação publicuspublica, publicum, que é por sua vez derivado de uma forma mais antiga, poplicus – “relacionada apopulus -povo”. Ou seja, o termo “público” refere-se a algo que é de todos. E não há dúvida nisso.

As Políticas Públicas podem ser formuladas principalmente por iniciativa dos poderes executivo, ou legislativo, separada ou conjuntamente, a partir de demandas e propostas da sociedade, em seus diversos segmentos.

Mas a forma com que atuamos para que elas de fato existam é que evidencia o quanto elas são públicas, passam a ser um direito e um dever, e podem ser alteradas com a força de gestores de lei e eleitores. Leia mais »

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Todos os dias quem fala e escreve sobre educação se pergunta: qual o efeito e a credibilidade desse tema no Brasil?

Carregamos em nossas costas o peso da herança de um país desde os tempos coloniais. A corrupção passa pelo nosso sangue desde antes de o Brasil ser país.

Num campo minado como esse impossível formar cidadãos honestos, certo?

Errado! Pelo menos é nisso o que acreditam jornalistas que escrevem sobre educação todos os dias, sejam em redações, à frente de assessorias de imprensa de órgãos educacionais e instituições de ensino ou ainda nas salas de faculdades, ainda como estudantes ou até mesmo como professores de comunicação.

Um tema tão profundo, pois envolve interesses legítimos de vários campos, provenientes do poder público, passando pelo privado e chegando até a sociedade civil, é, em muitos casos, escrito de uma forma superficial ou tratado como algo irrelevante.

Superficial, pois 99% dos jornalistas que trabalham nessa área disseram não ser preparados para falar de um tema tão crítico, é o que revela a tese de doutorado  sobre Jornalismo e jornalistas de educação no Brasil: Um olhar multifocal sobre história, estrutura, agentes e sentidos, de autoria do jornalista e pesquisador Rodrigo Ratier, e que foi defendida na Universidade de São Paulo (USP).

Pouca experiência, falta de espaço nos veículos de comunicação, falta de interesse publicitário pelo tema, o nascimento e a morte de cadernos especializados sobre o assunto. É realmente um campo minado sim,  mas não de bombas, e sim de desafios a serem cuidados com certa atenção.

Como nós, assessores de imprensa, iremos levar histórias mágicas de personagens, até então anônimos, para grandes veículos e, consequentemente, mudar a sociedade, se não temos pela frente uma perspectiva positiva de mercado?

A Pátria Educadora chamada Brasil é formada por todos nós. É para construí-la de fato que devemos usar como fator motivacional o ato de escrever todos os dias com paixão, não cessar na busca por novos temas, fontes, números, olhares.

Poderia ficar aqui falando e falando, mas prefiro descobrir. E a descoberta passa pela união de forças e pensamentos diferentes com quem pensamos que sabe muito e que se mostra humilde em dizer que precisa aprender. É aí que surge a Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação), lançada oficialmente neste dia 23 de junho, durante o 11º Congresso da ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Invesgativo), em São Paulo. O grupo conta com jornalistas especializados em educação de veículos de  nacionais.

Afinal, pauta não falta dentro e fora das redações. Tudo passa pela educação. Um tema tão abrangente como esse pode até perder espaço por conta da falta de incentivo publicitário nos grandes meios de comunicação, mas deve ganhar vida a cada contato nosso no teclado de nossos celulares ou computadores, por meio de nossos olhares e discursos e pela principal missão de um jornalista: ser mensageiro de boas histórias. Ser um bom contador de histórias.

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Sempre esteve evidenciada, ao longo da história, a importância da contabilidade. Ainda, na pré-história, sabe-se que a necessidade do homem em controlar seu patrimônio, por meio de registros em cavernas, pedras, ossos etc, foi fator relevante para o surgimento e desenvolvimento da escrita. Marcou o desenvolvimento de todas as grandes civilizações. Fez parte de um conjunto de obras que influenciou a introdução dos algarismos arábicos na Europa. Também em alguns momentos foi enredo para um roteiro instigador: Quando, por exemplo, Al Capone ao usar seus conhecimentos como contador alcançou um império no crime. No entanto foi vencido com a ética e a técnica trazidas pelo também Contador e comandante do Internal Revenue Service, responsável pelas investigações, senhor Frank Wilson.

No Brasil da crise econômica, política e até de identidade, você deve se perguntar: “Onde a contabilidade se faz atuante”? Exemplo diário estampado em jornais, revistas, internet, rádio e tv, a chamada operação Lava-Jato, ganha destaque por seus personagens polêmicos, mas nunca pelo foco da ação, ou seja, o desvio de verbas. A todo momento o que está em evidência  são o caráter e a má gestão de quem deveria zelar pelo Brasil. Onde ficam as contas? Sim, aquelas tão bem analisadas e que serviram até de roteiro  para os filmes de Hollywood? Em 2014, com a descoberta dos desvios da Petrobrás, chamou-se a atenção uma análise feita por mim e compartilhada com colegas de profissão  e Alunos: o patrimônio físico da Petrobras é cinco vezes maior que a representatividade da empresa no mercado de capitais (cerca de 60 bilhões no mercado, tendo cerca de 300 bilhões em ativos físicos).  Leia mais »

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